sexta-feira, 31 de março de 2017

Influência da Cotação do Dólar na Economia.

Estava dando uma olhada na influência da cotação do dólar em alguns produtos aqui no Brasil. Essa semana, conversei com uma amiga que defendia um dólar elevado, pois iria ser melhor para o setor que ela trabalhava e "consequentemente" iria ser melhor para todos. 

Acabei entrando numa discussão acerca do que seria melhor para o Brasil, como um todo, quando me referi ao impacto do dólar no poder aquisitivo da população. Quando me referi ao todo, não defendo nenhuma área em específico, pois podemos afirmar que certo setor é mais beneficiado que outros (ex: para o agronegócio é mais vantajoso o dólar estar mais elevado) e, acreditar, que todos os outros setores iriam se beneficiar dessa vantagem.


Podemos fazer uma comparação entre balança comercial brasileira, tratando de superávit primário (trata do resultado positivo de todas as receitas e despesas, com exceção dos gastos com pagamento de juros), e custo da população de uma forma geral traduzida pelo aumento da compra de determinados produtos (mais precisamente o IPCA).

Não adianta também, que o aumento da balança comercial (termo que representa as exportações e importação do pais)* ser favorável numericamente, quando vemos que maiores exportações não significam (isoladamente) melhores condições para nós que vivemos no país.
Então fazendo uma análise das principais consequências de um dólar elevado:

Um exemplo de ótima administração pública

PRÓS:


Balança comercial - superávit da balança comercial

Excelente! (piada)

Empresas exportadoras – por terem custos em reais e ganhos em dólar, estas empresas se beneficiam quando o dólar está sobrevalorizados. Alguns dos exemplos são os setores de papel e celulose, o setor agrícola e os setores vinculados a exportação de produtos manufaturados. Não podemos esquecer das exportadoras de minério de ferro.

Turismo doméstico – aumento do turismo interno, em detrimento de viagens para outros países

CONTRAS:


-Importação de insumos - para os consumidores de aços planos como montadoras de veículos, fabricantes e autopeças e de eletrodomésticos pressiona os custos de produção já que os principais insumos como o minério de ferro e carvão são negociados aqui no Brasil vinculados aos preços internacionais.

- Aumento no preço da gasolina (exato, a maioria de nossa auto-suficiência provém do petróleo pesado e tem pouco efeito prático para diminuir o preço da gasolina que usamos).

-Empresas com dívidas em dólar (vão pagar mais caro para saldar).


Alguns produtos diretamente influenciados: trigo; eletrônicos, azeite importado, tintas, combustíveis, medicamentos, perfumes, brinquedos, vinhos, pneus...

- A inflação que começa afetada pelos produtos internacionais, acaba contaminando os preços dos produtos aqui do Brasil. Por exemplo, importação de trigo acaba afetando o preço do macarrão e do pão francês. Alguns setores são mais afetados, como os produtos eletrônicos, a alimentação e os medicamentos. Quanto mais alto o dólar, mais será esse repasse para o preço do consumidor, aumentando a inflação.
                                      Tabela retirada da ANP - verifiquem a importação

Conclusão


Então, podemos verificar que é muito mais vantajoso o dólar estar num patamar equilibrado, ou seja, nem tão desvalorizado nem tão sobrevalorizado para que não haja uma consequência muito forte em nosso orçamento. Com certeza um setor específico, pode ser no que trabalhamos, é muito mais beneficiado com uma moeda sobrevalorizada (como vimos em 2016: dólar ultrapassando os R$ 4,00). Porém, verificando de uma forma MACRO, seria muito mais interessante termos um equilíbrio, tanto para não sobrevalorizar a indústria exportadora, como para não asfixiar a indústria dependentes da moeda estrangeira.
Em um mercado de moedas pouco influenciado por intervenções governamentais, as moedas tendem a ficar mais próximas de uma situação de equilíbrio, mas quase todos os governos nacionais usam muitos artifícios para tentar controlar o rumo das cotações cambiais. Entre esses artifícios estão: restrições para compra de moeda estrangeira, câmbio fixo, leilão de Swaps, impostos sobre transferências internacionais, manipulação das taxas de juros, emissão de dívida pública, entre outros. A intervenção do estado na economia prejudica o equilíbrio econômico natural das moedas e desenvolve situações de desequilíbrio que são prejudiciais às economias.

*- balança comercial favorável: exporta mais do que importa
- balança comercial desfavorável ou negativa: importa mais do que exporta

quarta-feira, 29 de março de 2017

Discussão de Resultados: Engie 4T16

ENGIE - EGIE3:

A Engie reportou mais um excelente resultado e segue mantendo a altíssima eficiência que é a marca da companhia. É importante destacar que a companhia gera muito mais caixa do que seu lucro e nem toda a depreciação que cai sobre o resultado tem um resultado financeiro futuro, no quarto trimestre, a Engie lucrou 475M, mas gerou 921M de caixa. A diferença entre lucro e geração de caixa permite que a empresa distribua 100% do lucro enquanto investe em novos projetos e ainda consegue manter um endividamento muito baixo.
A Engie manteve a rentabilidade mesmo com o desastre econômico dos últimos anos
As principais mudanças nos negócios da Engie do terceiro para o quarto trimestre foram: a) decisão de vender uma pequena central hidrelétrica e dois parques eólicos para focar em empreendimentos que gerassem mais energia; b) maior definição da aquisição de 40% da usina de Jirau, que deve ocorrer em breve; c) acordo com a Celesc para fomentar a instalação de energia solar descentralizada; d) progresso físico na usina de termelétrica de carvão em Candiota (47% concluída); e) finalização do Parque Eólico Santa Mônica.

Continuo achando que as ações estão marginalmente caras (R$ 35,79 - 29/03/2017), mas devido à extrema competência da empresa acho a aquisição viável.

Não escrevi mais porque pouca coisa mudou desde o último resultado.

Nota: E

A partir de hoje o blog volta a funcionar com posts todas as segundas, quartas, sextas e domingos. Tentarei deixá-los avisados caso não consiga fazer os posts previstos.

terça-feira, 28 de março de 2017

Discussão de Resultados: Eternit 4T16

ETERNIT - ETER3:
 

A Eternit continua com péssima performance em todos seus segmentos de atuação e piorou desde os últimos trimestres. As vendas de crisotila in natura continuam deprimidas, pela concorrência com produtores russos e cazaques e pela redução da demanda na Ásia, e os produtos prontos para construção civil tiveram vendas menores ainda do que nos últimos trimestres. A companhia apresentou prejuízo de 29 milhões de reais no trimestre, incluindo o não recorrente da reestruturação da Tégula que gerou um prejuízo contábil de quase 16 milhões de reais no trimestre.
Muitos prejuízos nos últimos trimestres

A Eternit reportou 92% das receitas dependentes do mineral crisotila e, até agora, todas as tentativas de diversificação falharam. Fui surpreendido pelo fracasso da Eternit em se diversificar, há alguns anos atrás achei que a empresa conseguiria bons resultados em outros setores, mas estava enganado. A Tégula que fabrica telhas de concreto gera resultados muito fracos, as louças, metais sanitários e caixas d'água têm pouca venda e a Joint Venture da CSC, que fabrica cerâmicas sanitárias, continua dando prejuízo mesmo após o ramp-up completo. A dívida continuou se elevando, apesar de ainda estar controlada, e o caixa está baixo.
Receita líquida em queda e diversificação apenas na teoria

As ações trabalhistas de ex-funcionários contra a Eternit ainda causam despesas nos resultados da empresa, minha percepção sobre essas ações mudou e agora acho que o desfecho na justiça é totalmente imprevisível.*
A empresa precisa melhorar muito para que seja possível começar a analisar a compra, acho altamente preocupante o fato de que todas as outras empresas do setor estejam tendo resultados muito melhores. A Eternit era a empresa mais redonda no setor e tornou-se a empresa mais problemática. Mesmo se a economia melhorar o resultado da Eternit corre o risco de não melhorar suficientemente se a empresa não corrigir os processos que estão dando errado.

NOTA: L - Lixo


*O amianto crisotila só é tóxico durante a mineração e fabricação das telhas, que são totalmente seguras depois de fabricadas. Há muitos anos atrás a toxidade do amianto era desconhecida e alguns ex-funcionários se intoxicaram e agora pedem indenizações.




segunda-feira, 27 de março de 2017

Automação em Casa - Aspirador Robô

Há alguns meses atrás eu mudei de casa e comprei um aspirador robô facilitar a limpeza, decidi que não mais contrataria os serviços de uma faxineira.
Desde tempos remotos o ser humano tenta substituir ou diminuir o trabalho humano em suas tarefas por animais e ferramentas e mais recentemente por máquinas ou robôs. Uma das primeiras formas de diminuir o trabalho humano foi domesticar o cão para que ele vigiasse o dono enquanto este dormia. O cão precisa de muito menos alimento e água que um ser humano e depois que ele crescesse (investimento inicial) era muito mais barato que sustentar um ser humano para fazer guarda noturna.

Eu aplico essa mesma analogia ao aspirador robô, gastei 1600 reais para comprá-lo (investimento inicial), mas economizo 200 reais por mês (duas faxinas por mês) e ainda não corro o risco de ter meus eletrodomésticos quebrados ou coisas roubadas pela faxineira. A energia elétrica consumida pelo aspirador é irrisória, deve dar menos de 10 reais por mês, calculando que eu o utilize toda semana para passar por todos os cômodos da casa.

Em 2015 perdi um micro-ondas que uma faxineira ligou na tensão 220V, tomei um prejuízo de cerca de 500 reais. Como já ouvi dizer: "Pessoa muito burra e sem instrução não serve nem para ser lixeiro". Essa frase parece preconceituosa, mas é pura verdade (nada contra a profissão de lixeiro). A pessoa, no meu caso, não conseguiu diferenciar a tensão das tomadas (estava com adesivo), pegou alguma coisa dentro de minha geladeira (sem autorização) e foi esquentar para comer enquanto eu estava trabalhando, não tinha provas para cobrar a faxineira e tive que assumir o prejuízo.

Farei um cálculo de papel de pão para calcular a economia com o aspirador.

Investimento inicial: 1600 reais

Economia mensal eliminando duas faxinas: 200 reais

Economia bienal sem eletrodomésticos quebrados: 504 reais

Energia elétrica consumida por mês: 10 reais

Economia total por mês: 211 reais

Tempo para pagar o investimento inicial: 7,58 meses

Economia em 5 anos de vida útil: 11.060 reais

É um cálculo simples mas dá uma noção da economia alcançada.

O aspirador robô não consegue limpar tudo, mas, no meu caso, ele faz 90% do trabalho. Depois de passá-lo por todos os cômodos, basta passar o aspirador convencional nos cantos e outros lugares que ele não alcança. Como eu disse, no meu caso, porque eu moro sozinho e não deixo a casa sujar muito, a maior parte da sujeira é poeira que acaba entrando pelas janelas e portas.
Comprei o modelo Dslim da Ecovacs, pela minha pesquisa achei o melhor custo benefício para meu caso. Ele não faz milagre, mas ajuda muito. Funciona alternando os modos de limpeza de cantos e andar aleatório, possui duas escovas que direcionam a sujeira para o aspirador, o aspirador propriamente dito e ainda passa uma flanela sobre o chão. Existem modelos mais caros com detector de sujeira, paredes invisíveis, entre outros. A menos que você more em uma casa muito grande, não acho o caso comprar um modelo muito mais caro.

A Polêmica da Automatização


Sempre que surge alguma nova tecnologia que facilite a vida humana há reclamações dos trabalhadores cujo trabalho se torna obsoleto. Para o azar desses trabalhadores não há nada de errado, muito menos de imoral na automatização das atividades humanas, com menos trabalho humano sobra mais dinheiro para ser investido ou gasto em atividades mais lucrativas e também sobra mais tempo e dinheiro para atividades de lazer.

Obviamente, as pessoas cujos empregos deixaram de existir precisam correr atrás e se atualizarem ao mercado, mas seria uma catástrofe proibir os inventos em prol dos trabalhadores obsoletos. Imagine proibir os tratores em prol do trabalho rural manual, seria uma catástrofe para a produção de alimentos, sem dizer que o trabalho em um trator é muito mais salubre que o trabalho rural manual. Outro exemplo foi a mecanização da extração de petróleo. O número de empregos no setor inicialmente diminuiu, mas com o aumento da produção e modernização dos processos foram criados mais empregos melhores qualificados.

Pois é, ainda não alcancei o nível jenial do Aldo Rebelo para propor uma medida dessas:


Deve ser por isso que o cara foi ministro, autênctico jênio.

Abraços!

Próximo post: amanhã.

domingo, 26 de março de 2017

Vídeo Motivação

Olá pessoal, esse não é um post completo propriamente dito, por não abordar nenhum assunto em específico, porém gostaria de recomendar um vídeo que assisti essa semana e achei muito interessante. Trata sobre motivação em nossas vidas. Pra quem ainda não conhece existe o canal do Youtube chamado TED -  Ideas Worth Spreading - são vídeos curtos, aproximadamente 15 min que trata de diversos temas com inúmeros palestrantes, Os temas são tão variados, que surgem diversos TEDs espalhados ao redor do mundo, inclusive aqui no Brasil.

O vídeo, abaixo da foto é um dos que foram realizados aqui no Brasil



Motivação e foco para superar limites: Fernando Fernandes


In the spirit of ideas worth spreading, TEDx is a program of local, self-organized events that bring people together to share a TED-like experience. At a TEDx event, TEDTalks video and live speakers combine to spark deep discussion and connection in a small group. 

Boa semana a todos!

sábado, 25 de março de 2017

Debêntures

Salve, confrades! Nesse post comentarei as vantagens e desvantagens das debêntures de infraestrutura com isenção fiscal no Brasil, bem como darei detalhes sobre minha compra de debêntures.

Debêntures no Brasil


A debênture é um título de crédito privado em que o investidor empresta dinheiro diretamente para a empresa, sem intermediários bancários. Por ser um título privado sem necessidade de intermediários e por não ter garantia do FGC, as debêntures oferecem uma das melhores rentabilidades ao investidor no mercado de renda fixa. O fato de não possuir garantia do FGC faz com que o investidor tenha que avaliar a situação financeira da empresa para calcular o risco de inadimplência, porém os debenturistas têm prioridade sobre os acionistas em falências ou recuperações judiciais, logo podemos dizer que, entre uma debênture e uma ação da mesma empresa, as debêntures possuem risco menor.

A grande vantagem de adquirir debêntures brasileiras é a isenção fiscal para pessoas físicas em debêntures de infraestrutura, além do investidor ter certeza de qual será seu ganho real no vencimento da debênture, seu dinheiro não será utilizado para pagar os salário da Gilma e seus funcionários.

A maioria das debêntures com isenção fiscal pagam IPCA + taxa fixa, ou seja, são semelhantes à NTN-B, porém nos títulos públicos 15% do rendimento do investidor (incluindo a inflação!) é tomado de volta pelo governo, portanto o investidor não sabe qual será sua rentabilidade real quando compra o título. Nas debêntures de infraestrutura isso não ocorre, quando você compra uma debênture que paga IPCA + 5,5% ao ano, você já sabe que seu rendimento real será sempre 5,5% desde que a empresa honre os pagamentos.

Desvantagens das Debêntures


As principais desvantagens das debêntures com isenção fiscal são, ao meu ver, o longo prazo para o vencimento, a liquidez reduzida no mercado secundário e a possibilidade de insolvência da empresa. O longo prazo para o vencimento faz com que seu dinheiro fique preso na debênture por pelo menos mais de 5 anos, claro que você poderia vender a debênture no mercado secundário, mas aí você perderia uma porcentagem do seu investimento no spread de compra e venda. Quanto maior a possibilidade de insolvência da empresa, maior é a rentabilidade da debênture, porém seu valor de mercado também cai. Caso o investidor compre uma empresa com bons resultados que passe a reportar resultados ruins, sua debênture desvalorizará, se os resultados melhorarem a debênture irá valorizar.

Minha Compra de Debêntures


Eu tinha em carteira alguns títulos Tesouro Selic que venceram no começo de março, inicialmente minha ideia era comprar algumas LCI ou LCA, mas como a disponibilidade estava muito escassa no mercado, achei que a melhor opção no momento seria entrar no mercado de debêntures.

Comprei debêntures da Celpa, Companhia Elétrica do Pará, e da TCP, Terminal de Contêineres de Paranaguá, após a análise da situação financeira de cada empresa. A Celpa está com saúde financeira muito boa, seu rating é A e o rendimento das debêntures foi de IPCA + 5,20%. A TCP está com saúde financeira mais fraca, teve prejuízo no primeiro semestre de 2016, mas o histórico de resultados, bem como o setor de atuação são bons, como o rating da TCP é B, consegui uma taxa um pouco melhor: IPCA + 5,8% a.a.

Esta semana foi muito corrida e não consegui cumprir o calendário de posts, faltaram os posts de quarta-feira e sexta-feira, mas vou compensá-los com posts hoje e na próxima terça-feira.

Abraços e AVE CAPITALISMUS!

segunda-feira, 20 de março de 2017

Desisti de montar Hedges

Confrades, salve! Venho por meio desse post informá-los que desisti de montar operações de Hedge. O motivo é meio óbvio:
Depois de mais um prejuízo de cerca de 0,3% do patrimônio neste mês, decidi que eu não sou o novo Luís Stuhlberger ou o Carl Icahn brasileiro. Ganho mais dinheiro estudando investimentos ou estudando para aprimorar meu currículo do que acompanhando posições abertas no mercado futuro.

Esse é um fato que ocorreu comigo e eu cheguei nessa conclusão. Cada caso, um caso. Pode ser que com outras pessoas isso dê certo, mas comigo não é o caso.

Abraços!

domingo, 19 de março de 2017

Proficiência em idiomas




Olá camaradas, essa é uma das questões levantadas pelo Porco Capitalista, fato que achei válido comentar por aqui.

Vale a pena investir atualmente em um diploma de inglês e outras línguas no duolingo?


Pessoalmente acho válido estudar outros idiomas, principalmente o mais comum que é o Inglês. Já conheci colegas que foram estudar fora, como Japão, China e Alemanha e aprenderam o idioma local, que se tratando dos primeiros países modifica totalmente a forma como é construído o dialeto, dificultando seu estudo. Não acho que seja ruim aprender essas línguas, porém quem ainda engatinha na língua estrangeira base - no caso o Inglês - não vejo, num primeiro momento, um custo benefício válido.

Depois de me dedicar por um tempo relativamente pequeno (estudo focado) - mais ou menos 1 ano e meio - consegui uma certificação mínima para colocar no currículo. Na realidade, vi que o ensino escolar aprendido nas escolas do primário são totalmente ineficazes no aprendizado da língua. É muito difícil conhecer alguém que tenha uma proficiência na língua - somente estudando no colégio (com certeza há exceções).

Disciplina do estudo no colégio

Num mundo onde há concorrência para tudo e, obviamente, na busca por um emprego, quem possui qualquer tipo de diferencial será válido na hora de decidir uma vaga. Poxa, mas tem vagas que não possui esse tipo de exigência, para que vou usar um diploma de inglês? Em um primeiro momento, demonstra que você está tentando acompanhar a evolução do mercado, depois demonstra um mínimo de interesse por querer especializar. Quando somos muito jovens, acaba que nosso currículo (principalmente num primeiro emprego) peca no quesito experiência, por isso qualquer demonstração de interesse é válido.

Respondendo a pergunta do Porco Capitalista, será que é realmente válido aprender por vias totalmente digitais, tal como o Duolingo? 

Bom, primeiramente, gostaria de comentar que já fiz aulas totalmente online, há um post que fiz um tempo atrás falando do curso que realizei. Desde já, informo que a parte dedicação fica bastante evidenciada, já que NÓS MESMO devemos definir o horário de estudo e o ritmo que iremos aprender. Partindo do pressuposto que nosso corpo quer o mais fácil e o mais rápido, vejo que esses métodos servem mais para complementar o estudo e, pra quem é preguiçoso, é bastante difícil encontrar forças no final do dia para sentar na frente do computador e aprender.

Na aula presencial, vejo que há um maior custo benefício, porém por um tempo limitado. Claro, se você tiver centenas de Temers para pagar em um curso regular de 3 a 4 anos em média, num curso completo nesses ensinos pagos, tal como Yazigi, Wizard, Fisk, sinta-se totalmente confortável, porém fazendo 1 a 2 semestres e estudando por conta, ou fazendo o curso por um tempo determinado (que você mesmo estipulou!) e ESTUDANDO, você conseguirá resultados satisfatórios de aprendizado, tanto na busca de um currículo ou uma proficiência.

Para complementar, digo que o contato com a língua é essencial, por isso que naturalmente quem fica muitos anos em cursos pagos consegue se sair melhor comparado com o aluno que faria somente 1 ou 2 semestres de inglês pago. Porém, se você realmente se dedicar, buscar sites online - como o Duolingo, aplicativos de celular, fazer as lições, trabalhos, conseguirá um resultado tão bom quanto quem passa a vida nesses cursos. Passei por 3 escolas de inglês pagas, pois gostava de mudar de método de pouco em pouco tempo, porém percebi que a maioria dos alunos CAGAVAM para as lições e trabalhos passados, ou seja, voltamos para a ideia da disciplina novamente.

Vejo que o foco é essencial. Há muitas escolas pagas oferecem outras modalidades, do tipo, pague o Inglês e ganhe o Espanhol, ou ganhe 50 % de desconto na modalidade. Vejo que é aquela típica jogada de marketing, você não se dedica totalmente a nenhuma e fica num patamar intermediário (há exceções), com isso fica com uma dedicação dividida, metade Inglês e metade Espanhol por exemplo. Não acho a melhor linha de ação, concentração e foco são essenciais num primeiro momento.

Eu pessoalmente já tentei buscar alguns sites para complementar, porém não via muita motivação em fazer os exercícios na frente de uma tela ou monitor. Acho que o ensino de idiomas está evoluindo, com novos métodos e, com certeza, um contato maior com pessoas e com profissionais da área são muito mais válidos.

Com relação a diplomas, a resposta é sim, acho bastante válido tentarmos acompanhar o mercado atual, globalizado, mesmo para quem não gosta de estudar. É aquela questão, vai correr atrás do prejuízo ou vai passar a vida inteira se lamentando. Vejo que é aquela exigência indireta, se não tiver, não digo que a pessoa não consiga vislumbrar um melhor emprego, mas nos dias atuais está sendo cada vez mais exigido. 

Como dica, para quem está tentando aperfeiçoar o inglês ouvido - listening - recomendo ver vídeos na internet como este que acho muito interessante. Além de métodos de ensino, tem uma didática excelente para quem quer aperfeiçoar essa capacidade.

Técnica de estudo olhando filmes

Abraço a todos!

sexta-feira, 17 de março de 2017

Casamento como Ascensão Social

Este artigo responderá as perguntas do leitor Porco Capitalista sobre o casamento, portanto é uma opinião pessoal minha. O matrimônio é um tema muito complexo e cada um tem sua opinião própria. Responderei de acordo com o que eu tenho observado na sociedade e por meio de pesquisas:

O que acha de casamento como forma de ascensão social? Veja bem, não importa o quão casamento é ruim, eu casaria com uma australiana para ter cidadania australiana. Veja bem, casamento destrói com indivíduo mas o governo brasileiro é muito pior, mas e você, o que acha?

Primeiramente, acho o casamento uma forma muito rápida de ascensão social, mas é uma"jogada" mais praticada por mulheres, na maioria das vezes o homem é a parte do matrimônio com nível social mais alto. Instintivamente, as mulheres prezam por homens que as façam sentir seguras para constituir uma família, enquanto os homens prezam mais por características genéticas desejáveis, apesar de parecer maquiavélico esta é a verdade. Claro que há exceções, mas, nesses casos, geralmente o homem tem alguma característica que desperta a atenção da mulher.


Há alguns séculos atrás, nas casas da nobreza europeia, quando uma mulher com títulos maiores ou de uma dinastia mais prestigiosa casava com um homem de status inferior, a união era chamada de "casamento matrilinear", nesse caso os filhos herdavam a dinastia da mãe. Atualmente acontece algo parecido, geralmente quando um homem casa com uma mulher de status maior o casamento vira matrilinear, nesse caso quer dizer que é a mulher quem manda. Também é comum a mulher que tem alguma característica indesejável casar com um homem de status menor.

Em suma, usar o casamento como ascensão social para homens é difícil e o homem tem grandes chances de ter os papeis tradicionais do casamento invertidos.

Não acho o casamento ruim em si, ele pode ficar ruim dependendo da forma que as partes o operam. O casamento e o estabelecimento de núcleos familiares são naturais para a espécie humana, mas, antes de tudo, é um contrato, o problema é que a modernidade destruiu as relações tradicionais e tornou mais difícil fechar o contrato.

Nesse momento você deve estar pensando: como esse cara é frio, analisa um casamento como se estivesse contratando um funcionário. E é por aí mesmo, mas o casamento é muito mais complexo que contratar um funcionário pela CLT. Este blog dá dicas underground. Se quiser dicas mainstream, visite sites ou compre livros mainstream.

O casamento é um contrato tão complexo e tão impactante nas vidas dos seres humanos que nas sociedades mais tradicionais ele é contratado pelos pais, é o casamento arranjado. Ao contrário do que acha a sabedoria convencional, o casamento arranjado não é "casamento sem amor", porque na maioria das vezes os esposos já se conhecem desde a juventude e porque o ser humano se adapta com quem vive, desde que seja uma relação harmoniosa, claro. A taxa de sucesso dos casamentos arranjados é muito maior e poucos terminam em divórcio.

As ideologias derivadas do marxismo como o feminismo e o ateísmo militante tornam o casamento impossível com indivíduos totalmente afetados e são mais perigosas em indivíduos parcialmente afetados, porque tornam as ideologias mais difíceis de serem percebidas. Nem tente começar um relacionamento com essa gente, porque só vai perder dinheiro, tempo e cabelo.

Claro que casar com uma australiana seria uma grande vantagem, mas percebo que esse tipo de mulher estrangeira que procura relacionamento com brasileiros é cheia de características indesejáveis, pode não ser uma característica física, mas uma característica comportamental indesejada.
 
Reponderei brevemente a segunda pergunta:
 
Meu irmão disse que tem um amigo parecido esteticamente comigo (logo ele é um horror) que está sendo o garotinho de uma coroa rica, ele vivem bem e a coroa faz mil e um dos seus agrados. O que acha?

Acho que as mulheres que passam dos 35 anos e não conseguem casar têm grandes chances de ter uma característica indesejável e a mente começa a operar de modo diferente do normal. Nesse caso em particular, ela pode estar substituindo as figuras do marido e de um filho nesse cara.

Por fim, não aceite um casamento que não seja por separação total de bens. Motivos óbvios.

Abraços!

quarta-feira, 15 de março de 2017

Discussão de Resultados: Ferbasa 4T16

Cia de Ferros da Bahia - Ferbasa - FESA4
A Ferbasa é uma das única empresas brasileiras de tamanho considerável controladas por uma fundação, sendo controlada pela Fundação Beneficente José Carvalho, que mantém 6 escolas e programas sociais para crianças na Bahia. Apesar de parecer irrelevante para o investidor, essa informação é muito importante, porque a empresa reflete os interesses dos controladores. Como os administradores da fundação querem ter um fluxo crescente de dinheiro para administrarem as atividades da fundação e não podem de maneira alguma ficar sem dinheiro, a Ferbasa é extremamente conservadora com novos investimentos e mantém um caixa líquido considerável.
Caixa líquido sempre positivo.
A Ferbasa conseguiu um resultado muito bom, porque o preço do ferrocromo subiu muito e recuperou toda a queda dos últimos trimestres. No último post sobre a Ferbasa, havia dito que três fatores prejudicavam a Ferbasa: o preço do ferrocromo, o preço da energia elétrica e a valorização cambial, pois agora somente dois fatores ainda prejudicam a empresa. O resultado líquido da Ferbasa no trimestre foi de 72M de lucro, porém alguns não recorrentes ajudaram esse resultado: 20,8 milhões de tributos recuperados, 7,8M recebidos referente aos antigos empréstimos compulsórios da Eletrobrás, correção das premissas em relação ao passivo atuarial com impacto positivo de 3,4M.
O preço da energia elétrica continua impactando fortemente as atividades da empresa. Se eu fosse o presidente tentaria comprar uma participação em algum projeto de energia para suprir parte das necessidades diretamente.
A Ferbasa diminuiu a produção por causa do custo de energia
A Ferbasa é uma empresa cíclica e o preço atual dos seus produtos favorece muito a empresa, é muito provável que o resultado do 1T17 seja ainda melhor que o 4T16, visto que o preço do ferrocromo continuou subindo. Não estou tão confiante em relação as projeções futuras do preço do ferrocromo, porque uma desaceleração chinesa derrubaria o preço, mas, mesmo assim, o ferrocromo teria menos impactos que a cotação do minério de ferro tradicional. A compra das ações da Ferbasa é favorável no cenário atual, mas, como a empresa produz commodities, a rentabilidade da empresa sempre varia muito conforme a cotação de seus produtos.

Ferbasa RI

Nota: MB

 

segunda-feira, 13 de março de 2017

Ranking de Rentabilidade - Fevereiro 2017

Salve, confrades! Está no ar a segunda edição do Ranking de Rentabilidade da Blogosfera:


Série A: Masters of the World


Os integrantes da Série Masters of the World estão fazendo jus ao nome da série, todos conseguiram rentabilidades acima do IBOV e estão com excelentes performances. 

O Surfista Calhorda já tinha conseguido explodir sua rentabilidade com a Vale em janeiro e em fevereiro a Cemig deu outro grande impulso em sua carteira, conseguindo 21,04% em apenas dois meses. O líder do ranking está com 90% do patrimônio investido em renda variável e com forte presença de bluechips na carteira.

Apenas um dos muitos truques do surfista
O Longe do Limite não ficou muito atrás do surfista, possui uma carteira parecida com a dele, com 86% de renda variável e bastante exposição na Vale e na Cemig.

O Economicamente Incorreto honrou o nome e permanece com 100% alocado em ações, conseguiu 14,66% de rentabilidade, contrariando todos os experts em finanças pessoais e suas regras doentias de subtrair idade e usar astrologia para determinar a alocação de ativos. O Incorreto foi incluído no Ranking para substituir o Investidor Águia que permanece desaparecido e não publicou atualizações da rentabilidade por dois meses seguidos.

Só o disparo de advertência não adiantou. Seguimos caçando-o.
Investidor Defensivo ultrapassou o Pretenso Milionário e juntou-se aos mestres.

Série B: Not Bad

 

Pretenso milionário triste após perder o cliente
Os empréstimos camaradas do Pretenso Milionário finalmente acabaram e ele se viu compelido a iniciar a alocação em RF. Ficou em quinto lugar no Ranking, caindo uma posição. Em sexto lugar ficou o Zé Ninguém, que continua com rentabilidades muito boas, embora tenha sido ultrapassado três vezes em um mês. O Investidor Convicto conseguiu uma rentabilidade muito boa, embora esteja com 50% do patrimônio em RF, seus títulos prefixados também valorizaram e continuaram impulsionando a sua carteira. Eu Continuei em oitavo lugar no Ranking, nesse mês minha carteira Brasil valorizou um pouco acima do IBOV e ainda recebi uma ajuda dos bitcoins, só a carteira USA que não ajudou e ficou negativa.

Série C: Pé-de-Chinelo



O Idiota ficou de pé-de-chinelo na praia e aproveitou a primeira viagem como milionário, publicou o resultado com atraso, mas resolvi dar um dia de lambuja para o excêntrico e misterioso milionário. Carnegie ficou em nono com 6,08% de rentabilidade até agora e resolveu reiniciar sua carteira de ações em fevereiro. O Aportador ficou em décimo primeiro, coloquei o asterisco na rentabilidade porque eu mesmo que a calculei, porque eu não encontrei a rentabilidade acumulada de 2017. O Noob Investidor realizou uma ultrapassagem e saiu da série dos Jênios.

Série D: Jênios das Finanças

O Meu 1º Milhão está com a carteira bastante alocada em RF e terminou o mês na décima terceira colocação.

Investidor Livr3 após perceber que errou a rentabilidade
O Investidor Livr3 caiu 8 posições após perceber que tinha calculado a rentabilidade de forma errada. Seguindo seu plano de alocação alfabético comprou ações da AT&T. O Investidor das Exatas continuou beirando 1% de rentabilidade no mês com a sua carteira focada em RF e com um fundo multimercado.


Por fim, o Pobre Japa não publicou a rentabilidade mensal e foi conduzido coercitivamente para a sede da CAPITALISMUS.

domingo, 12 de março de 2017

Legião Estrangeira

Légionnaire

Esse post é baseado num comentário do Porco Capitalista, um dos leitores do Capitalismus, sobre a Legião Estrangeira, fato que achei interessante comentar um pouco. Também vai servir como uma recomendação de livro para quem tem curiosidade em saber um pouco como funciona.


Esse é uma obra que li faz algum tempo, entra na minha lista dos melhores livros, pois possui uma veracidade e um detalhamento dos fatos muito interessante. Além disso, serve como livro motivacional, pois o autor vivencia tantas dificuldades que, ao compararmos com nossas vidas, vejo que reclamamos demais por tão pouco. É o tipo de livro que segue uma cronologia para quem vivenciou a Legião Estrangeira durante 5 anos.


Simon Murray, jovem legionário inglês, é o autor e protagonista da história, foi voluntário para servir na Legião Estrangeira durante o período de 1960 a 1965. Apesar de ser uma data distante, muitas das tradições e costumes ainda são mantidas na Legião. A rigidez e a disciplina para um legionário ainda se tornam pilares fundamentais para quem quer permanecer lá.

Há um tempo atrás, li uma reportagem no jornal sobre um brasileiro que estava servindo lá. O rapaz havia tentando entrar no Exército Brasileiro durante alguns anos e não havia conseguido ser aprovado. Depois de um tempo, viu a oportunidade em servir na Legião e foi para a França se alistar. O recrutamento ainda permanece na França, ou seja, para quem pensa em servir lá, deverá se deslocar para a Europa para realizar o processo de seleção.

Treinamento na selva

Para quem tem aquele ideal de servir ou ir para campos de batalha é bom pesquisar bastante, pois o treinamento e a cobrança são extremamente rigorosos. As vezes vemos as coisas por um ponto de vista, até mesmo romântico, porém a realidade é dura. Décadas passadas, havia diferenças entre a tropa estrangeira e o próprio Exército Francês, algum tempo atrás essa realidade mudou. Os armamentos, equipamentos foram padronizados e o legionário passou a ter quase as mesmas condições do exército regular. Com certeza, como em qualquer lugar há diferenças entre quem é estrangeiro e quem é do próprio país. Para quem é legionário, você não poderá ter acesso a cargos mais elevados, diferentemente para quem é natural da França, obviamente.

Vejo que é aquela mesma ideia para quem quer servir no Exército Brasileiro, o rapaz acha que se alistando com 18 vai poder "seguir carreira". Hoje todos sabemos que as coisas funcionam com estudo e concurso público.

A parte do livro que tratei sobre a parte motivacional, faz um gancho também quando falei das condições extremamente rigorosas de hierarquia e treinamentos. Murray passa por tanta dificuldade, inclusive combatendo no Norte da África que vemos que nossos problemas se tornam pequenos quando comparados as dificuldades do protagonista.

As imagens foram retiradas do site oficial da Legião Estrangeira

Como disse antes, o livro é cronológico, ou seja, Simon escreve sua rotina diariamente num diário, com riqueza de detalhes de suas atividades. Esse é o fato que me chamou a atenção por não ser considerado um livro tipo romance na qual o autor poderia colocar uma percepção geral do que aconteceu, mas sim, são escritos dificuldades e passagens momentâneas. É exatamente isso que traz a riqueza na leitura. Em nossa vida, as vezes, achamos que estamos passando por uma dificuldade extremamente grande, porém quando vemos pessoas que conseguiram coisas maiores com tão pouco acabam por nos levar a refletir.

Quanto à Legião Estrangeira, vejo que é uma oportunidade e uma escolha de vida, há documentários e filmes sobre o assunto, inclusive com o Jean-Claude Van Damme que faz um filme com o mesmo nome do livro - apesar de serem histórias distintas.

 Simon Murray - currículo

Ingressando na Legião


O salário do legionário é de cerca de 1200 euros se ele está na França, mas chega a cerca de 3500 euros se ele está em operações em países estrangeiros. Como o legionário tem poucos gastos é possível juntar bastante dinheiro no período mínimo de 5 anos na legião. A outra vantagem é que quando o legionário cumpre os 5 anos mínimos na legião ele pode optar por ganhar a nacionalidade francesa que permite residência em qualquer país da União Europeia.

Os testes físicos iniciais são muito fáceis, mas, quando o legionário definitivamente ingressa a Legião, os testes vão ficando muito mais desafiadores. Vários legionários que sofrem contusões nos treinamentos iniciais ou não conseguem passar nos testes são mandados embora, portanto não basta apenas passar no teste inicial, deve-se ter um físico razoável e conhecimentos básicos sobre atividades militares ajudam muito.

Há riscos de vida consideráveis nas atividades de combate da Legião. O governo francês mandou a Legião para alguns países africanos em guerra civil, como o Mali, nos últimos anos. Deve-se pesar isso para avaliar o ingresso na legião.

Foto não oficial. Dizem que ele foi punido por usar a máscara.

É isso pessoal, o objetivo era trazer uma percepção geral da Legião, além de servir como uma recomendação de livro para quem se interessa por esse tipo de assunto. Este site não oficial disponibiliza muitas informações sobre o ingresso na Legião para quem quiser saber mais: foreignlegion.info/joining/

Grande abraço

sexta-feira, 10 de março de 2017

Fim do Dinheiro Físico

Iria publicar o ranking de rentabilidade hoje, mas como ainda há blogueiros "atrasados" e como, segundo as regras, dei até o dia 10 do mês seguinte para os blogueiros publicarem suas atualizações, só vou publicar o ranking na segunda-feira. Lembro aos leitores que a partir dessa semana o blog começa a operar com postagens em frequências definidas: nas segundas, quartas e sextas será colocado no ar um post meu e nos domingos um do Gregório.

A Ideia de Abolir o Dinheiro Físico


Tive a ideia de discorrer mais sobre esse tema depois que vi um comentário do estimado blogueiro Uorren sobre esse assunto (não lembro onde isso foi comentado). Segundo ele, a abolição seria boa porque os flanelinhas não teriam mais como extorquir o povo. Obviamente, essa é uma abordagem simplista e não reflete todas as consequências da abolição do dinheiro físico e, ainda, sinto um certo teor de ironia nesse comentário. Já tinha abordado o assunto superficialmente no post Bitcoin como Reserva de Valor e agora decidi fazer um post com maior profundidade.

A grande sacada de proibir o dinheiro físico é controlar toda transação financeira dos cidadãos, bem como todas as contas depósito. Essa iniciativa Orwelliana já está sendo colocada em prática em alguns países como a Suécia e a Suíça. Isso pode parecer bom à primeira vista, mas não passa de uma estratégia dos governos e bancos centrais de escravizar o povo por meio do dinheiro.


O uso do dinheiro físico na Suécia é de apenas 2% das transações e cai ano após ano. Lá são populares aplicativos de pagamentos e transferências bancárias e boa parte das transações são feitas dessa maneira, até mendigos pedem esmolas e vendem tranqueiras por aplicativos (pois é, o dinheiro físico desapareceria, mas os flanelinhas continuariam extorquindo o povo). A taxa de juros na Suécia é negativa, ou seja, você paga 0,5% ao ano para emprestar dinheiro para o governo, e com o desaparecimento do dinheiro físico o governo pode progressivamente obrigar que todas as contas de depósitos estejam vinculadas a juros negativos. Que ótima ideia para os governos, fazer os cidadãos pagarem para guardar dinheiro e obrigarem eles a emprestar todo o dinheiro guardado!

Eles continuariam a existir, infelizmente.

Na Suíça acontece algo parecido, mas lá você é obrigado a pagar 0,75% a.a. para emprestar dinheiro para o governo! Um fundo de investimento em Renda Fixa que opera na Suíça pediu para sacar em dinheiro todos os seus depósitos para que fossem guardados em um cofre e escapar dos juros negativos, mas o pedido foi negado pelos bancos e o governo Suíço decidiu que os bancos não tinham a obrigação de efetuar saques em papel moeda! Vejam o absurdo, os bancos foram criados para guardar dinheiro e intermediar credores e devedores, mas agora eles podem impedir que seus clientes saquem o dinheiro!

As mesmas dificuldades para o saque de dinheiro existentes na Suíça e na Suécia já começaram a ser sutilmente aplicadas no Brasil. Vários caixas eletrônicos e agências estão fechando e isso aumenta a dificuldade de sacar dinheiro. Torna-se mais cômodo passar no cartão, mesmo que seja muito menos rentável para o comerciante e possibilitando que o governo "veja" seus gastos.

Com o controle do dinheiro e de todas as transações bancárias o governo pode escravizar financeiramente o cidadão de várias maneiras, entre elas estão a emissão de dinheiro, desvalorizando toda a base monetária (como ocorre no Brasil) ou a imposição de juros negativos sobre todas as contas de depósitos (como caminha a Suíça e a Suécia). Também é possível impor controles mais apocalípticos, como bloquear todas as transações e contas de cidadãos considerados "subversivos".

Como contornar isso? 


Há algumas maneiras de tentar burlar a escravidão que o governo impõe por meio do controle do dinheiro. A maneira mais simples é possuir ativos reais: imóveis, FIIs, empresas, ações e propriedades rurais. A outra maneira é manter dinheiro em commodities financeiras como o ouro e cripto-moedas como o Bitcoin. Obviamente, para realizar transações com commodities a outra parte também deve estar disposta a receber na commodity, mas é possível, também manter essas commodities em carteira apenas como reserva financeira secreta.
 

quarta-feira, 8 de março de 2017

Discussão de Resultados: Klabin 4T16


A partir desse post começaremos a postar com frequências fixas. Novos posts meus às segundas, quartas e sextas e novos posts do Gregório aos domingos. O próximo post será o ranking de rentabilidade.

KLABIN - KLBN

O fatores que mais mudaram desde o último resultado foram exógenos: a valorização do real e a queda do preço da celulose em dólares. Ambos os fatores prejudicaram a companhia. A fábrica de Ortigueira continua aumentando sua rentabilidade, conforme o esperado.
Ebitda segue crescendo

Ao contrário da Fibria, a Klabin conseguiu manter a lucratividade no quarto trimestre de 2016 e registrou um lucro de 109M. A Klabin também foi duplamente prejudicada pela valorização do real e queda do preço em dólares da celulose, mas, como ela produz produtos de maior valor agregado e tem vendas fortes no mercado interno, esses fatores não foram suficientes para deixar o resultado no vermelho.

A Klabin é a empresa das vantagens competitivas: produz papéis e celulose com altíssima eficiência e consegue alto valor agregado nos papéis especiais, bem como na celulose Fluff. O grande ponto negativo é o alto endividamento que chega a 12 bilhões de reais.
Endividamento continua alto

A Klabin terá ótimas rentabilidades caso os dois fatores que impactam a sua rentabilidade se revertam, caso contrário, ela apenas terá resultados modestos, como esse que acabou de ser divulgado. Em minha opinião, o preço atual já começa a estar vantajoso para compra e não acredito que esses dois fatores sejam perenes.

KLBN11 em 08/03/2017: 15,27


NOTA: B

segunda-feira, 6 de março de 2017

Bolha imobiliária no Brasil?

Salve, confrades! Começarei neste post a responder as perguntas que o estimado leitor anônimo deixou no post Al-Qaeda Ganha um Oscar. Como o título já sugere, começarei respondendo a pergunta sobre a bolha imobiliária:
Eu acredito que atualmente as casas estão com o preço inflacionado e que vivemos em uma bolha do keynesianismo,e que, logo logo, se o governo não inventar alguma merda esta bolha vai estourar a ponto de ter os mesmos preços do ano 2000, que eram 10,000 mil ou 20,000 mil uma casa decente, enquanto quem investiu nesta imerdaboliária irão sentar no pudim,o que acha?

Primeiramente, é quase totalmente impossível que uma casa decente volte a custar 10 mil ou 20 mil reais, por causa de toda a inflação acumulada no período e a inflação de materiais e serviços de construção foi maior ainda que a inflação normal, portanto a menos que surja um cenário deflacionário muito forte (o que é praticamente impossível de ocorrer no Brasil), o preço de uma casa decente não voltará a custar 20 mil.

Existem alguns índices que nos permitem ter alguma ideia de como anda o segmento de construção civil residencial. Um deles é o índice SINAPI/IBGE que calcula a inflação do custo de construção. Por esse índice o custo de construção médio por metro quadrado no estado de São Paulo aumentou de 376,13 reais em 2001 para 1218,02 em 2017. Um aumento de 223,83% em 16 anos, enquanto o IPCA aumentou 184%. Outro índice que julgo importante é o Fipezap de taxa de aluguel. Segundo esse índice a taxa de aluguel (razão entre o aluguel mensal e o preço do imóvel) do imóvel residencial na cidade de São Paulo é de apenas 0,36%, ou seja, muito abaixo da remuneração do capital na renda fixa e até mesmo dos rendimentos dos FIIs. Claro que podem existir distorções nesses índices, principalmente no índice Fipezap, que é um índice baseado em anúncios, mas, como eu disse, a função deles é dar uma ideia sobre o segmento e não um entendimento completo.

Não acho que exista bolha imobiliária de crédito no Brasil agora, até mesmo porque desde 2014 os bancos públicos que inflaram o mercado cortaram os financiamentos imobiliários, mas em muitas cidades os imóveis residenciais permanecem caros e com pouca demanda de compra. Em 2013 os imóveis em valores reais estavam mais caros que agora e, naquela época, eu enxergava duas soluções para que os preços voltassem a valores mais razoáveis. a) Queda abrupta dos preços e gravíssima crise econômica; b) Aumento de preços por vários anos abaixo do valor da inflação e crise econômica duradoura. Agora podemos ver que o que está acontecendo foi a alternativa "b", pois nos últimos três anos os preços dos imóveis subiram menos que a inflação.

Apesar de acreditar que não exista bolha, continuo achando o mercado imobiliário hostil para novos investimentos. Há muitos imóveis com venda encalhada de várias construtoras, grande número de distratos e pouca demanda, mas não há sinais que ocorrerá uma queda abrupta dos preços. As construtoras lançaram alguns "descontos", mas não dão sinais que venderão os imóveis abaixo do preço de construção. A mesma coisa acontece com os maus especuladores imobiliários, a maioria prefere ficar amargando prejuízos com o imóvel parado ou alugado por um preço baixo do que vender abaixo do preço de compra, a menos que surja algum fator pessoal.

Há espaço para que os preços dos imóveis caiam, mas o mais provável é que a valorização deles continue abaixo da inflação por mais alguns anos até que a economia volte a crescer decentemente. Em algumas cidades é muito mais vantajoso alugar do que comprar um imóvel, uma taxa de aluguel de 0,36%, como indica o índice Fipezap, é extremamente vantajosa para alugar um imóvel.

Por fim, recomendo para quem quiser investir em construção, aluguel ou especulação imobiliária que estude bem os imóveis, a região e a demanda, porque o mercado não é mais tão simples quanto o de dez anos atrás quando a frase "comprou, ganhou" ainda fazia sentido.

Abraços!

sábado, 4 de março de 2017

Discussão de Resultados: Fibria 4T16


Fibria - FIBR3

A Fibria reportou um resultado apenas regular no 4T16. A empresa foi prejudicada pela valorização do real e pela queda do preço em dólares da celulose nos últimos meses. O prejuízo reportado foi de 92M no trimestre, mas o lucro acumulado de 2016 foi de 1664M.
Dívida grande, mas sob controle
A capacidade de produção de celulose mundial deve aumentar bastante em 2017 e 2018. Uma grande fábrica da Oki ficará pronta na Indonésia e o projeto Novo Horizonte 2, da própria Fibria, também colocará muitas toneladas de celulose no mercado.

A Fibria continua sendo uma das indústrias de celulose mais produtivas do mundo, possui um excelente know-how e sua área geográfica favorece o crescimento de eucaliptos. Diferentemente do minério de ferro, creio que a demanda mundial por celulose deva aumentar nas próximas décadas devido ao maior acesso de saneamento básico pelas enormes populações da China e da Índia.

A Fibria foi impactada por duas variáveis negativas no final de 2016, mas ainda continuo acreditando nas vantagens competitivas da empresa. A conclusão do projeto Novo Horizonte 2 em Três Lagoas possibilitará a fabricação de celulose com custos bem menores, o que poderá corresponder em maiores margens.
A desvalorização do dólar e o preço da celulose impactam os resultados
Não tenho Fibria em carteira, mas, para mim, os próximos resultados da empresa permanecerão sendo monitorados, porque considero que as vantagens competitivas da empresa tornam bastante favorável o investimento nas ações da Fibria.

Cotação de fechamento em 03/03/17: 26,71

Nota: R - Fibria RI - Link para a Discussão do 2T16