segunda-feira, 31 de julho de 2017

Fechamento: Julho Anno 2017 - Barbarossa

A rentabilidade da minha carteira Brasil decolou em julho, principalmente por causa da Unipar PNA que subiu 27,39% no período. A queda do dólar impactou negativamente minhas duas carteiras dolarizadas: a carteira de Criptomoedas e a carteira USA, porém a valorização do BTC ainda deixou a rentabilidade das criptomoedas muito boa.
Rentabilidade da carteira Brasil: +10,30%
Rentabilidade da carteira USA: -3,84%
Rentabilidade da carteira de Criptomoedas: +9,76%

Rentabilidade Total: +9,01%
Rentabilidade Anual: +32,22%!
Dólar mensal: -5,87%
IBOV mensal: +4,80%
IBOV anual: +9,45%

Não sou mágico, mentiroso e nem ultra especialista. Operei minhas convicções fundamentalistas no mercado e consegui um rendimento muito bom no corrente ano, mas é praticamente impossível que eu consiga replicar esse rendimento daqui em diante. Coloco, também, uma boa parcela de influência da FORTVNA no meu rendimento, nem tudo isso foi devido às minhas habilidades.

A Unipar foi a grande responsável pela enorme rentabilidade da minha carteira nesse mês, a OPA foi praticamente sepultada após o adiamento e a empresa distribuiu 40% do valor da ação em dividendos. Apesar de eu preferir que o dinheiro dos dividendos permanecesse na empresa, esse pagamento de dividendos extraordinário mostrou o valor que a empresa tem como geradora de caixa. No final do mês, a Unipar ainda noticiou que colocou sua participação de 17,8% na Tecsis a venda, o que gera mais valor ainda para a empresa. Pois é, Unipar passou de vilã do último fechamento para heroína salvadora do fechamento atual. Não colocava os dividendos a receber no cálculo do patrimônio para tornar o cálculo mais simples, mas excepcionalmente calculei com o dividendo a receber da Unipar.
O sentimento de ver a OPA da Unipar fracassando
Outras menções honrosas foram PQDP11, que é minha maior posição e valorizou quase 10% no mês; Grazziotin, que subiu bastante após o resultado, e a JBS que recuperou as minhas perdas e voltou para o meu preço de breakeven. Espero pelos próximos resultados da JBS, acho que ela vai se recuperar antes do que se espera e a maior parte dos últimos acontecimentos foi pura histeria.

Também aproveitei o mês para fazer a troca de Itaúsa PN por Itaúsa ON. As duas pagam o mesmo dividendos, mas Itaúsa ON está um pouco mais barata, portanto é matematicamente mais vantajoso possuir ITSA3.

Ainda estou pagando as pesadas taxas da Remessa Online, apesar do serviço deles ser bom, toda vez que eu transfiro para os EUA já perco cerca de 2% do aporte na mão deles, então sempre que eu aporto, minha rentabilidade é impactada. Por causa da desvalorização do dólar, a minha rentabilidade da carteira USA, que foi positiva em dólares, tornou-se negativa em reais. Esse último aporte nos EUA foi inteiro para o ADR do Sberbank, o maior banco da Rússia.
As mudanças na carteira foram:

-Venda total de posição em Itaúsa - ITSA4
-Início de posição em Itaúsa - ITSA3
-Aumento de posição em Unipar - UNIP5
-Início de posição em Sberbank - SBRCY
-Compra de Bitcoin
-Compra de DASH

Abraços!

sábado, 29 de julho de 2017

Inflação é Boa só para o Governo - Proteja-se

O mês passado fechou com deflação segundo o IPCA, há 11 anos foi a última vez que isso ocorreu. Os políticos e economistas mainstream começaram a anunciar que essa grande "catástrofe" foi causada pela desaceleração econômica e o governo logo aproveitou o embalo para aumentar os impostos sobre combustíveis e continuar diminuindo as taxas de juros.
A organização das finanças públicas de quase todos os governos nacionais favorecem a inflação, porque ela é uma forma de diminuir as taxas de juros reais sobre a dívida. Quase todos os governos mundiais são devedores e a inflação favorece os devedores. Inclusive, quando o BNDES e bancos públicos emprestavam dinheiro a rodo, algumas vezes a taxa de juros cobrada foi abaixo da inflação, então os devedores acabaram tendo que pagar menos do que receberam emprestado.
Entretanto, o aspecto mais maligno da inflação é que o governo é o dono da impressora de dinheiro e, por causa disso, o dinheiro fiduciário é "falsificado". Sempre que o governo imprime mais dinheiro por meio de dívida ou qualquer outro instrumento, quem recebe primeiro os recursos é o próprio governo, que o gasta e parte dele acaba indo para a sociedade.

Nas sociedades antigas os governos não conseguiam ter o controle monetário, porque as moedas eram os metais precisos, ouro e prata, e a escassez deles tornavam possível a utilização como moeda de troca. Entretanto, os primeiros impérios começaram a cunhar as próprias moedas e fazer ligas com cada vez menos metais preciosos e proibindo a circulação de ouro não cunhado, dessa forma, o Império Romano foi capaz de criar a primeira impressora de dinheiro em grande escala, cada vez que o estado precisava de mais dinheiro, eram cunhadas novas moedas com cada vez menos ouro e prata na composição.
Teor de prata nas moedas romanas
Os bárbaros germânicos que invadiram o Império Romano do Ocidente tinham uma grande vantagem econômica em relação aos romanos: eles só aceitavam ouro e prata puros como moeda. Ao acabarem com a falsificação de moeda dos romanos, os germânicos acabaram com a inflação e permitiram uma retomada econômica nos territórios do ocidente, que já estavam arrasados antes da chegada dos bárbaros. [OFF] Os quatro reinos germânicos que sucederam o Império Romano do Ocidente, reinos dos francos, ostrogodos, visigodos e vândalos, foram perpetuadores da cultura romana, apesar do que é dito erroneamente nas aulas de história. [OFF]

Da mesma forma que os governantes romanos falsificavam moeda ao diminuir o teor de ouro, o dinheiro fiduciário atual também é falsificado, mas agora com emissões infinitas de dívida pública e eterno déficit nominal. O governo gasta mais do que arrecada, paga com dinheiro impresso e quando faz isso ele dilui todos que possuem a moeda estatal.
O ouro, prata e criptomoedas como o bitcoin possuem base monetária fixa, então não é possível que um governo comece a falsificar algum deles. Uma moeda de base monetária fixa, com um número limitado de impressão, tenderia a ter deflação sempre que a economia crescesse e isso seria neutro para a sociedade, nesse caso, inflação e deflação seriam ajustes do mercado em relação a oferta e demanda e não impressão de dinheiro de alguma entidade que dilui todos as outras pessoas que possuem a moeda. Na situação atual, a deflação é excelente, deixa o governo mais pobre e todas as outras pessoas que possuem a moeda mais ricas. Obviamente, o governo não deixou essa situação perdurar e já fez ajustes criminosos para aumentar a inflação.

Como se Proteger


A resposta é simples: priorize o investimento em ativos reais, porque eles não são atrelados a moedas fiduciárias. Uma classificação simplória das classes de investimento é dividir os investimentos em Renda Fixa e Renda Variável. A Renda Fixa é um sinônimo de AGIOTAGEM, apesar do nome feio e com má fama, é o empréstimo de moeda fiduciária a alguém e não há nada de errado nisso. A Renda Variável é o investimento na aquisição de ativos reais e, portanto, não atrelados a uma moeda fiduciária, na renda variável incluímos imóveis, empresas, participações societárias, etc.
Exemplo clássico de RV
Sempre que ocorreu um surto de hiperinflação, quem tinha dinheiro na Renda Fixa acabou se dando mal, porque a inflação real acabou corroendo os investimentos, enquanto para os investimentos em ativos reais, a inflação muda pouca coisa.
Tenho a grande maioria dos meus investimentos em ativos reais, RV, e a parte em RF é composta por reserva de emergência com liquidez diária e debêntures que pagam IPCA + taxa física. Não organizei meus investimentos dessa maneira somente por temor da inflação ou de um novo surto de hiperinflação, apesar que também foram motivos válidos. A maior vantagem em investir em RV é que em prazos longos ela tende a ter um rendimento muito maior que a RF e como volatilidade não é sinônimo de risco, não vejo perigo em investir dessa forma, muito pelo contrário.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Fibria 2T17 e OPA Unipar III

A Fibria (FIBR3) é uma empresa que eu tenho vontade de ter na carteira, mas quando realizei os aportes nos últimos meses, sempre surgiu uma compra que julguei mais vantajosa. As grandes vantagens da empresa são a expertise técnica no cultivo do eucalipto e boas regiões geográficas de cultivo, conseguindo uma das maiores produtividades do mundo e um dos menores custos de produção.
A empresa é totalmente dolarizada, sempre que o dólar sobe muito ela tem prejuízo não caixa em virtude da valorização da dívida em reais, mas quando o dólar permanece em valores mais altos, seu produto fica muito mais competitivo no mercado internacional, então, a melhor situação para a Fibria é o real menos apreciado.
Preço da celulose em dólares também ajudou no resultado
O resultado líquido foi um prejuízo de 259M, mas a Fibria perdeu cerca de 675M de impacto cambial com a valorização do dólar no segundo Trimestre. A dívida ficou estável em relação ao EBITDA mesmo com os desembolsos para a conclusão da nova planta de celulose em Três Lagoas - MS, o projeto Novo Horizonte 2.
O projeto Novo Horizonte começará o início da produção já em setembro desse ano e após concluído o ramp-up deverá aumentar a rentabilidade da empresa, pois a Fibria espera conseguir produzir com custos ainda mais baixos na nova planta e aumentar sua capacidade de produção de celulose em cerca de 40%.
Continuo com a mesma opinião que expressei em março sobre a Fibria, a empresa tem vantagens competitivas a nível global e vale muito a pena ser monitorada.

OPA da Unipar III


Achei que a partir de hoje essa novela se encerraria e eu consequentemente pararia de gastar minhas energias acompanhando essa OPA, porém a possibilidade de ocorrer uma surpresa no último dia da OPA se confirmou. Às 24:30 de hoje a Unipar comunicou que daria baixa contábil na sua participação de 17,8% na Tecsis (fábrica de pás de geradores eólicos) e que buscaria vender sua posição a partir de agora, esperando levantar cerca de 55 milhões de reais pela participação. A possibilidade de desinvestimento na Tecsis é mais uma notícia muito boa, porque até agora a Tecsis é uma fábrica de prejuízos idealizada por um nipo-brasileiro visionário. Lembrete: para cada visionário que dá certo, outros 1000 dão errado.
Tecsis in a nutshell
Depois, às 03:30 da madrugada enviou outro fato relevante dizendo que pediria à CVM o adiamento da OPA em três dias por causa do surgimento do fato relevante referente à Tecsis. A CVM respondeu o pedido suspendendo a OPA até que a área técnica da autarquia avaliasse a situação.
Apesar da enrolação da OPA, os eventos corporativos têm sido muito favoráveis para a Unipar nesse ano e minha carteira valorizou bastante por causa da minha grande alocação nas ações da empresa. Como expliquei no post anterior sobre a OPA, só o pagamento dos dividendos extraordinários de 4,60 por ação já tornou o preço de aquisição das minhas primeiras ações negativos após o desconto desses dividendos (apesar de eu preferir o dinheiro no caixa da empresa).

Aguardo os próximos capítulos da novela OPA da Unipar na semana vindoura.

Abraços!

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Venda "Mascarada"

A venda casada é um instrumento utilizado para que o consumidor acabe gastando mais na compra de um produto ou aquisição de um serviço sem que ele perceba. Achei interessante observar algumas características desse tipo na prática na aquisição de determinados produtos e serviços para que possamos gastar menos.
Há alguns anos atrás havia realizada a compra de um notebook de uma fabricante conceituada no mercado. O valor pago beirava os R$ 1800,00, compra realizada pela loja virtual do fabricante.

No momento do recebimento do produto e análise da nota fiscal, verifiquei que na própria nota constavam, além do próprio notebook, o valor de um antivírus e de um sistema operacional. Intrigado com o fato, já que estava pagando por produtos que não havia sido indagado na hora da compra, verifiquei que se tratava de uma venda casada. Desta forma, a loja embutia no preço, serviços e produtos extras, não solicitados no momento da compra.


Entrei em contato com o vendedor e pedi o abatimento e recebimento deste valor pago. Depois de um tempo de insistência, o valor foi depositado em minha conta. Acabo recomendando para as pessoas, na hora da compra de um produto, tal como o notebook, a compra do dispositivo "pelado", ou seja, sem anti-vírus, sem sistema operacional, sem nada, assim o valor a ser abatido gira em torno de R$ 200,00 (valor próximo do que recebi na época).
Outro fato que achei curioso, principalmente com a expansão de academias de ginástica, é a cobrança da taxa de manutenção ou adesão, prática comum em diversas cidades pelo Brasil.

Desta forma, a empresa consegue "mascarar" o preço cobrando uma parcela extra do serviço oferecido. Por exemplo, a divulgação informa que o valor mensal da utilização da academia é de R$ 80,00. Na hora da adesão, é cobrado uma taxa de R$ 120,00 anuais e, algumas vezes, mais alguma taxa de matrícula. Desta forma, o custo total, mensal sobe além do valor divulgado nos informativos da empresa.

Isso me chamou a atenção, pois passei, recentemente, por duas situações que aplicavam a mesma técnica e, diversos conhecidos e amigos, não computavam o valor total final contratado pelo serviço (fazendo uma análise de custo anual).

Por fim, para quem realiza compras na internet, há sites que oferecem produtos muito abaixo do valor de mercado. Na hora de realizar a compra e colocar o endereço de entrega , é verificado que o produto que na realidade custava X, custa X + taxa absurda de entrega, possibilitando, desta forma, que o produto fique na preferência dos navegadores de busca. Fato um tanto quanto interessante de se observar.
Fica como uma observação, tanto da venda casada, como da técnica utilizada por diversas empresas para aparentar um valor menor do que efetivamente são os produtos. Vamos ficar de olho. Grande abraço a todos.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

OPA da Unipar - Modificação

Na noite do dia 24 de julho, a Unipar anunciou um enorme dividendo de 362 milhões de reais e ajuste nos preços do leilão da OPA, em consequência da distribuição de dividendos. As ações subiram cerca de 20% no dia de ontem, mas eu não vi muitos motivos para o entusiasmo.
Agora eu já posso dizer que recebi todo o valor que eu gastei comprando uma ação na forma de dividendos de uma só vez, porque eu comprei minhas primeiras UNIP5 em 2013 por volta de 4,60 ajustados, mas, só a história bonita, não me serve de nada. A distribuição de uma quantia tão alta de dividendos é ruim para a empresa, embora a Unipar tenha capacidade de sustentar um endividamento maior, o retorno ao acionista seria maior se o dinheiro ficasse investido na própria empresa.
Os dividendos anunciados por cada classe de ações são os seguintes:

-UNIP3: 4,22270943 reais
Small cap em processo de OPA anuncia dividendos de quase R$ 5 por ação e dispara 20% na bolsa - InfoMoney
Veja mais em: http://www.infomoney.com.br/unipar/noticia/6821471/small-cap-processo-opa-anuncia-dividendos-quase-por-acao-dispara
Small cap em processo de OPA anuncia dividendos de quase R$ 5 por ação e dispara 20% na bolsa - InfoMoney
Veja mais em: http://www.infomoney.com.br/unipar/noticia/6821471/small-cap-processo-opa-anuncia-dividendos-quase-por-acao-dispara

Small cap em processo de OPA anuncia dividendos de quase R$ 5 por ação e dispara 20% na bolsa - InfoMoney
Veja mais em: http://www.infomoney.com.br/unipar/noticia/6821471/small-cap-processo-opa-anuncia-dividendos-quase-por-acao-dispara
-UNIP5: 4,64498038 reais
-UNIP6: 4,64498038 reais

Esse valor de dividendo foi oriundo da reavaliação do valor justo dos ativos adquiridos da Solvay Indupa, então não foi um valor que a companhia realmente gerou em caixa no ano passado, mas uma jogada contábil para permitir a distribuição de mais dividendos. Essa foi mais uma jogada do Frank para tentar facilitar a OPA, ele receberá cerca de 70 milhões de reais dos 362 milhões distribuídos, terá mais caixa para pagar a OPA e propôs a diminuição dos preços pagos pelas ações da UNIPAR no leilão da OPA que serão os seguintes:

-UNIP3L: 2,95 reais
Small cap em processo de OPA anuncia dividendos de quase R$ 5 por ação e dispara 20% na bolsa - InfoMoney
Veja mais em: http://www.infomoney.com.br/unipar/noticia/6821471/small-cap-processo-opa-anuncia-dividendos-quase-por-acao-dispara
Small cap em processo de OPA anuncia dividendos de quase R$ 5 por ação e dispara 20% na bolsa - InfoMoney
Veja mais em: http://www.infomoney.com.br/unipar/noticia/6821471/small-cap-processo-opa-anuncia-dividendos-quase-por-acao-dispara

Small cap em processo de OPA anuncia dividendos de quase R$ 5 por ação e dispara 20% na bolsa - InfoMoney
Veja mais em: http://www.infomoney.com.br/unipar/noticia/6821471/small-cap-processo-opa-anuncia-dividendos-quase-por-acao-dispara
-UNIP5L: 2,40 reais
-UNIP6L: 2,50 reais

Por esses preços a controladora estaria comprando as ações literalmente de graça, porque seria com o dinheiro que a própria empresa distribuiu em dividendos.
Ainda não sei qual é a próxima jogada do Frank, mas os acionistas devem ficar muito atentos, porque a data limite para mandar as ações para a carteira 7105-6 é dia 27 de julho, mas em virtude da data ex dos proventos ser no mesmo dia, todas as ordens serão apagadas do book do leilão. O investidor deve, então, mudar as ações para a carteira 7105-6 e colocar a ordem de venda em um preço alto no dia 28 de julho, antes do início do leilão que será às 1500. Se deixar sem ordem, pelo o que eu entendi, sinaliza que concorda com o preço do leilão e entrega as ações "de graça" por 2,XX.
Prezados Senhores

Tenho xxx ações UNIP5 e yyy ações UNIP6 sob custódia na Corretora Z.

No que concerne a Oferta Pública de aquisição de ações para o cancelamento de registro da Unipar Carbocloro S.A., informo que sou CONTRA a proposta nos termos ofertados, ao preço de R$ 7,50 por ação.

Em consequência e para que as minhas xxx+yyy ações sejam contabilizadas como ações em circulação, desejo habilitar-me para o Leilão. Para este fim, solicito que minhas ações sejam transferidas em tempo hábil para a carteira 7105-6, conforme instruído no Edital.

Uma vez transferidas para a carteira 7105-6, solicito colocar preço de venda mínimo,
no dia 28 de julho de 2017 antes do início do leilão da OPA, de R$ 25,01 (vinte e cinco reais e um centavo) para cada uma das xxx ações UNIP5L e yyy ações UNIP6L. Ou seja, só concordarei com o cancelamento de registro se o controlador oferecer preço superior a R$ 25,00.
Atualizei a mensagem a ser remetida por e-mail para as corretoras e especifiquei que a ordem de venda deve ser lançada no dia 28 de julho. O Frank nunca conseguirá pagar um valor maior que 20, então colocar valores altos é uma forma de impedir o fechamento de capital e barrar a OPA.
Uma das especulações sobre a OPA é que o Frank a utilizará para comprar as ações de alguns fundos que já acertaram a venda para ele e ainda tentará abocanhar as ações dos desavisados que concordarem com o leilão no dia 28 de julho. Se o Frank conseguir comprar mais de 1/3 das ações em circulação, a Unipar permanecerá com o capital aberto, mas a fatia dele aumentará. Veremos o que acontecerá, mas é praticamente impossível que o Frank consiga fechar o capital com essa oferta indecente pelo ativo, porque ele não conseguirá os 2/3 das ações em circulação necessários.

domingo, 23 de julho de 2017

Investimentos na Rússia

Uma das vantagens de possuir uma conta em uma corretora nos EUA é que não somente possibilidades de investimentos nos EUA ficam abertas para sua carteira de investimentos, mas também no mundo inteiro. No meu caso, eu resolvi comprar ações do Sberbank of Russia e do ETF RSXJ.
O Sberbank é o primo russo do Banco do Brasil, é uma sociedade de economia mista controlada pelo governo da Federação Russa e que desenvolve atividades bancárias de varejo. Seu nome significa literalmente "banco de poupança".

As ações estão sendo negociadas a um P/L de apenas 3,27 e o Dividend Yield está em 3,4%, o que é razoável em termos globais. O lucro, como podemos observar no gráfico, é resiliente e apresenta crescimento ao longo dos anos:
O RSXJ é um ETF de small-caps russas. Resolvi ficar loge de seu irmão maior, o ETF de blue chips russas RSX, porque grande parte das empresas do RSX são ligadas a commodities e na minha percepção o segmento da economia interna da Rússia tem muito mais potencial do que o segmento de commodities russas. Um ponto bastante negativo deste ETF é a taxa de administração que gira em torno de 0,73% a.a.

Um investimento no exterior é, além de ser um investimento no ativo, um investimento na moeda do país. O Rublo é uma moeda depreciada, tanto que a paridade do poder de compra interno em Rublo é maior que a de dólar. O Big Mac Index é um índice muito longe de ser perfeito, mas não deixa de ter importância econômica, porque ele compara um produto alimentício igual que é vendido em diferentes países.
Utilizando o Big Mac Converter, verifica-se que 10 dólares são equivalentes à 23,52 dólares dentro da Rússia, podendo significar que o Rublo está desvalorizado. De qualquer jeito, quase todos os outros índices que identificam a paridade do poder de compra levam à conclusão que o Rublo está desvalorizado em relação ao dólar.

Um ponto que favorece a economia russa é o baixo endividamento público. Enquanto a dívida pública corresponde a 106,34% do PIB dos EUA e 70,41% do PIB do Brasil, a dívida pública da Rússia corresponde a apenas 15,81% do PIB.
Sr. Vladmir ao lembrar-se da dívida pública americana
Outro ponto importante é a demografia. A Rússia conseguiu reverter as baixas taxas de natalidade e retomou o crescimento populacional nos últimos anos, além de que o país está praticamente blindado contra a invasão demográfica de sarracenos Wahhabi que acontece na Europa Ocidental.
Eu acredito ser bastante vantajoso o investimento na Rússia, mesmo assim, não acho vantajoso para investidores com pouco patrimônio, porque abrir uma conta nos EUA tem custos elevados. Pelo menos, depois da criação do IVVB11 já é possível investir no S&P 500 sem precisar abrir conta nos EUA, mas para outros países ainda não há um ETF do mesmo tipo. É sempre bom lembrar que o texto reflete opiniões pessoais minhas que foram baseadas em meus estudos, dessa forma, não é uma indicação de compra.

Abraços!

sábado, 22 de julho de 2017

Golpe: Kriptacoin

Esse é um esquema Ponzi / Pirâmide muito bem elaborado, porque os criadores conseguiram criar um mascaramento muito bom, que acaba iludindo as pessoas que não têm conhecimentos sobre o funcionamento das moedas digitais. A diferença desse esquema Ponzi para Ponzis mais amadores é que a Kriptacoin realmente entrega um produto virtual, a "moeda digital", mas esse produto tem valor que tende a zero.
A Kriptacoin não é uma criptomoeda por definição, porque sua "cadeia de blocos" (nem sei se dá para chamar como cadeia de blocos) é privada, ou seja, a empresa fundadora da Kriptacoin, a Wallstreet Corporate, domina todas as transações e pode fazer o que quiser com a moeda. Diferentemente das criptomoedas legítimas, que são descentralizadas e todos tem acesso à cadeia de blocos, a Kriptacoin só aceita transações no site da Kriptacash e a suposta mineração é realizada somente pela Wallstreet, que vende as franquias mágicas de mineração, que custam de 2000 dólares até 8000 dólares.
Qualquer moeda digital legítima só tem valor porque é possível armazená-las em carteiras particulares e é possível fazer transações descentralizadas sem passar por nenhuma empresa ou instituição, além disso, a mineração das moedas legítimas é descentralizada, qualquer um pode ligar sua máquina e começar a dar suporte à rede.

É extremamente fácil fazer uma cópia do Bitcoin, porque seu código é aberto. Mesmo assim, não consegui verificar se a Kriptacoin é uma cópia modificada do código Bitcoin (como eles mesmos atestam) ou se na verdade não existe código nenhum e é tudo uma troca de fichas, troca de saldos imaginários, porque o código da Kriptacoin não é aberto, não dá para saber como funciona ou se realmente existe.

A conclusão técnica é que a Kriptacoin tem uma aura de obscuridade e de controle centralizado que faz com que o valor dela tenda a ZERO. Não existe moeda legítima que seja processada somente nos servidores de uma empresa específica.
Mesmo que o esquema tenha sido razoavelmente bem pensado e elaborado, ele inevitavelmente deixa pistas mais que suficientes para provar a certeza da fraude, até mesmo para alguém que não tenha conhecimento algum sobre moedas digitais:
 

Enorme Incentivo em Chamar Novos Participantes


Como eu já disse nos outros posts da série, o ser humano que não possui a mente treinada fica fascinado pela ostentação exibidas nesse tipo de esquema e, assim que ele entra, passa a defender o esquema com unhas e dentes. Sempre que eu vejo alguém distribuindo cheques gigantes de vários milhares de reais e andando com esportivos adesivados, verifico se minha carteira ainda está no bolso, porque alguém está sendo roubado. Infelizmente, para a maioria dos brasileiros, ver carros caros com adesivos enormes é um enorme incentivo para que eles adentrem o esquema.

Todo esquema de pirâmide do tipo Ponzi tem o faturamento ampliado (para os seus criadores) quanto mais rápido novos participantes entrarem. Apesar de que (segundo minhas pesquisas) o Esquema Ponzi Original não tinha sistemas de bônus para recrutamento, todos os Ponzis atuais possuem algum tipo de bônus cumulativo para o recrutamento de novos participantes como forma de acelerar a entrada de novos participantes e, como consequência, isso acaba diminuindo o tempo de duração desses esquemas.

Erros Grotescos no Site


O site da Kriptacoin supostamente seria o único site do mundo em que seria possível realizar transações com a moeda, não surpreendentemente, ele bem malfeito, com vários links quebrados, links que não dão em lugar nenhum, seções que não funcionam direito e erros gramaticais estúpidos como esse:
O erro gramatical pode ser proposital, porque o programador deles é que DEFINE o preço.

Teoria da Casca de Cebola


O pai do presidente Kennedy dos EUA, Joseph Kennedy, disse que resolveu vender todas as suas ações antes do Crash de 1929, logo depois de receber um conselho de investimentos de seu engraxate. Ele chamou essa teoria de Casca de Cebola. Segundo Joseph Kennedy, o mercado financeiro é uma cebola, onde os participantes que tem mais acesso à informação e conhecimento estariam nas cascas mais próximas ao centro, enquanto os participantes sem nenhum conhecimento e informações distorcidas estariam na casca externa. O engraxate de Kennedy fazia parte da casca externa e o fato dele ter tomado conhecimento sobre operações na bolsa foi, para ele, um sinal de alerta, pois sempre que surge uma febre que arrasta multidões para algum investimento é uma armadilha está sendo armada.
Apesar de parecer elitista e preconceituosa, essa teoria é real. Em qualquer mercado financeiro, a realidade determina os vencedores e os perdedores e não ideologias ou visões de mundo distorcidas. Histórias como o Pelé Reis da Telexfree, o ambulante que virou milionário, são só estórias para enganar os incautos. Infelizmente, pessoas sem instrução, conhecimento ou informação tem possibilidades praticamente nulas de identificar investimentos honestos que dariam um retorno tão grande.
Se existisse um prêmio Ponzi, com certeza os fundadores da Kriptacoin seriam os vencedores. É difícil identificar o esquema pelas características técnicas, mas as características psicológicas são suficientes para desmascarar o esquema até para quem não entende nada de informática. Esse tipo de esquema está em constante mudança, felizmente as características psicológicas são quase imutáveis e sempre o denunciam.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Golpe: Alcateia Investimentos

Abri um marcador novo para escrever sobre golpes financeiros no blog. Este primeiro golpe que será explanado é nível amador, porque é exatamente o esquema Ponzi e, ainda, com mascaramento bem precário.
Pois bem, o esquema de Charles Ponzi em 1922 foi o primeiro grande esquema de pirâmide financeira e acabou batizando os esquemas que vieram depois. Charles Ponzi oferecia lucros absurdos para quem emprestasse dinheiro para ser investido em uma suposta comercialização internacional de selos (mascaramento). Obviamente o lucro de Charles Ponzi não vinha dos selos, mas do repasse de dinheiro dos novos participantes aos participantes mais antigos. Enquanto a pirâmide continuasse crescendo em nível exponencial o sistema se manteria.
Como a população não é finita, o sistema de Charles Ponzi inevitavelmente caiu e ele ficou preso por fraude por vários anos, foi deportado e morreu no Rio de Janeiro na miséria. Esquema Ponzi sempre começa com risadas e termina com choro e ranger de dentes.

A Alcateia Investimentos é a mesma coisa com uma máscara diferente. É prometido que o investidor ganhe uma rentabilidade absurda oriunda de investimentos de uma equipe de day-traders das galáxias. A rentabilidade oferecida é de 0,01% até 2% ao dia, mas nunca negativa, no final do mês acaba ficando próximo de 10% ao mês.
Em poucos anos passariam o Bill Gates (se fosse verdade)
Eu fiquei admirado pela astúcia desses fraudadores, a justificativa para a não revelação das operações realizadas é muito descarada: "Por questões de estratégia, segurança e sigilo profissional, o GRUPO DE INVESTIMENTOS ALCATEIA não fornece comprovantes das operações realizadas." Quem tem um conhecimento um pouco mais profundo de mercado sabe que os agentes de mercado têm que tornar públicas informações sobre os investimentos realizados com um delay de alguns meses. Opa, que surpreendente, a Alcateia não é um agente de mercado e, portanto, não opera Day-Trade, porque não tem registro na CVM.
Outra grande piada desse grupo de comediantes
Se alguém descobrir uma fórmula para ganhar consistentemente 10% ao mês e NUNCA ter rentabilidades diárias negativas, esse cara nunca vai sair compartilhando com todo mundo na internet, ainda mais em um site tosco e oferecendo bônus (lobo pai) para quem chamar mais participantes.
Obviamente, a grande maioria dos leitores cativos desse blog têm um mínimo de pensamento lógico e não caem em truques baratos, mas trabalho em um meio com muitos funcionários imbecis que caem nesse tipo de golpe. Não fale nada com eles, deixe-os achando que estão abafando quando dizem que "em um mês rendeu a poupança em um ano". Não vale a pena argumentar, porque é uma defesa natural da mente tentar defender algo que dê prazer e promova sustento. Como não somos animais irracionais podemos treinar a mente para não cair nesse tipo de golpe, mas não vale a pena gastar energias para tentar salvar quem já caiu, geralmente você só acaba criando mais um inimigo.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Ranking de Rentabilidade - Junho 2017

Salve, confrades! Em meio a condenação do Eneáctilo, Temer mais perdido do que cego no tiroteio e recessão sem fim, declaro aberta a sexta edição do Ranking de Rentabilidade:

Série A: Masters of the World


Mesmo com a desvalorização das ações da JBS, eu ainda consegui uma rentabilidade levemente positiva, em parte pela valorização das moedas digitais no mês de junho, e permaneci na primeira colocação do Ranking.

O Surfista Calhorda alcançou o segundo lugar do Ranking e sua carteira teve um modesto rendimento de 0,54%

O Economicamente Incorreto ficou entre os atrasadões que esqueceram de publicar a rentabilidade. A partir dessa edição não vou mais colocar os atrasadões no último lugar, somente peço que os blogueiros coloquem a rentabilidade na seção de comentários do blog, caso não consigam escrever um post de fechamento mensal até o décimo dia do próximo mês.
Disputa explosiva pela liderança entre os Masters of the World
O Ás da análise fundamentalista, Pretenso Milionário, apesar de ficar com um rendimento modesto, ainda conseguiu a segunda maior rentabilidade do mês, chegando mais próximo do podium do Ranking. Como o Pretenso Milionário não tem um personagem como avatar (a não ser a nota de dólar, que tecnicamente é um objeto inanimado), tomei a liberdade de substituir seu personagem no Ranking do tio Patinhas por Marcus Crassus, um homem que realmente foi um "Pretenso Milionário" e tornou-se o "homem mais rico de Roma". Se o dólar continuar caindo eu terei grandes chances de não repetir o excelente desempenho dos primeiros 7 meses do ano, então a disputa pelo primeiro lugar do Ranking de 2017 será acirrada entre os primeiros quatro colocados.

Série B: Not Bad


A Série B continua amaldiçoada, os únicos três participantes do Ranking que tiveram rentabilidades negativas estão nessa série e o único que ficou no positivo foi o Longe do Limite, que registrou 0,82% de rentabilidade mensal.
Investidor Defensivo, Zé Ninguém e Carnegie (2017)
A carteira 100% alocada em ações do Investidor Defensivo ficou com rentabilidade negativa de 0,47% e a rentabilidade anual alcançou o cabalístico número de 9,99%. O Zé Ninguém aportou zero no mês de junho e prometeu jogar na retranca a partir de agora, seu rendimento mensal foi de 0,82% negativos. Carnegie completou o trio da rentabilidade vermelha e ficou com 0,5% negativos (assim como eu também comprou ações da JBS).

Série C: Pé-de-Chinelo


A Série C segue tão lenta quanto foi no mês de maio, todos os participantes tiveram rendimentos modestos. A carteira conservadora e cheia de PGBL e RF e com um pouco de Hedge Offshore d'O Aportador rendeu 0,23% no mês. A carteira do Pobre Japa, com predominância em RF, rendeu 0,71%. A carteira conservadora do empresário anti-comunista Heavy Metal rendeu 0,63% e ele realizou uma ultrapassagem por causa de um participante atrasadão, ocupando a décima primeira posição O Meu 1º Milhão passou para a décima segunda posição e seu rendimento mensal de 0,76% não foi suficiente para atingir sua ambiciosa meta de 20% ao ano. Deixemos isso entre nós, M1M, mas mesmo com uma carteira 50% RF e 50% RV, seria praticamente impossível atingir uma meta tão ambiciosa.
Estamos tentando, mas o senhor M1M pede o impossível

Série D: Jênios das Finanças


O Noob Investidor foi o outro atrasadão do Ranking e caiu, ainda, duas posições. Pedimos que os responsáveis pelo "menino que saiu da poupança" façam com que ele pare de jogar Tibia por toda a madrugada e atualize o seu fechamento mensal. Obrigado.
Noob após mais uma gamer night
A carteira 50% RF e 50% RV do Investidor Convicto rendeu 0,35% no mês. O Idiota fez um fechamento rápido, mas, segundo ele, sem mudanças significativas na carteira, e obteve uma rentabilidade de 0,87%. O lanterna, Investidor das Exatas, começou a esboçar alguma reação e conseguiu a maior rentabilidade mensal da edição, 0,97%. Seus fundos multimercado que ocupam 52% do seu patrimônio, com certeza, tiveram um desempenho satisfatório e impulsionaram sua rentabilidade total.
Link para o Ranking de Maio 

Abraços!

domingo, 16 de julho de 2017

OPA da Unipar

A OPA da Unipar é um evento de mercado que já está se arrastando por mais de um ano e deixou a maioria dos investidores holders da ação confusos, justamente porque o objetivo da OPA é ser confusa.

A história da OPA começa há quase dez anos atrás, em 2008, quando Frank Geyer, controlador da Unipar, fez uma Joint Venture com a Petrobras para adquirir a Suzano Petroquímica, formando uma nova empresa, a Quattor Petroquímica. Com o desencadeamento da crise de 2008, Frank fez um acordo com a Odebrecht, e vendeu a Quattor para a Braskem por um valor menor do que a Unipar tinha pago um ano antes.

Foi um péssimo negócio para a Unipar, o valor da ação caiu 70% dois anos após o acordo de venda da Quattor, mas para o Frank não pareceu tão ruim, porque ele "MISTERIOSAMENTE" conseguiu adquirir as ações de seus familiares que repartiam o controle da empresa depois do falecimento do fundador da empresa e pai de Frank, Paulo Geyer. Depois de alguns anos finalmente descobrimos o mistério que resultou na aquisição das ações do controle pelo Frank, ele recebeu 150 milhões de reais da Odebrecht para concretizar o acordo de venda da Quattor e, com isso, acumulou dinheiro para comprar as participações do bloco de controle.
Blacklist Season 5: Episode 10 "Frank Geyer" (No. 171)
A sequência de acontecimentos da disputa sobre o controle da Unipar daria um ótimo enredo para um episódio de Blacklist, mas com menos tiros e explosões (pelo menos que tenham chegado ao nosso conhecimento).

A história não acaba ainda, logo após a venda da Quattor para a Braskem, Frank Geyer contatou Pérsio de Souza da "Boutique" de investimentos Estater para conseguir expandir novamente a Unipar, que tinha virado uma Holding com uma única participação de 50% na Carbocloro. O acordo com Pérsio rendeu a compra de 25% da Tecsis, fabricante de pás de geradores eólicos, que se mostrou um grande fracasso, e a compra dos outros 50% da Unipar, este, sim, um enorme sucesso.
Fotografia aérea da Carbocloro
O prosseguimento da Operação Lava-Jato levou a público o recebimento ilegal de 150 milhões pelo Frank, ocasião em que ele prejudicou diretamente todos os outros acionistas da Unipar. Para não ter que devolver o dinheiro para a empresa, a esperança do Frank é concretizar a OPA antes que ele seja julgado pelo recebimento ilegal.

A OPA começou em 5 reais por ação e pela "enorme bondade" do grupo de controle foi elevada para 7,50 reais, ainda muito abaixo do preço de mercado atual de 9,60 reais pela UNIP6. A elevação do preço global da soda cáustica e o sucesso da aquisição da Solvay Indupa elevaram o valor das ações da Unipar para um patamar que o Frank parece não ter condições de pagar para fechar o capital, então foi elaborada uma proposta de OPA com o intuito de confundir o mercado e as corretoras para ganhar o fechamento de capital na marra.

O capital de qualquer empresa só é fechado se tiver a concordância de 2/3 das ações em circulação, ou seja, ações fora do bloco de controle. O intuito do Frank era impedir o Luís Barsi Filho que tem cerca de 16% da empresa de votar contra a OPA, porque ele era membro do conselho de administração, mas sua renúncia o torna habilitado para votar contra. A outra jogada do Frank, é que, diferentemente das outras OPAs, em que a não manifestação é considerada como voto contrário, o investidor precisa habilitar as suas ações ao leilão de fechamento de capital para que seu voto seja contado. Ações não habilitadas serão consideradas como abstenções.

Como demonstrado pelo Anon na seção de comentários, o Frank cumpriu a instrução da CVM e essa é a regra para qualquer OPA.

Isso confundiu as corretoras e algumas confundiram a habilitação para o leilão com a concordância com o fechamento de capital. No leilão é possível colocar valores maiores que 7,50 reais, então um jeito fácil de melar a OPA, sem correr risco das corretoras se confundirem e venderem por descuido as ações dos acionistas pelo preço do Frank, é pedir um preço muito mais alto pelas ações, que o Frank não tem condições de pagar. O Professor Paulo, lenda do fórum ADVFN, elaborou o seguinte texto, a ser remetido por e-mail, que elimina a possibilidade de qualquer procedimento errado por parte das corretoras e dá a possibilidade de acionamento judicial se mesmo assim elas errarem:
Prezados Senhores

Tenho xxx ações UNIP5 e yyy ações UNIP6 sob custódia na Corretora Z.

No que concerne a Oferta Pública de aquisição de ações para o cancelamento de registro da Unipar Carbocloro S.A., informo que sou CONTRA a proposta nos termos ofertados, ao preço de R$ 7,50 por ação.

Em consequência e para que as minhas xxx+yyy ações sejam contabilizadas como ações em circulação, desejo habilitar-me para o Leilão. Para este fim, solicito que minhas ações sejam transferidas em tempo hábil para a carteira 7105-6, conforme instruído no Edital.

Uma vez transferidas para a carteira 7105-6, solicito colocar preço de venda mínimo de R$ 25,01 (vinte e cinco reais e um centavo) para cada uma das xxx ações UNIP5L e yyy ações UNIP6L. Ou seja, só concordarei com o cancelamento de registro se o controlador oferecer preço superior a R$ 25,00.
A Unipar poderia valer esse valor de 25 reais se não existisse esse rolo com o controlador, mas eu sou uma pessoa que gosta de quebra-cabeças. Nesse caso em específico poderá ser possível ter um rendimento bom com esse rolo, porque é praticamente impossível que o Frank consiga fechar o capital, ele continuará respondendo na justiça pelos 150 milhões recebidos ilegalmente e a Unipar está lucrando cada vez mais após a aquisição da Solvay Indupa. Mesmo que a derrota do Frank já seja esperada, é necessário impor uma derrota de grandes proporções para sepultar qualquer tentativa futura de OPA.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Capitalismus nas Redes Sociais

Criamos a página do Capitalismus no Facebook. Por enquanto, estamos somente replicando as postagens do blog como forma de conseguir mais leitores aqui, mas pretendo começar a fazer alguns posts curtos se a ideia der certo.

Seguimos os passos de outros blogs mais antigos da blogosfera de finanças para conseguirmos mais acessos. Sou um capitalista, como o próprio nome do blog já sugere, então tentarei rentabilizar o blog, nem que seja apenas de forma marginal, porém nunca colocarei a monetização antes do objetivo principal, que é trazer conteúdo de qualidade para a Finansfera.
Concordo com a maioria sobre o fato do Facebook ser uma rede um tanto perversa, porque favorece as páginas ideológicas autodenominadas "progressistas" como a Quebrando o Tabu e pela difícil rentabilização de páginas dentro do facebook, o que desfavorece a criação de conteúdo de qualidade.
Apesar de tudo, é possível usar o Facebook para o bem ou para o mal próprio. Obviamente, a maioria das pessoas utiliza para o próprio mal, fica dando informação de graça sobre si mesmo ou perdendo tempo com a vida de outrem, sem falar nos posts narcisistas que é o que mais existe nessa rede social. Algumas maneiras benéficas para a utilização da rede social são como feed de notícias de páginas decentes ou como agenda para contatos distantes. Já precisei falar com um conhecido que não via há anos e como ele tinha mudado de número recorri ao Facebook para realizar o contato.

Spoiler: informação vale dinheiro, só dê informações básicas na sua página de perfil.

Como disse um leitor anônimo em um comentário há alguns meses atrás, este blog trata de assuntos complexos e nunca terá uma quantidade de acessos grande. Eu concordo com ele, porque este blog é underground (queremos que ele continue assim), usa pseudônimos, não revela o patrimônio dos autores e dá dicas e informações que a mídia convencional esconde ou não tem o interesse de revelar. Ocupamos um "nicho de mercado" e só temos interesse de expandir nesse nicho.

Abraços!

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Comentários CGRA3 - GRUPO GRAZZIOTIN


Fala, galera. Complementando os posts sobre o Grupo Grazziotin, hoje continuarei abordando essa empresa, não como uma dica de investimento, mas para elencar alguns aspectos para quem busca investir nas ações do Grupo. Muitas das informações foram retiradas do próprio RI da empresa, fiz uma compilação e abordarei alguns aspectos importantes para o futuro investidor.

CENÁRIO ECONÔMICO



O desequilíbrio no campo político e o desaquecimento da economia brasileira, acarretou num aumento da incerteza do mercado. A inflação alta, juros altos e queda da confiança dos empresários e consumidores tem impactado os últimos resultados da empresa. Nesse panorama, o consumidor com a renda comprometida e endividado, acaba por reduzir o nível de consumo, principalmente em relação aos segmentos de vestuário e utilidades domésticas. O consumidor, apesar de reduzir o consumo por bens não duráveis, não deixa de comprar mesmo numa situação em que seu poder aquisitivo é diminuído.

GRAZZIOTIN E A INFLUÊNCIA DO DÓLAR

A moeda brasileira tem sofrido desvalorizações recorrentes com relação ao Dólar e outras moedas fortes ao longo das últimas décadas. A Companhia não pode assegurar que a desvalorização ou a valorização do Real frente ao Dólar e outras moedas não terá um efeito adverso nos seus negócios, pois tais atitudes podem criar pressões inflacionárias adicionais no Brasil, por meio do aumento, de modo geral, de preços, corroendo a renda dos trabalhadores. Ainda, tais desvalorizações podem acarretar aumentos das taxas de juros, podendo afetar de modo negativo o resultado das operações. Com a queda do dólar, nos últimos anos, os preços dos produtos Grazziotin não ficaram mais baratos na mesma proporção.

TAXAS DE JUROS E INFLUÊNCIA NO GRUPO

As operações do Grupo Grazziotin são diretamente afetados pelas condições econômicas do país, e em especial, pela política governamental, taxas de juros, inflação e normas tributárias. Para a operação de seus negócios, bem como a expansão de suas atividades, as principais fontes de recursos financeiros

utilizados pela Companhia residem no volume de recursos advindos da comercialização dos seus produtos com a característica de forte geração de caixa e baixa inadimplência.

Com a subida ou queda da taxa básica de juros, há um impacto na venda a prazo aos clientes, visto que terão que assumir maiores taxas de juros quando na compra parcelada. A empresa trabalha com a filosofia de 90 dias de prazo para pagamento dos produtos adquiridos pelo consumidor. Com o aumento da taxa básica de juros, há uma maior preocupação e controle do Grupo na concessão de crédito com o intuito de coibir a inadimplência.

Com relação ao dinheiro destinado a aplicações financeiras, as mudanças da taxa SELIC, aumentam ou reduzem o ganho em aplicações financeiras. As disponibilidades são aplicadas em CDB, ou equivalentes, em taxas próxima a SELIC. 

ELASTICIDADE DA DEMANDA

O setor varejista de roupas tem sido suscetível a períodos de desaquecimento econômico que levaram à diminuição nos gastos dos consumidores. As decisões de compra dos consumidores em geral são afetadas por diversos fatores, como taxas de juros, inflação, disponibilidade de crédito ao consumidor, tributação, níveis de emprego, confiança do consumidor e salários. Esses fatores têm afetado de forma mais significativa a população de baixa renda, que é mais sensível a alterações no nível de renda. 

Devido ao impacto que uma crise econômica pode ter no mercado consumidor e ao fato de que gastos com vestuário podem ser considerados supérfluos durante períodos de restrições no orçamento familiar, uma crise econômica pode desestimular o consumo pessoal ou limitar sua capacidade de endividamento. Em tais casos, a demanda pelos produtos do Grupo é reduzida.

A sazonalidade é marcada pelas estações de inverno e verão. Os meses com maior demanda são maio (dia das mães) e dezembro (natal). Os meses com demanda mais lenta são fevereiro e setembro. Nesta época o varejo é fértil com as promoções e liquidação de produtos sazonais, onde as margens brutas são reduzidas

COMPETIÇÃO

O varejo é extremamente competitivo, pois impera a livre iniciativa

O setor de varejo de roupas no Brasil é altamente competitivo. A concorrência é caracterizada por muitos fatores, dentre eles, destacam-se a variedade de mercadorias, o número de lojas, propaganda, preços, descontos, qualidade das mercadorias, atendimento, localização das lojas, disponibilidade e facilidade de crédito para o consumidor. O mercado informal é vasto, tanto pela parte dos clientes (sem renda fixa e sem carteira assinada), pela parte da indústria (informal) como na distribuição (vendedor ambulante). 

Os sistemas tributário e jurídico e da fiscalização, por parte das autoridades, do cumprimento fiel de leis, especialmente as fiscais, trabalhistas e previdenciárias representam elevados custos para os negócios. Os benefícios fiscais, para as micro empresas, incentivam sua proliferação. Pequenas redes regionais surgiram e estão se expandindo, somado a isso, grandes redes estão acelerando o processo de expansão. Multinacionais estão se instalando, comprando redes locais. A agressividade das empresas de cartão de crédito, auxilia muitos pequenos lojistas, que não contam com sistemas de crédito e cobrança.

INVESTIMENTOS

As empresas necessitam de recursos para manutenção das lojas físicas, investimento em treinamento de pessoal e desenvolvimento de produtos. Os investimentos nos prédios são principalmente para manutenção e conservação do patrimônio. Como são mais de 300 lojas espalhadas pela região sul, necessitam de recursos para manter todos as unidades em funcionamento condizente com o setor de atuação. 

A expansão de novas lojas, inicialmente, foi essencial para alcançar cidades de médio e pequeno porte. Como a marca já está estabelecida em diversas cidades, através desta expansão inicial, não se necessitam de tantos recursos na abertura de novas unidades. Com a crise dos últimos 2 anos, o Grupo Grazziotin procurou um estágio de manutenção e/ou fechamento de algumas unidades a fim de adequação ao mercado consumidor.

FUTURO?

O modelo de negócios regional da companhia vem apresentando bons resultados e permite que ela continue reportando lucros mesmo com a concorrência no setor de vestuários e utilidades domésticas. A expectativa no curto prazo foi analisada como MÉDIA, em virtude das indefinições políticas e econômicas do Governo. 

Como a demanda está diretamente vinculada ao poder aquisitivo da população, caso haja um reaquecimento de nossa economia poderia esperar um crescimento acima da média. Neste momento, porém, prefiro ser mais conservador em virtude da desconfiança de uma melhora a curto prazo de nossa economia (dependendo de reformas trabalhistas, previdenciárias, etc). Por enquanto, os resultados devem continuar vindo no mesmo nível, mas eles podem melhorar caso a recuperação econômica aconteça.

QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS EMPRESAS DO GRUPO GRAZZIOTIN?

A empresa tem força regional no varejo de vestuário na região Sul, oferece produtos baratos e é extremamente competitiva. A empresa possui três marcas de varejo de vestuário: Grazziotin, Pormenos e Franco Giorgi, e uma marca de varejo de material de construção, a Tottal Casa & Conforto, loja especializada em utensílios e utilidades domésticas. Além disso, possui as seguintes empresas e participações: Centro Shopping em Porto Alegre, 50% da Grato Agropecuária na Bahia, Floresta Grazziotin no Rio Grande do Sul e a Grazziotin Financiadora, que financia os clientes das operações de varejo. 



Principais:

Grazziotin: Loja de vestuário e decoração para casa. Produtos de preço baixo e crediário facilitado.

Pormenos: Atua no segmento de linha íntima, confecções, calçados, cama, mesa e banho. Tem como público-alvo o varejo popular, sendo em sua maioria, mulheres que compram para toda a família.

Tottal Casa e Conforto: Foco em comercializar produtos de utilidades do lar, nos setores de cama, mesa e banho. Direcionamento para produtos com qualidade e preços competitivos.

A Franco Giorgi: Marca própria de moda masculina


VISÃO DE MERCADO

No segmento de roupas, os produtos mudam a cada estação, tanto pela alteração nos modelos, como nos tecidos e nas texturas. Tais alterações, não permitem comparativos de um período para o outro, pois estão envolvidos custos de pessoal, matérias primas e tributos, inerentes ao processo produtivo e ao processo tributário variáveis a cada fornecedor. Os produtos da marca são de origem nacional e a política de preços ao consumidor não leva em conta as variações cambiais. Os volumes têm crescido de acordo com o crescimento da Companhia. Os preços dos produtos no inverno, são bem mais elevados do que os preços dos produtos no verão.

As preferências do consumidor, se alteram ao longo dos tempos. Mesmo durante uma estação (verão ou inverno), o Grupo está atento a estas mudanças, com mercadorias a preços atrativos e em modelagem que os atenda (cor, tamanho, e outros).

A Grazziotin afirma não identificar tendências na mesma velocidade em que elas ocorrem e os fornecedoresnão estão aparelhados a dar um suporte rápido no caso de demandas adicionais. Como resultado disso tudo, o Grupo tem que baixar preços dos produtos, resultando em menores margens e vendas por falta de produtos. 

O sucesso financeiro depende da habilidade de antecipar e responder rapidamente a essas mudanças e tendências, bem como às preferências do cliente. Se não mudarem seus produtos para adequá-los aos gostos do cliente, poderão deixar a mercadoria em estoque e não vendê-las a um valor lucrativo, assim como perder vendas.


FORNECEDORES

A empresa não tem produção própria, desta forma, produtos são adquiridos, em sua totalidade, de 500 fornecedores no mercado interno. Estes fornecedores são escolhidos pela localização geográfica (inclusive nos aspectos de créditos fiscais), pela qualidade de seus produtos, condições de fornecimento, atendimento das necessidades de logística, produtos com baixo preço e possibilidade de competir no mercado.

Os produtos são escolhidos em visitas a feiras, fornecedores e no acompanhamento da tendência do

mercado consumidor. Desta forma, não há um fornecedor que possa influenciar diretamente no preço do produto, tampouco modificar a política de pagamento da empresa que gira em torno de 90 dias.


CLIENTES

Com relação aos clientes, a carteira é bastante pulverizada. Não há um modelo padronizado de negócio, pois as lojas podem ser pequenas ou grandes, de um proprietário e/ou familiares, de rua ou shopping, pertencentes a redes grandes ou pequenas ou podem vender sortimento limitado ou grande variedade. Particularmente, acredito que isso seja um diferencial, pois ela procura atender em disponibilidade nos pontos de venda, focando em velocidade nas operações e facilidade no crédito.



Não existem clientes representando por mais de 10% da receita liquida e no segmento operacional não possuem dependência de nenhum cliente especifico. Em regra, a Companhia normalmente trabalha com a filosofia de 90 dias de prazo para pagamento de seus fornecedores, prazo este, semelhante aos concedidos aos seus clientes para pagamento dos produtos adquiridos.


CONCLUSÃO

Considerando o seu perfil de endividamento, seu fluxo de caixa e posição de liquidez, o Grupo Grazziotin tem liquidez e recursos de capital para cobrir os investimentos, despesas, dívidas e outros valores e ainda recursos suficientes para remunerar acionistas e investidores. Apesar de atuar num ramo bastante competitivo, a Grazziotin consegue atuar mesmo com outros concorrentes no setor através de uma competição estável na região sul. As margens e lucros estão constantes, ou seja, conseguem trazer retorno aos acionistas e, é uma empresa que não está exposta a dívidas que possam prejudicar a empresa no curto/médio prazo. Através disso, poderíamos classificar a Grazziotin como vaca leiteira (estabelidade), por estar estável no mercado e conseguir se adaptar a cenários competitivos (aumento da margem e aumento da receita, mesmo na crise dos últimos 2 anos). Não classificaria a empresa como abacaxi. Além disso, não visualizo o Grupo Grazziotin como estrela, visto que não há altas margens, alto crescimento e alta lucratividade, por se tratar de um setor bastante competitivo. A empresa consegue atuar em média de mercado com o os concorrentes do setor.

Verifico que a empresa possui potencial para maior crescimento com a recuperação da economia em curso, visto que apresentou no 1 Trimestre de 2017 um aumento das receitas e contenção de despesas, mesmo com uma das piores recessões da economia brasileira. É um Grupo que utiliza, em grande maioria, de recursos próprios na expansão, investimentos e capacitação dos funcionários e não busca se alavancar na ampliação de sua rede. 

O Grupo Grazziotin, através das suas principais lojas, Grazziotin, Pormenos,Tottal Casa e Conforto e Franco Giorgi busca estar atendo a variações do mercado consumidor, através do lançamento de novos produtos ou adequação na reposição de mercadorias e utilidades domésticas. Nos últimos anos, a receita líquida cresceu constantemente e a margem se manteve num patamar em média com o mercado brasileiro. A margem bruta manteve-se estável em cerca de 50% e a margem EBITA em cerca de 14%.

Verifico que há mais margem para expansão da marca no longo prazo e, no curto prazo, da manutenção dos resultados considerados até o presente momento.