quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Golpe: Maximus Digital

A saga da pirâmide Alcateia continua após reviravoltas dignas de uma história de suspense. A última reviravolta é que ela se fundiu com uma empresa chamada Maximus Digital e vai mudar toda a oferta de planos de trambique investimentos. Sem dúvidas, é uma finalização do golpe iniciado na Alcateia com uma história de cobertura: a empresa mudou, a Maximus quebrou e os cabeças em breve desaparecerão.
Nem vou dar muita atenção aos aspectos técnicos desse Ponzi, vou focar, novamente, na parte psicológica, que eu acredito que seja mais importante para detectar esse tipo de golpe. Pelo menos, dessa vez, eles fizeram um site mais bonito, mas, como a Maximus parece ser somente uma fachada para a finalização de um golpe, já vem dando problemas desde o início e os comentários no Reclame Aqui e na página do Facebook (que não tiveram nem a atenção em atualizar o nome) não estão nada amistosos:
Resumindo os aspectos técnicos: A Alcateia prometia um retorno de cerca de 10% ao mês por meio de operações de gênios financeiros anônimos nos mercados de ações, forex, criptomoedas e apostas esportivas e depois que se "fundiu" com a Maximus os planos foram modificados para ganhos de cerca de 4% ao mês por meio de supostas operações de fomento mercantil.
Qualquer um que entenda de matemática financeira sabe que é possível que uma empresa pegue um empréstimo com taxas bem menores que 4% ao mês para financiar suas próprias operações.

Curioso, também, que a suposta atividade muda da água para o vinho, em dias os gênios financeiros evaporam e a empresa vira uma suposta boutique de investimentos. Sem falar que é dito que a Maximus já existe e opera há anos, apesar de ninguém nunca ter visto essa empresa (obviamente dá para pegar um CNPJ de alguns anos atrás para sustentar essa tese).
Há dois indícios psicológicos fortes que indicam que um suposto investimento é um esquema ponzi: o grande incentivo para chamar novos participantes e a aplicação da teoria da casca de cebola.

Pelo o que eu vi, o grande incentivo para chamar novos participantes não está presente na Maximus, porque acredito que ela seja somente a fachada para o término do golpe. Apesar disso, a Alcateia possuía um sistema de bonificações a partir de indicações de novos associados. Já a teoria da casca de cebola (explicada aqui) é onipresente, não se vê grandes investidores, os macacos velhos do mercado não caem facilmente em golpes.

Descobri que os esquemas de pirâmides Ponzi foram bastante utilizados pela máfia italiana para arrancar algum dinheiro da população menos esclarecida e sempre tinham uma fachada semelhante: uma empresa de investimentos que por algum método inovador conseguia rendimentos muito acima do mercado. Os mafiosos italianos eram mais espertos que os faraós brasileiros, porque, diferentemente dos cabeças da Kriptacoin, eles conseguiam esconder o envolvimento deles e tirar dinheiro do povo sem serem pegos. Vamos acompanhar as cenas dos próximos capítulos e verificar se os cabeças da Alcateia/Maximus conseguirão se aposentar nas Ilhas Cayman antes que as autoridades os encontrem.

Não, você não vai golpear o sistema bancário fiduciário e as odiosas reservas fracionárias participando de um esquema Ponzi, no máximo você poderá ser um piramideiro que se deu bem, mas nunca será um paladino da liberdade, como alguns acham que são. Se você caiu em um golpe desse tipo, preste atenção para não cair mais e faça um plano para recuperar o prejuízo financeiro. Por fim, o mural do hospício está aberto para lamentações e reclamações.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Comentários: Embraer 3T17

Estou acompanhando com lupa a Embraer desde o resultado do segundo trimestre, em que a empresa se saiu bem, considerando o cenário atual difícil e o câmbio valorizado. Como já tinha dito no post anterior, a Embraer é uma empresa difícil de ser analisada, porque ela não faz produtos triviais, não é uma empresa que pode ser administrada até por um idiota, muito pelo contrário. O negócio da Embraer exige muito gasto com pesquisa e desenvolvimento e a empresa precisa criar bons produtos para ser competitiva em um nicho do mercado de aviação global.
A própria Embraer já espera um resultado pior em 2018 do que neste ano, a razão disso é que ela está em fase final de implantação dois grandes projetos: O KC-390 e a linha de jatos comerciais E-2, explicados no último post sobre a Embraer. O primeiro jato comercial E-2 será entregue em Abril de 2018 e a Embraer já conta com uma grande carteira de pedidos confirmados para essa linha (backlog). O KC-390 segue no processo de certificação e não houve novos pedidos no trimestre, mesmo assim, ele está sendo apresentado para diferentes forças aéreas do mundo.

Nas últimas semanas as ações da Embraer caíram fortemente depois do anúncio que a Airbus vai comprar a linha de jatos da Bombardier que concorre diretamente com a linha E-2. O mercado espera que a concorrência aumente nesse segmento com investimentos mais fortes da Airbus, eu acho que é, de fato, um fator negativo para a Embraer, mas é um evento normal, nada catastrófico para as vendas futuras do E-2.
A Embraer reportou um lucro líquido ajustado de 238M, o que considero bom para o período que a empresa passa e pela situação econômica atual. A situação de endividamento da Embraer está controlada e mantenho meu "chute" de um lucro líquido anual de no mínimo 1,6B quando a empresa estiver na fase de "decolagem".
EMB-314 Super Tucano
O produto que surpreendeu positivamente no trimestre foi o EMB-314 Super Tucano, avião militar de ataque leve e treinamento projetado em 2009. Ele foi testado pela Força Aérea Americana para uma futura aquisição de aeronaves de baixo custo e recebeu a classificação máxima. O Super Tucano cumpre bem o propósito para qual foi projetado, é uma aeronave de baixo custo para treinamento, reconhecimento e apoio aéreo de solo, vale ressaltar que uma unidade do Super Tucano custa cerca de 10M dólares, enquanto uma unidade do caça "top of mind" da Lockheed Martin, o F-35, custa mais de 1B de dólares.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Android 10 anos

Nessa semana comemora-se 10 anos do lançamento do Android. Em 2007 despontavam-se no mercado os sistemas da Microsoft, Nokia, Symbian e Apple que subestimaram o Android como concorrente.

O Google estava por trás do lançamento, fomentando a tecnologia por trás desse sistema que buscava uma experiência muito melhor das diversas plataformas disponíveis no mercado. Como todos sabem, o IOS (sistema operacional desenvolvido pela empresa de Steve Jobs) é um sistema fechado, ou seja, não é possível que outros desenvolvedores criem ou modifiquem o sistema do Iphone.
Apesar das críticas do Iphone, o sistema mantém uma operacionalidade única para seus usuários, gabando-se da segurança de seus aparelhos.

Como prefiro o Android e, por ver diversos pontos negativos do Iphone para o usuário aqui no BRASIL, vejo que o sistema Android foi bem sucedido ao deixar sua plataforma livre para que outros desenvolvedores criassem aplicativos que fossem compatíveis com essa plataforma. Além disso, com a conta Google vinculada, conseguimos fazer um backup muito rápido de todos nosso contatos e diversas fotos que estavam num aparelho velho por exemplo.

Posso falar por experiência própria, seguindo minha opinião de que o sistema puro do Android nos telefones celulares é muito melhor para a experiência dos usuários. Como coloquei meu celular para consertar semana passada, tive a experiência de utilizar o sistema ultrapassado da Nokia, o Windows Phone.

Aqui no Brasil, não vejo vantagem das pessoas terem um IPHONE. Tirando a experiência única de ter um sistema "redondo" como esse, elenco alguns pontos negativos que dificultam a vida dos usuários aqui, tal como: carregador diferenciado, fone de ouvido diferenciado, Bluetooth não compatibiliza com Android e o próprio preço do aparelho. Sem falar nas pessoas que tem um Iphone, já conheci muitas, que não possuem internet no celular ou que querem "economizar dados" e ficam impossibilitadas de passar arquivos via Bluetooth (sabendo que isso é ultrapassado). Além dos carregadores e dispositivos caros que os usuários não querem pagar, acabam por utilizar carregadores velhos e remendados ou comprar os piratas disponíveis no mercado paralelo. Como falei antes, estou fazendo uma contextualização no BRASIL, com certeza para quem é americano a experiência é diferente.

Para termos uma noção em nível de utilização dos aparelhos no mercado mundial a distribuição é a seguinte:

Android: 86,2%
iOS: 12,9%
Windows: 0,6%
BlackBerry: 0,1%
O resto: 0,2%

Por fim, achei interessante a nova propaganda da Samsung que tira sarro do Iphone, fazendo uma alusão para que você "cresça" e compre um Samsung, achei a propaganda ótima.
Por fim, vejo que, por possuir um sistema que tende a ter muito mais aplicativos e sincronização mais eficiente (já ouvi comentários do tipo: mais eu sincronizo meu Iphone com meu Ipad, pois bem, mas você precisa ter um Ipad correto?), prefiro apostar no crescimento do Android na facilitação da vida do usuário brasileiro.

sábado, 4 de novembro de 2017

Viajante do Tempo e o Bitcoin em 2025

Em 2014, um perfil que se identificava como um cidadão que vivia no ano de 2025 disse ter escrito uma mensagem do futuro alertando para os perigos futuros de uma sociedade onde o bitcoin teria aceitação universal. Tal post foi originalmente publicado nesse link e voltou à tona no dia de hoje devido a esta tradução em português.
A história é muito bem elaborada, realmente prende a atenção do leitor e o emociona a ponto de confundir o raciocínio e faz crer na veracidade da história. Obviamente, a história é um fake, porque só vejo a possibilidade de mandar mensagens eletrônicas para o passado através de buracos de minhoca que conectem universos paralelos. Deixando a ficção científica de lado, vou comentar alguns pontos que achei interessantes da história.

A história já começa errando sobre a cotação do bitcoin em 2015, dizendo ter chegado a mil dólares em 2015, enquanto em nenhum momento desse ano ela passou de 500 dólares.

A parte das cidadelas independentes e da Nova Idade Média é interessante. Arrisco dizer que eu gostaria de ver isso acontecendo, apesar de achar que as criptomoedas não conseguirão acabar com os governos. Obviamente, se acontecesse a extinção da maioria dos governos (e extinção da elite globalista mundial) e organização da humanidade em pequenas sociedades, não acho que seria algo catastrófico como os eventos descritos no texto.

A África dominada pelos "pastel de flango" e pelos sarracenos também é hilária, de qualquer jeito, não acho que seria muito pior do que é hoje.

Sem dúvidas, a parte mais importante no texto e que é necessária mais reflexão é sobre o efeito da inflação e deflação. O autor do texto defende que inflação é uma coisa boa e que mantém a economia funcionando por meio de uma oferta infinita de dinheiro. Eu discordo fortemente dessa teoria, a inflação como conhecemos é somente uma forma dos governos cobrarem um imposto indireto, porque todas as novas moedas fiduciárias são criadas por eles. Dessa forma, eles elevam a preferência temporal porque o cidadão dono de moeda fiduciária tende a gastá-la antes que ela perca mais valor.
Uma sociedade pode funcionar com qualquer quantidade de valor monetário desde que ele seja divisível, e a ausência da criação de novas unidades monetárias não representa um risco para a economia, muito pelo contrário. A partir do momento que a moeda não é mais falsificável, há um incentivo maior para não gastá-la em consumo imediato e sim fazer investimentos de longo prazo para conseguir gerar um valor maior ao longo do tempo (mais moedas). Se o bitcoin virasse uma unidade de valor planetária, o preço dele tenderia a se estabilizar e ele não seria mais usado para especulação financeira, então haveria um incentivo maior para gastá-lo em investimentos. Dessa forma, o próprio mercado estabilizaria o valor do bitcoin, porque a necessidade de consumo e a possibilidade de investimentos, fariam com que as pessoas resolvessem gastar seus bitcoins ao invés de fazer hold AD AETERNUM como o texto sugere.
Por analogia: se um pão custasse hoje 2 reais, mas em 2018 custasse apenas um real, será que todos deixariam de comprar pão agora para comprar em 2018?

O que vou fazer agora? Já estou comprando minhas passagens de avião e negociando o contrato para viver na cidadela. Abraços!

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Fechamento Carnegie - Outubro

FALA CAMPEÕES! Hoje realizo o fechamento do mês de outubro, porém sem grandes novidades. Como comecei a realizar a troca da renda fixa para a renda variável, acabo por conseguir uma valorização que acompanha a subida  recente da bolsa.
A taxa Selic cai ainda mais, gerando um certo desconforto nos fundos de investimento que surfavam rentabilidades com a taxa em 2 dígitos. Agora que algumas rentabilidades se aproximam da poupança, há uma movimentação para baixar taxas de administração e modificar as estratégias de investimento desses fundos. Falo isso, pois vi alguns conhecidos que receberam ligações dos bancos para mudar as aplicações, colocar "alguma coisa" em renda variável. 


Estou num momento em que estou conseguindo investir pouco, em virtude de ter que realizar a troca do meu carro. Apesar de saber que a troca gera um custo adicional, tanto no nível de manutenção na troca de um usado (só em ultimo caso quero comprar um novo), tanto em custos de transferência, vejo que não tenho muitas alternativas no momento. Meu carro está chegando numa quilometragem um pouco elevada e penso que terei que gastar um valor considerável caso mantenha com ele futuramente. 

Na vida pessoal, estou procurando equilibrar investimento com gastos pessoais, já que, até poucos meses atrás, estava dando mais prioridade para a balança "guardar" mais do que "viver". Apesar de isso ser relativo e variar de pessoa para pessoa.

Como comprei um Kindle, e ainda estou me acostumando com ele, consegui terminar um livro que estava parado há um tempo. Lendo aos poucos, dependendo do dia e do momento. Terminei o livro 100 Ensaios.

Única alteração é a compra de um pouco de ITSA3.

IBOV últimos 30 dias: +0,56%
IFIX últimos 30 dias: - 0,43%
Poupança: 0,43% a.m

Rentabilidade mensal: +2,06%
Rentabilidade da carteira: 18,33%

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Fechamento: Outubro Anno 2017 - Barbarossa

A minha carteira completou o décimo mês seguido com rentabilidade positiva e alcançou estupendos 61,04% de rentabilidade acumulada! Nunca pensei que em um espaço tão curto de tempo seria possível crescer minha carteira em quase dois terços. Será que as previsões de alguns comentaristas do blog se concretizarão e minha carteira fechará no positivo nos doze fechamentos de 2017?
Rentabilidade da carteira Brasil: +0,64%
Rentabilidade da carteira USA: +3,80%
Rentabilidade da carteira de Criptomoedas: +41,90%!!!

Rentabilidade Total: +5,40%
Rentabilidade Anual: +61,04%

Dólar mensal: +3,32%
IBOV mensal: +0,06%
IBOV anual: +23,38%

Em outubro o ritmo de ascensão do IBOV foi interrompido por uma súbita freada. Estou bastante cético com continuações da alta do IBOV nos próximos meses, principalmente em 2018. Por isso, estou aumentando minha reserva financeira de liquidez imediata (que não é contabilizada nos cálculos). Minha intenção é utilizar parte da reserva financeira para comprar RV brasileira em um momento de queda do mercado, mas, por ora, continuo aumentando minhas posições em ativos defensivos de RV.
As urnas 100% anti-fraude (ironia)
Eu, particularmente, acho que o mercado brasileiro deve cair antes das próximas eleições, porque não acredito que um candidato do Establishment social-democrata/fabiano (Alckmin, Dória ou Huck) tenha condições de levar a eleição. Isso traria um desconforto no mercado, que vê esses candidatos como a melhor alternativa. Obviamente, eu não compartilho dessa visão.

A minha carteira USA serviu de Hedge nesse fechamento, apesar da carteira Brasil ficar praticamente parada, a carteira USA embalou na alta do dólar e conseguiu um resultado bastante satisfatório.
Já a carteira de criptomoedas foi a propulsora da rentabilidade e rendeu 41,90% só em outubro com a alta do Bitcoin, mesmo com a Litecoin e a Dash ficando praticamente estacionadas.

As mudanças na carteira foram:

-Início de posição em Taesa - TAEE11
-Compra de DASH
-Compra de Litecoin

Livros: Democracia, O Deus Que Falhou - Hans-Hermann Hoppe (em progresso).

Abraços!

terça-feira, 24 de outubro de 2017

A Preferência Temporal em Nossas Vidas

O filósofo e economista Hans-Hermann Hoppe desenvolve o importantíssimo conceito da preferência temporal em seu livro "Democracia, o Deus que Falhou". Esse conceito é totalmente negligenciado por economistas keynesianos, que dão ênfase no consumo e produção, já para a Escola Austríaca de Economia, com ênfase em investimentos, o conceito de preferência temporal é evidenciado.
A preferência temporal é a propensão em trocar um bem presente por uma maior quantidade de bens futuros. Em outras palavras, é a propensão a realizar um investimento para ter mais bens futuros do que gastar o mesmo insumo para ter menos bens no presente.

No livro é dado o exemplo da história de Robinson Crusoé, em que ele decidiu gastar seu tempo (insumo) para produzir uma rede de pesca para obter mais alimentos (bens). Robinson Crusoé poderia ter decidido continuar procurando outras formas de alimentos prontos, mas resolveu investir seu tempo para produzir um bem intermediário que possibilitaria aumentar a produção de alimentos. A citação de Crusoé exemplifica bem que nem todo investimento é financeiro. Bens intermediários, que aumentam a produção de bens finais, também são investimentos.

O processo civilizatório é caracterizado pela queda da propensão temporal, o ser humano passa, cada vez menos, a ter que gastar seu tempo e insumos para suprir suas necessidades básicas e começa a gastá-los para aumentar a sua produção futura de insumos. Nesse sentido, os governos são forças descivilizatórias, porque a taxação sobre os processos produtivos aumentam os riscos sobre investimentos e, como consequência, aumentam a preferência temporal dos indivíduos.

A Preferência Temporal na Prática


O conceito de preferência temporal pode ser aplicado tanto para macroeconomia, bem como para nossas próprias vidas. Estimando um tempo de vida de pelo menos mais de 80 anos (sempre estime alguns anos a mais, para não correr o risco de não planejar os últimos anos de vida), seria inteligente adotar uma preferência temporal mais baixa no começo da vida e progressivamente aumentar a preferência temporal em proporcionalidade com o aumento da segurança financeira.
Obviamente, os agentes da Matrix financeira ficariam muito tristes se todos adotassem uma preferência temporal baixa. Quem sustentaria o sistema com empréstimos e juros de cartão de crédito?

A sabedoria convencional propaga a ideia de gastança dos 15 aos 30 anos e uma vida desenfreada. Sou absolutamente contra essa ideia, já vi muito idoso sem dinheiro algum e com famílias totalmente desestruturadas, mas eu ainda não vi um idoso que se arrependeu de não ter se divertido mais e gastado mais dos 15 aos 30 anos.

Uma ideia interessante de Hoppe sobre a preferência temporal individual é a possibilidade do ser humano de manter uma preferência temporal sempre baixa, para maximizar o retorno durante mais de uma geração. Apesar de alguns enxergarem a herança com desdém, as grandes fortunas foram quase todas construídas por investimentos de sucessivas gerações, inclusive, as famílias da elite financeira mundial (Rothschild, Rockfeller, Astor, etc.) são todas bem estruturadas, diferentemente da intenção de todos os investimentos em manipulação comportamental para que a sua família não o seja.

Por Que a Preferência Temporal é Subestimada?


A preferência temporal é subestimada porque é um conceito importante demais e se todos se dessem conta de quão importante é ter uma preferência temporal baixa, pelo menos nos primeiros anos de trabalho, vários agentes da Matrix Financeira cairiam. 
É muito mais útil, na ótica de poder do governo, ensinar um conceito totalmente falho como a Mais-Valia, que é totalmente inútil do ponto de vista econômico, porque o valor dos bens é determinado pela demanda e não pela quantidade de trabalho. Aliás, pela ótica educacional do governo brasileiro, que reflete o pensamento do próprio Paulo Freire, a educação serve para formar cidadãos "críticos" (codinome para massa de manobra) e não ensinar em si. Espero que nos próximos anos fontes de conhecimento fora do controle estatal possam florescer para derrubar o "monopólio" do politicamente correto na educação.