quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Nossa mente é preguiçosa


Caros leitores, hoje voltarei a abordar o Livro Rápido e Devagar - Duas Formas de Pensar. O assunto que irei comentar é sobre o Conforto Cognitivo e qual a influência que esse tipo de pensamento acarreta em nossas decisões.

Podemos dividir o Conforto em duas vertentes, o Relaxado e o Tenso. Num estado de relaxamento, as coisas se encontram numa tranquilidade agradável e seu nível de preocupação se encontra baixo. Nesse estado mental estamos de bom humor e você confortavelmente confia em suas intuições. Na hora de realizar uma compra ou decidir um novo investimento, você se sente mais confiante, pois não tem nada a temer. O indivíduo se encontra num estado de que "agora vai dar certo", pois a sua intuição, o seu palpite parece ser quente. Seu cérebro está tentando te enganar! Esse conforto, essa sensação boa que está sentindo não poderá ser uma condição para realizar um procedimento específico.

Minha intuição diz que estou certo. Essa pessoa parece confiável, não vou nem me preocupar em conferir essa transação.

De outra forma, quando estamos Tensos, há uma maior probabilidade de estarmos desconfiados, confiando em poucos palpites e, o mais importante, iremos ficar mais preocupados em cometer erros. Nossa intuição fica diminuída. Vamos supor que você desconfia de um vendedor (você já tinha sido alertado para tomar cuidado com tal pessoa), na hora de fechar um negócio, ou fazer uma compra grande, será menos propenso a se deixar levar por confiar inteiramente na outra parte interessada. Essa sensação de desconforto é benéfica em determinadas situações.

Nunca fiz isso antes. Estou com uma sensação ruim, irei me preocupar com os detalhes, não quero ser enganado.

Um dos fatores explicados que auxiliam no Conforto Cognitivo é a repetição. Nada mais exemplar do que a mídia que nos bombardeia com inúmeros anúncios e propagandas. Jogar toda a culpa na mídia seria fácil. E as pessoas que convivemos? Você ouvir todos os dias que gastar todo o seu dinheiro com supérfluos é viver a vida. Repetidamente falado e argumentado por várias pessoas do seu círculo de influência. Você que pensa diferente é taxado de louco, sem propósito para a vida. O conforto cognitivo está em SEGUIR A MASSA. Isso que importa, você estará seguro de que torrar todo o seu dinheiro em bebida/festas será repetidamente aplaudido por seus amigos conhecidos. Lembre-se do que havia comentado no primeiro post, nosso corpo buscará sempre o MENOR ESFORÇO. 


Vamos refletir, qual a maneira mais fácil e difícil de aplicarmos nosso dinheiro. Mais fácil e mais divulgado (mídia, conhecidos, família) está em gastar todo o dinheiro que se ganha. Qual a maneira menos aprovada e mais dolorosa? Poupar uma porcentagem mínima do nosso rendimento. Se não estivermos atentos a essa abordagem, podemos ser levados por essa ONDA (muitos dizem Matrix) e acabar fazendo tudo aquilo que se torna mais fácil.

abraço a todos

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Variação Tesouro Direto - 2016


Hoje irei abordar de forma sumária a variação ocorrida nos Títulos Públicos do Governo Federal (clique e será encaminhado) neste ano de 2016. Como gosto de acompanhar diariamente, vi que as variações nos títulos são bastante interessantes dependendo de fatores da política econômica e as variações e os efeitos da política tanto interna como externa.

Recentemente, os títulos, antes da eleição americana, estavam com taxas relativamente baixas quando comparados com meses anteriores. Alguns dias antes do Presidente Trump ser eleito, o título NTNB -2019, por exemplo, estava com uma taxa de 6,03%, precificando a vitória da canditada Hilary e a manutenção dos mercados.

Após o episódio da eleição de Trump, o mercado como um todo reagiu, diminuindo previsões ou mudando a percepção do riscos. A dúvida gerada pela eleição fez com que as taxas subissem, no dia, para o mesmo título NTNB - 2019 para 6,51%. 

Hoje se encontra num patamar de 6,15%, muito abaixo do período da eleição do presidente americano. Como gosto de acompanhar, verifiquei que as taxas podem variar bastante em um curto espaço de tempo. Desde já, observo que a venda antecipada PODE causar prejuízos, porém quem carrega até o vencimento irá receber aquilo que foi estipulado.

Vejam nas figuras abaixo:


JANEIRO
Uma das melhores oportunidades do ano, com títulos beirando os 8% + IPCA.


ABRIL
Melhora inicial da percepção de risco e um rebaixamento das taxas comparado com janeiro, porém ainda elevadas

MAIO
Fato político: Antes do Senado abrir processo de Impechment da Ex-Presidente Dilma


Fato político: Senado abre processo de Impechment da Ex-Presidente Dilma. Verifiquem a variação em 48 horas (figura anterior).


Estabilidade nas taxas.

JULHO
Taxas bastante reduzidas. Vemos que hoje (novembro 2016) as taxas estão próximas do período citado.

AGOSTO
Fato curioso da elevação do Título IPCA 2019, não acompanhando os demais títulos.

SETEMBRO
Diminuição maior das taxas dos títulos. Quem comprou abaixo de 6%, verifica que há desvalorização caso haja uma venda antecipada (novembro)

NOVEMBRO
OPORTUNIDADE ANTES DA REUNIÃO DO COPOM?

Bitcoin como Reserva de Valor

O Bitcoin é uma commoditie financeira pouco usada e ainda desconhecida por muitos. A criptomoeda foi criada em 2009 com a finalidade de ser uma moeda de troca sem o controle de nenhum governo ou organismo, tendo utilização totalmente descentralizada, e propor uma alternativa às moedas oficiais.
Esse post não busca explicar o que é Bitcoin, mas, sim, explicar porque eu acho vantajoso possuir Bitcoin como reserva financeira. Eis os principais motivos:

I - Impressão ilimitada de dinheiro pelos bancos centrais

A criação ilimitada de dinheiro pelos bancos centrais tornou-se possível desde que o padrão ouro foi abolido e o dinheiro estatal passou a representar nada, ou seja, é uma moeda sem lastro nenhum, mas possui valor porque é utilizada em trocas comerciais.

A impressão de dinheiro e a inflação são duas ferramentas muito poderosas da burocracia governamental, com elas o governo consegue gastar mais do que arrecada e emitir dívidas numericamente infinitas, custeando toda forma de desperdício de dinheiro gastos governamentais. O cidadão, como sempre, é o idiota que paga a conta do governo, porque, enquanto o governo tem a impressora e diminui os valores reais da dívida pública com a inflação, o cidadão possui dinheiro que vale cada vez menos e tem que pagar preços crescentes.
Keynes e sua famosa técnica de desvalorização monetária
O Bitcoin também não é lastreado, mas a quantidade de Bitcoins possíveis no universo é finita e a maior parte já está em circulação, por isso, impera o princípio da escassez: quanto mais o Bitcoin for utilizado, mais ele valerá, porque a quantidade de Bitcoins no mundo é limitada.

II - Ausência de controle governamental sobre as transações

Cada vez mais, a receita possui mais olhos e mais tentáculos para tentar arrancar o dinheiro do povo. Antes do advento dos computadores, as receitas nacionais tinham muito menos ferramentas para espionar as transações e patrimônios de seus cidadãos. Hoje, em contrapartida, as receitas conseguem ter acesso quase total aos mínimos detalhes da vida financeira de cada alma que transaciona dentro de seu território. Alguns países mais orwellianos, como a Suécia, já sonham em acabar totalmente com o dinheiro físico e impor a todos as transações eletrônicas com vigia estatal.
Nas últimas décadas as taxas de arrecadação aumentaram muito em todo muito. Eu seria indiferente caso o dinheiro fosse utilizado com um mínimo de responsabilidade, mas como eu sei que boa parte desse dinheiro é direcionado para atividades totalmente inúteis (Lei Rouanet...), atividades que destroem a cultura nacional e a sociedade (financiamento à ideologias marxistas...) e corrupções diversas, isso me deixa profundamente indignado. Na época áurea do glorioso Império Brasileiro, a taxa de arrecadação de impostos correspondia a 14% do PIB, hoje a arrecadação de impostos corresponde a quase 40% do PIB brasileiro!

O Bitcoin permite que seu proprietário realize transações pseudônimas e sempre será impossível que a receita enxergue sua carteira, portanto é uma reserva totalmente invisível aos olhos da receita.

III - Baixo valor de mercado da base monetária de Bitcoin

Há apenas pouco mais de 16 milhões de unidades de Bitcoin em circulação no mundo e todos os Bitcoins do mundo valem apenas 11,78 bilhões de dólares, ou seja, menos que o valor de mercado da Cielo. Caso as transações com Bitcoin continuem crescendo, bem como sua utilização como reserva monetária, será inevitável que o valor de mercado aumente para comportar uma maior demanda de transações.

Valor unitário e valor da base monetária dos Bitcoin
Desvantagens do Bitcoin:

As principais desvantagens que eu identifico de utilizar o Bitcoin como reserva financeira são as seguintes: transações cada vez mais demoradas, possibilidade de surgimento de concorrentes e sanções governamentais.

As transações cada vez mais demoradas são um problema técnico do código dos bitcoins, esse contratempo poderia ser resolvido caso a comunidade Bitcoin chegasse a um acordo para que o tamanho do bloco fosse aumentado (não sou experto em computação e informática). Até agora, esse acordo não foi alcançado.

A possibilidade de surgimento de novos concorrentes com códigos melhores e transações mais rápidas é um grande risco, mas, ainda assim, é difícil que uma outra criptomoeda desbanque o Bitcoin como moeda com maior volume de transações. O maior concorrente do Bitcoin é a Ethereum, que promete ser uma criptomoeda 2.0, porém, até agora, não emplacou.

As sanções governamentais já são realidade em alguns países. Seria totalmente impossível proibir qualquer transação de Bitcoin, mas os governos tem poderes de desencorajar as transações, o que diminuiria a demanda e, consequentemente, o preço.

Conclusão:

O Bitcoin pode ser extremamente favorável como reserva financeira caso as premissas que indicam o aumento da demanda se confirmem, mas tudo (sempre) pode falhar miseravelmente, então não é muito recomendável assumir uma posição muito grande em Bitcoin em relação ao resto do patrimônio.

domingo, 27 de novembro de 2016

Discussão de Resultados: Taesa 3T16

TAESA - TAEE11
O último resultado da Taesa foi excelente para o que se espera de uma transmissora de energia no Brasil. A empresa manteve a alta rentabilidade, bem como manteve os excelentes indicadores operacionais. O lucro líquido no terceiro trimestre foi de 218M e a dívida líquida permaneceu em um valor adequado para o porte da empresa.

O segmento de concessões de transmissão de energia é o mais estável dentro do setor de energia elétrica. As empresas transmissoras são remuneradas de acordo com a receita anual permitida (RAP) da concessão, que independe da quantidade de energia transmitida. A Taesa é a maior transmissora privada, com cerca de 10 mil km de linhas operadas e, no mês de outubro, venceu a concessão de mais 1,3 mil km de linhas a serem construídas.
Há três tipos de concessões de transmissão no Brasil:

Categoria I: concessões anteriores a 1999 que foram renovadas em 2012 por mais 30 anos;

Categoria II: concessões leiloadas entre 1999 e 2006, com RAP fixa ajustada pelo IGP-M, mas com redução de 50% na RAP no décimo sexto ano de operação;

Categoria III: concessões leiloadas após 2006, com RAP fixa ajustada pelo IPCA, mas sujeitas a revisão tarifária.

A maior parte das concessões da Taesa faz parte da Categoria II e terão a diminuição da RAP entre 2016 e 2021, portanto não se deve esperar um grande crescimento de lucros reportados pela empresa nos próximos anos, embora a empresa ainda possa crescer caso arremate mais concessões nos próximos leilões. A Taesa também possui concessões da Categoria III, mas não possui nenhuma concessão da Categoria I.
A Taesa é um investimento extremamente conservador, possui receitas mais estáveis e previsíveis que muitos dos FIIs disponíveis no mercado. O P/L atual é de apenas 6,6 e o pagamento de dividendos é bastante elevado, o que, em minha opinião, justifica um investimento, mesmo que o lucro da empresa não cresça nos próximos anos.

NOTA: E

Taesa RI

Livro Rápido e Devagar - Duas Formas de Pensar

Olá pessoal,

hoje gostaria de recomendar o livro Rápido e Devagar - Duas Formas de Pensar de Daniel Kahneman. É uma obra constantemente discutida nas mídias que tratam de assuntos econômicos, fato que me chamou atenção. O livro tem um caráter técnico, porém de fácil leitura, apresentando assuntos que nos fazem pensar "puxa, é mesmo, nunca havia pensado nisso".

Fato curioso é que o autor recebeu o Nobel de Economia, sendo que Kahneman é formado em Psicologia. Ela é um ramo que está sendo, cada vez mais, discutida nos dias atuais, já que é verificado que fatores comportamentais estão interligados e tendo um peso cada vez maior na tomada de decisão. 



Como já tinha escrito sobre o livro o Poder do Hábito, vejo que fatores psicológicos nos influenciam em todos os ramos de nossa vida. Até mesmo na hora de escolhermos os melhores investimentos.

Como o livro é bastante subdividido em diversos assuntos, não quero esgotar o assunto nesse post. Também seria impossível, já que o livro é fruto de décadas de pesquisas. Pretendo comentar alguns fatores que podem nos auxiliar na percepção de questões que estão inseridos em nossa sociedade, e que não nos damos conta.

Primeiramente, o autor divide nossa mente em 2 sistemas distintos. 
O Sistema 1 (involuntário) e o Sistema 2 (voluntário). 

O Sistema 1 que opera rápido e automaticamente (involuntariamente). Ex: Responder 5 +5 ou dirigir um carro por uma rua deserta.

Sistema 1 (sem esforço)

Já o Sistema 2 opera atento as atividades mentais que incluem cálculos ou concentração em determinada atividade. Ex: fazer cálculos complexos ou concentrar-se numa conversa.

Sistema 2 ( atenção)

É interessante notar que o Sistema 2 e nossa mente, sempre investirá o menor esforço para se executar uma tarefa. Se estivermos fazendo tarefas extremamente complexas e precisarmos de atenção momentânea, quem entrará em ação será o sistema 1, que assumirá o comando nas emergências ( prioridade total a autopreservação).

FAÇA O TESTE DE ATENÇÃO

Sistema 1 e 2 em ação.

Um exemplo prático é quando estamos dirigindo um carro e alguém joga o carro em cima de nós. Rapidamente, tomamos uma decisão que não foi pensada naquele exato momento. É uma ação por reflexo, involuntária.  Nós tomamos diversas decisões ao longo do dia ao mesmo tempo realizando outra tarefa. Enquanto conversamos com alguém, podemos estar olhando para um jornal ou dirigindo um carro, sem muito esforço. 

Agora, vamos supor que temos que fazer um cálculo complexo em nosso trabalho, ou tomar uma decisão importante que exige atenção. O autocontrole para executar tal tarefa exige atenção e esforço. Por isso que algumas pessoas necessitam empenhar muito esforço para ler um livro por exemplo. E é também por esse motivo que, se não estivermos descansados o suficiente ou sobre efeito do álcool esse nosso "esforço" irá se enfraquecer. Precisamos ter autocontrole para tudo que nos exige um pouco mais de atenção.

Hoje irei estudar Economia (Sistema 2), puxa, estou tão cansado. Amanhã vejo qual é a melhor opção de investimento (menor esforço)

O que quero dizer com tudo isso?

A conclusão é que erros intuitivos são muito mais frequentes com pessoas esgotadas mentalmente. Então vamos supor que você terá que decidir a próxima ação que irá comprar ou próximo investimento que irá aplicar, porém naquele dia está cansado ou não dormiu direito (não tinha certeza ainda da melhor escolha). Seu cérebro irá alocar o menor esforço para tomar essa decisão. Cansado, o seu sistema 2 (autocontrole) irá fazer com que você tome uma decisão equivocada naquela determinada situação. Sempre procurando o menor esforço.

É muito mais fácil termos erros intuitivos em situações em que evitamos um esforço maior. É como se escolhêssemos tomar uma atitude, porém sem muito autocontrole e naquele momento fizéssemos uma escolha não tão acertada.

Alguns exemplos descritos no livro que mostram esgotamento mental:

Sair da dieta

Gastar demais em compras impulsivas

Reagir agressivamente à provocação.

Persistir menos tempo numa tarefa manual

Desempenhar mal tarefas cognitivas e tomadas de decisão lógicas.

Como foi sua reação diante delas?

Grande abraço.

sábado, 26 de novembro de 2016

Evento Cisne Negro - Trump

Planejei escrever esse post há duas semanas atrás, mas devido aos acontecimentos só consegui parar para escrever hoje.

Contra tudo e todos, Trump conseguiu vencer. A vitória nos estados de Wiscosin e Pennsylvania garantiram sua eleição e foi totalmente inesperada pela mídia convencional, porém alguns fatos escondidos pela mídia já davam pistas que Donald Trump poderia vencer nesses estados.
Crooked Hillary e sua pretensão de se
declarar presidente antes de ser eleita.

Pennsylvania e Wiscosin são considerados estados esquecidos, porque possuíam um grande poderio industrial que começou a ser sucateado na década 1990 e hoje enfrentam graves problemas econômicos e sociais. Trump foi o único candidato que lembrou-se dessa população esquecida e prometeu fortalecer a indústria americana e impor tarifas sobre países que praticam concorrência desleal, como a China.

A imposição de tarifas alfandegárias mais altas é claramente uma medida protecionista, mas, mesmo assim, eu concordo totalmente com sua adoção, não há como competir de igual para igual com um país que utiliza mão-de-obra semi-escrava. As políticas econômicas do Trump foram criticadas por vários supostos especialistas por serem protecionistas e cortarem impostos e gastos públicos, porém esses mesmos indivíduos apoiavam as políticas keynesianas dos democratas que prometiam aumentar os gastos públicos e impostos. Todos ainda testemunhamos o que aconteceu no Brasil após o colapso da política econômica keynesiana de Gilma/Ministro Margarina.

O evento Cisne Negro é caracterizado por ser a ocorrência de um evento de baixa probabilidade que pode mudar o rumo dos mercados financeiros. A vitória de Trump foi considerada um evento Cisne Negro, porque o mercado confiava muito nas pesquisas fraudáveis da mídia convencional, mas eu percebi vários indícios que a força de Trump era muito maior do que as pesquisas indicavam:

1) Os comícios do Trump lotavam estádios, enquanto os comícios da Hillary atraíam cerca de 400 pessoas.
2) Trump tinha um apoio muito maior na internet e em todas as redes sociais.
3) Hillary foi humilhantemente derrotada nos dois últimos debates.
4) Trump teve muito mais votos nas primárias do que o esperado pelas pesquisas.

Com base nesses indícios fiz duas apostas altamente conservadoras em um site de apostas offshore:
Apostei na vitória de Trump em dois estados onde os republicanos já haviam ganhado na última eleição, como a força de Trump era muito maior do que a do Romney, tomei como base as seguintes probabilidades:

1) Chance de 95% do Trump ganhar na Carolina do Norte para ganho de 110%.
2) Chance de 99% do Trump ganhar no Alaska para ganho de 20%.

Ou seja, se minhas probabilidades estivessem corretas (tudo indica que estavam), a aposta seria altamente vantajosa em termos econômicos. Coloquei pouco dinheiro, porque apostas e especulações são viciantes e nunca deve se deixar aberta a possibilidade de tomar um prejuízo enorme caso tudo falhe miseravelmente.

Eu utilizo o mesmo princípio de probabilidade versus ganho esperado em meus investimentos, claro que sou muito mais conservador do que fui nessas apostas, porque tento fechar todas as possibilidades de tomar um prejuízo grande caso tudo falhe miseravelmente.

Para finalizar, uma compilação de pessoas que riram da possibilidade do Trump vencer e tiveram que engolir o riso:

Melhor promoção da Black Friday: o Coisa Ruim aproveitou
 para comprar a alma do Fidel Castro com desconto.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Cervejas artesanais X Cervejas veneno-de-cobra

Saudações, caros capitalistas. Eu, Marcelo Barbarossa, retorno vitorioso da Cruzada dos Reis (na verdade foi uma penosa viagem a trabalho em que fiquei 2 semanas fora).
Tenho muitos colegas de trabalho que são a personificação do brasileiro convencional, gastam todo o salário com produtos supérfluos e ficam sem dinheiro no final do mês (não sejam como esses caras!). Esse tipo de pessoa é, geralmente, um grande consumidor das cervejas veneno-de-cobra (Ambev, Itaipava, Schincariol, etc.), gastam muito dinheiro em idas para bares e botecos onde conversam sobre assuntos superficiais e acabam pagando bem mais caro pela cerveja.

Eu evito participar desse tipo de confraternização, sou sempre o cara que bebe menos e sai no prejuízo na hora de pagar a conta, porque tenho que sustentar o vício em veneno-de-cobra dos meus colegas mais beberrões. Infelizmente, tenho que marcar presença nesse tipo de evento pelo menos uma vez a cada dois meses, para não me tornar o individualista aos olhos de outrem.

Alguns de meus colegas iniciaram um hobby part-time de fabricar cerveja artesanal, gastaram bastante dinheiro com a compra de equipamentos e insumos, mas o resultado foi bom, pelo menos bem melhor do que o veneno-de-cobra misturado com milho da Ambev. Claro, como se trata de um hobby ninguém ficou rico, pelo menos ainda, mas isso mostra a facilidade que é montar uma cervejaria artesanal e desafiar o monopólio das fabricantes de veneno-de-cobra.

De fato, as cervejarias artesanais arrancaram um pouco do mercado da Ambev, como já foi admitido pela própria empresa em algumas teleconferências anteriores. As artesanais custam um pouco mais caro, mas, em compensação, o consumidor bebe cerveja e não uma mistura de milho com arroz.

Comprei a cerveja acima há duas semanas atrás. Preço acessível para cerveja Weiss, boa qualidade e, claro, combina com a temática austríaca do blog. Brincadeiras à parte, é só um exemplo dos muitos pequenos fabricantes que se estabeleceram no Brasil nos últimos quatro anos e expandiram e dominaram um mercado em que, praticamente, só havia cervejas estrangeiras.

Retomando o assunto central do blog, no Brasil a única cervejaria de capital aberto é a Ambev, ela é uma excelente empresa no que tange à rentabilidade e é odiada pela grande maioria dos funcionários por causa das difíceis metas impostas. No momento eu não considero a Ambev como uma alternativa de compra, o preço por lucro está em 22,8, o que indica a necessidade de contínuo crescimento para que seja um investimento viável. Nos últimos anos o lucro ficou meio que estagnado e cresceu abaixo da inflação:
fonte: Guiainvest
Pelo gráfico de lucro líquido acumulado dos últimos doze meses da Ambev dá para perceber que o lucro continua, basicamente, no mesmo patamar de 2014. O maior motivo para isso é a crise econômica, mas as cervejas artesanais conseguiram arranhar um pouco da Ambev.

Eu prefiro beber pouco e com qualidade, porém é claro que a grande maioria de brasileiros convencionais não possuem essa mesma propensão, portanto não estou, de jeito nenhum, alarmando o fim dos fabricantes de veneno de cobra.

10.000


Gostaria de agradecer a todos os leitores que estão acompanhando esse blog, pois já alcançamos a marca de 10.000 visualizações. Acreditamos que partilhar novas ideias é o fator essencial para ganharmos conhecimento e para discutir diversas questões do nosso dia a dia. Estamos muito satisfeitos com a evolução da Blogosfera atual, já que existem inúmeros Blogs que compartilham do mesmo pensamento e que são parceiros do Blog Capitalismus.

Um forte abraço,
Capitalismus

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Aula de Inglês Online




Existem, hoje, diversas opções para se aprender um novo idioma. Uma dessas opções, além do tradicional Inglês em sala de aula existe o aprendizado totalmente online. Como passei pelas duas situações recentemente, escrevo minha opinião e meu ponto de vista sobre qual método é mais proveitoso e também como as escolas tradicionais conseguem mascarar o preço das mensalidades. Como queremos o método mais rápido no melhor custo e nas melhores condições de aprendizagem não temos muito tempo e nem recursos para ficar testando todos as escolas disponíveis no mercado.

 Time is money
Com certeza, quanto mais contato temos com diversos métodos, melhor para conseguirmos novos pontos de vista e novas informações. Normalmente um método acaba por complementar outro, e nos alinhamos melhor em uma parte específica de um deles e vice versa. Eu vejo que não existe osmose na aprendizagem, com certeza algumas  pessoas  conseguem aprender algum idioma vendo filme ou escutando música simplesmente. Eu nunca consegui aprender desta maneira, por isso que prefiro os métodos mais tradicionais.


Recentemente havia me inscrito num curso de inglês totalmente online e achei bastante proveitoso nos meses que fiz. Não vou citar a marca aqui, pois meu objetivo não é fazer nenhum tipo de propaganda. Sei que existem 2 grandes concorrentes tanto a Open English como a English Live (antiga Englishtown) apresentam a mesma linha de produtos oferecidos.


Num custo aproximadamente 1/3 mais baixo do que um curso tradicional é interessante para quem não quer comprometer grande parte da renda num curso de idiomas. A média do mercado para um curso presencial acaba ficando, onde moro, na base de uns R$ 330,00. Temos que levar em consideração que o custo do material sempre deve ser considerado no preço final. A mensalidade era cerca de R$ 250,00 num plano de 6 meses. Além disso deve-se somar o material que deve ser obrigatoriamente comprado na escola (tampouco posso pegar emprestado, tirar cópias para uso pessoal ou ficar sem o livro) num valor de mais de incríveis R$ 400,00 por semestre.  Somando esse valor com o valor da mensalidade, ficaria na média que comentei acima.

Há diversas formas de mascarar um produto, uma delas é oferecer itens obrigatórios que o aluno deve adquirir para cumprir a aula. Eu não concordo muito com esse método, pois se o aluno quiser absorver o contudo somente por método auditivo e visual, ou seja, aprende somente ouvindo  e assistindo a aula, sem fazer anotações ele deve possuir esse direito. Eu sei que um método deve ser seguido em aula, porém estou falando de pessoas maduras que querem realmente aprender a língua estrangeira. 

Vejo que as diversas taxas que são cobradas acabam por amedrontar futuros alunos. (O que acham a respeito?).  Na realidade eu nunca estava bem certo de quanto estava pagando sem fazer contas, pois há os materiais que deviam ser pagos e as taxas inclusas.

Nas escolas online não existe isso. Fato que achei bastante interessante.  A plataforma é totalmente online, existindo diversas ferramentas que auxiliam o aluno na aprendizagem.  Existe a gramática em aula e aulas em grupo com um professor habilitado de outro país. Gostei bastante do método auditivo, pois existem diversos vídeos que podem ser repetidos quantas vezes quisermos. Um ponto negativo, obviamente, é a falta de interação que temos com outros alunos, fator que na aula tradicional acaba por nos auxiliar.

Planejamento dos horários

Um fator extremamente interessante é a FLEXIBILIDADE em fazer o curso online. Se eu quisesse entrar meia noite  ou duas da manhã para fazer o curso eu conseguiria fazer. E inclusive poderia fazer aulas em grupo com professores. Como é uma plataforma em inúmeros países, não há problemas com relação há horários das aulas.

Por fim vejo que um método complementa o outro  e não recomendo para quem quer começar inglês do zero. Uma questão vejo que pode dificultar bastante no curso se refere a nossa atitude. Acaba que, mesmo não querendo estudar na aula tradicional nós nos obrigamos a ir para a escola de idiomas e assistir à aula, há um professor que pede que a gente participe e tudo mais. Na escola online não existe isso.

 Preguiça em ligar o computador e começar o estudo

Se você quiser passar um mês sem entrar, ninguém vai nos cobrar por isso (tirando a mensalidade é claro). Por isso que DISCIPLINA é o fator essencial, muito mais relevante do que a aula tradicional. Deve marcar uma, duas, três vezes por semana para realizar o estudo. Se você é uma pessoa que não tem essa característica muito desenvolvida, não recomendo fazer. Pra quem deseja aperfeiçoar o inglês com outro método acho interessante, pois  ampliamos a maneira de aprender outro idioma.
Grande abraço

sábado, 5 de novembro de 2016

Utilização do Seguro - árvore caiu em cima do meu carro


Foto que tirei do interior do veículo

Essa semana precisei acionar o seguro do meu automóvel. No momento em que comprei meu carro, há quase 2 anos atrás, havia entrado em contato com uma seguradora para verificar as condições de seguro e, assim que transferi o carro em meu nome, meu veículo já estava segurado.

Passado esse tempo, não havia utilizado os serviços da seguradora por qualquer motivo.

Nessa semana, houve um temporal muito forte e com grande incidência de ventos. Acabei deixando meu carro estacionado próximo de uma árvore grande, aparentemente sem nenhum problema estrutural. Pouco mais de 5 minutos de vento, essa árvore veio a tombar e, um dos galhos, veio a cair exatamente onde eu havia deixado meu carro estacionado (tipo batalha naval mesmo haha).

Verifiquei que havia danificado o para-brisa e um pouco da lataria e, ao constatar o dano, liguei para a seguradora do veículo. Achei muito bom o atendimento e, 24 horas depois, consegui trocar o para-brisa junto à uma oficina vinculada à seguradora. 


Após esse incidente vi que o seguro é extremamente importante, nós só nos damos conta na hora que, efetivamente, precisamos dele. Se eu tivesse que trocar por meio particular, iria desembolsar cerca de 4 vezes o valor que desembolsei para acionar a franquia.

Para quem não está familiarizado, há alguns pacotes que podem ser contratados na hora de pagar o valor do seguro. Há a parte da lataria (casco) que é a mais cara e os acessórios como para-brisa, faróis e retrovisores. Compensa pagar os acessórios porque a taxa é muito pequena comparada com o valor total desembolsado.

Conversando com algumas pessoas e trocando algumas informações, verifiquei que muitos não possuem seguro de seus veículos. Não estou me referindo a veículos velhos com mais de décadas de uso, me refiro a modelos bastante recentes ou pior, com um valor de mercado bastante elevado. 


Qual a lógica do indivíduo querer comprar um carro seminovo ou novo e não fazer o seguro? A lógica principal está em assumir o risco. Pensam que pode controlar incidentes como aconteceu comigo ou que podem controlar outros indivíduos no trânsito (desatenções que acarretam acidentes). Além disso, acham que conseguem controlar a desordem que é o trânsito hoje em dia. Concordo que o resultado de nossas ações é baseado nas nossas próprias atitudes e comportamentos. Arrisco um percentual acima de 90%. Esses 10% seriam destinados ao acaso, a sortes, a situações que não conseguimos controlar. Mesmo tentando controlar todas as variáveis, podemos estar no momento errado, na hora errada e acontecer algum evento que foge do nosso controle. 

Controle de riscos

Eventos são aleatórios e todas as nossas ações tem risco. Sair na rua a pé, andar de avião, pular de paraquedas têm risco. Tudo tem uma ameaça implícita, algumas situações mais, outra menos. Com certeza andar a pé, tem um risco diferente do que pular de paraquedas por exemplo. Como publicado nos artigos Defesa Residencial e Defesa Pessoal há maneiras de conseguirmos evitar zonas ou acontecimentos de risco. Vejo que possuir um veículo com seguro também entraria na situação de tentarmos mitigar o risco implícito que é dirigir. Assim como deixamos nossa casa com cercas e muros, o seguro proporciona tranquilidade no momento de incertezas. 

Indivíduos tentando assumir riscos

Acredito que, no caso do veículo próprio, não vejo que compensa assumir o risco de querer controlar situações caóticas como o trânsito e desastres naturais, a fim de querer economizar uma parte do orçamento. Sempre digo para quem quer comprar um carro, para avaliar todas as variáveis, deixando um valor separado para manutenção, depreciação e seguro.

É isso pessoal, só quis compartilhar uma reflexão que me ocorreu essa semana. Grande abraço!