domingo, 25 de junho de 2017

EUA Não É Exemplo de Capitalismo

Os Estados Unidos não são um exemplo de capitalismo, mas sim de corporativismo. As grandes corporações e grupos econômicos internacionais conseguem exercer tanta influência sobre o governo americano que governam independentemente dos nomes dos políticos eleitos e buscam benefícios para si próprios, enquanto tentam cercear cada vez mais os direitos básicos dos cidadãos.

Alguns leitores poderão me acusar de socialista, anti-americano, etc. O governo americano é quem é cada vez mais socialista, a cada década o aparato estatal americano fica maior, mais dólares são impressos e a carga tributária aumenta. Sou anti-americano no sentido de ser contra o sistema político dos EUA, um sistema político onde não importa quem é o vencedor, porque as políticas importantes permanecem sempre as mesmas.
Comparando o Brasil com os EUA, obviamente estamos em grande desvantagem quando o assunto é liberdade econômica, mas o que quero evidenciar nesse post é como o governo dos EUA tem políticas perversas tanto a nível mundial como doméstico.

A Construção dos EUA


Os EUA foram criados como uma república de repúblicas, onde o governo federal seria responsável somente pelas representações diplomáticas. Não estava previsto nem mesmo um exército nacional. O ideal criação dos EUA era o de um país com grande liberdade econômica, impostos mínimos e direitos individuais.

O espírito cultural da independência americana é iluminista e progressista, esse ideal por si só legitimou a expansão do estado por meio da participação "popular" no processo político. Outro ponto importante é a oposição entre progressismo e tradicionalismo, o progressismo é centrado na razão humana e, por isso, opõe os ideais moralistas e altivos do tradicionalismo que buscam inspiração espiritual.

Desde a independência até o final da Primeira Guerra Mundial, a sociedade americana gerou muita riqueza, o que permitiu que os EUA se tornassem a maior economia do mundo. O estado mínimo dos EUA foi crescendo até que se tonasse o monstro que é hoje, mas com a emissão de dólares mundialmente aceitos controlada pelo FED, além da riqueza e conhecimento acumulados por mais de dois séculos, não é difícil manter o posto de maior economia mundial.

O Sistema Político e Econômico atuais


Depois da última eleição, minha pouca crença na recuperação do sistema político estadunidense acabou totalmente. O candidato Trump fazia discursos inflamados sobre "drenar o pântano político", acabar com os lobistas, acabar com o lobby da Arábia Saudita, acabar com o Lobby das organizações globalistas e parar de financiar terroristas no Oriente Médio.

Aliança "estratégica" com os financiadores do terrorismo
O que ele faz quando eleito? Exatamente o contrário. Não dá para saber qual é o mecanismo que o sistema usa para controlar o presidente, podem ter ameaçado passar um Impeachment contra ele, ameaçado matar a família dele e também não descarto a possibilidade de tudo ter sido armado desde o começo. Nada impede que um agente da CIA, outro da NSA, outro do FBI, outro da FEMA e outro de uma agência que nem sabemos que existe chegou para ele e fez uma "proposta irrecusável".

Depois de tudo isso fica impossível ainda continuar achando que há a mera possibilidade de um presidente eleito conseguir mudar alguma política importante. O Trump até consegue influenciar algumas políticas domésticas, faz parte do jogo, mas depois de 4 anos chega um democrata impondo mais ideais desumanizadoras como ideologia de gênero, impostos sobre grandes fortunas e banimento progressivo do armamento civil.
No campo econômico, o governo americano cresce cada vez mais e toma partes cada vez maiores da geração de riqueza da sociedade.A Heritage Foundation calculou a arrecadação de impostos em 26% sobre o PIB americano, para nível de comparação a do Brasil é de cerca de 37%. Apesar de parecer um grande avanço em relação ao Brasil, 26% é uma já é uma taxa muito abusiva e o outro problema é que o governo americano gasta muito mais que esses 26%, por isso a dívida cresce a cada ano e a impressão de dólares é desenfreada. O FED ainda consegue controlar a inflação porque o dólar é uma moeda de aceitação mundial e porque, em uma negociação obscura, eles obrigaram os banco privados a comprar parte da dívida e deixar esse dinheiro imóvel, não circulando.

Todos os impostos são roubos, mas um dos impostos mais canalhas que existem no mundo é o sobre herança, é literalmente roubar os mortos, e em alguns estados americanos ele chega até 16%. Será que políticos como a senhora Hillary Clinton que defendeu um aumento nacional desse imposto planeja pagá-lo quando morrer? Obviamente, eles mandarão grande parte do patrimônio deles para Holdings em Paraísos Fiscais, onde ficarão imunes a esta cobrança, porém o cidadão médio americano não tem poder financeiro para mover o patrimônio para escapar desse imposto.
Eles usam brechas que o cidadão não consegue usar
Outro imposto amplamente defendido políticos e por empresários lobistas, até mesmo por Warren Buffet é o imposto sobre grandes fortunas. A lógica desse imposto é a eliminação da concorrência, as fortunas em paraísos fiscais continuariam isentas, e mesmo se os bilionários a pagassem, o dano maior seria para os negócios de quem não é tão rico. Dessa forma, os lobistas atuais diminuiriam o risco de surgimentos de novos concorrentes.
Já ia esquecendo do plano de desregulamentações do Trump, por motivos obscuros, ele foi forçado a abandoná-lo, as grandes corporações amam as regulações e fazem tudo para defendê-las, é um método muito eficiente para encarecer os produtos para o consumidor e criar inúmeras barreiras de entrada para novos concorrentes. Como resultado final, as regulamentações criam produtos semelhantes, caros e de má qualidade. Os EUA possuem muitas regulações, ainda não estão no nível da União Europeia, mas são suficientes para encarecer os produtos em geral.

Políticas de "Segurança"


"Partner Forces" financiadas e treinadas pelos EUA

As supostas políticas de segurança são a parte mais perversa do Deep State americano e nenhum presidente americano pode pensar em mudá-las. Elas são perversas tanto do ponto de vista doméstico como internacional. Na área doméstica podemos citar o controle cada vez maior sobre cada aspecto da vida dos cidadãos e as operações clandestinas das agências de segurança em território americano.

"Partner Forces"
Na área internacional o impacto negativo é muito maior. Os EUA financiaram a Al-Qaeda já no final da década de 1980 para ser utilizada contra a União Soviética, entraram em uma guerra inútil no Afeganistão, na qual o Talibã continua controlando um terço do território quinze anos depois, destruiu o Iraque e favoreceu a criação de grupos terroristas, destruiu a Líbia criando uma crise de refugiados e guerra civil sem fim e agora tenta destruir a Síria financiando curdos separatistas e terroristas de grupos ligados a Al-Qaeda.

Ao contrário da sabedoria convencional, as políticas externas estadunidenses não tem como objetivo melhorar o mundo, exportar democracia e nem mesmo melhorar a vida dos cidadãos americanos, mas sim satisfazer os interesses de dominação global dos grupos globalistas. Isso já aconteceu quando a OTAN se aliou aos bósnios e albaneses muçulmanos para destruir o nacionalismo sérvio e ocorre novamente quando a OTAN se alia a grupos terroristas salafistas para destruir o nacionalismo árabe-sírio.

Conclusão


Daria para escrever uma série de livros e ficar anos pesquisando sobre esse assunto, sempre surgiriam fatos novos ou que passaram despercebidos. Apesar do post ter ficado bastante grande é apenas uma gota em um oceano de assunto.

O intuito do meu post é confrontar a ideia de que os EUA são o país do capitalismo, confrontar a ideia clichê "vou no Mc'Donalds comer um Mc Lanche opressor capitalista". Lanche capitalista é o do comércio que dá desconto no dinheiro para sonegar imposto, e não o de uma rede como Mc'Donalds que faz lobby nos EUA para diminuir a competitividade dos pequenos empresários.

sábado, 24 de junho de 2017

Ranking de Rentabilidade - Maio 2017

Salve, confrades! Sobrevivi às consequências da delação da JBS e, com um pouco de atraso, eu declaro aberta a quinta edição do Ranking de Rentabilidade:

Série A: Masters of the World


Eu sou, pela primeira vez, o Big Cheese do Ranking, o Chefão, The Boss. Acredito que a Fortuna foi mais responsável por minha sina do que as minhas habilidades próprias de operação e manejo de ativos financeiros. Nesse ano eu fui muito favorecido pela grande apreciação das criptomoedas e também pela valorização de mais de 70% da Unipar, outras posições menores em ações como Grendene e Grazziotin também impulsionaram meu resultado. Claro que se eu criasse um método que rendesse 21% a cada 5 meses, eu seria um dos homens mais ricos do mundo em poucos anos, então não creio ser possível repetir meu desempenho Ad Aeternum.

O Economicamente Incorreto ficou em segundo lugar com sua carteira 100% focada em ações e composta apenas pelas empresas com balanços redondinhos, conseguiu o excelente desempenho de 17,28% até agora. O Surfista Calhorda ficou praticamente no zero e trocou de posição com o Economicamente Incorreto. O Pretenso Milionário teve uma rentabilidade levemente negativa e passou de primeiro para último da Série A. Aliás, as colocações da Série A, curiosamente, se inverteram desde a última edição, embora os 4 participantes sejam os mesmos.

Série B: Not Bad


Resumo dos desempenhos da Série B
Todos os investidores da Série B do mês de maio tiveram rentabilidades negativas, principalmente por causa da alocação em ações, mas, mesmo assim, todos ficaram com rentabilidades acima do IBOV. O Longe do Limite realizou uma ultrapassagem e sua carteira alocada 86% em ações e 14% em RF desvalorizou 1,56% no mês. O Investidor Defensivo perdeu uma posição e sua carteira composta por ações de 24 empresas diferentes ficou em sexto lugar no Ranking. O Zé Ninguém permaneceu em sétimo lugar e sua carteira focada em ações, mas com significativa participação de FIIs, aguentou parte da queda do IBOV e desvalorizou somente 0,57%. Carnegie é o novo integrante da Série B, desbancou o Investidor Convicto que caiu direto da Série B para a D. A carteira de Carnegie, focada em RF e FIIs e pouca participação em ações, sustentou a queda do IBOV e apresentou o modesto rendimento de 1,03%.

Série C: Pé-de-Chinelo



Resumo dos desempenhos da Série C
Todos os investidores da Série C tiveram rentabilidades positivas, embora modestas. O Aportador possui uma carteira bem diversificada com RF, PGBL, ações de empresas brasileiras redondinhas, FIIs e ETFs americanos. Essa carteira teve o módico rendimento de 0,01% em maio e, como resultado, a posição do Aportador segue inalterada. A rentabilidade de 0,93% alcançada pela carteira focada em RF e FIIs do Pobre Japa foi suficiente para que ele saísse da Série D e realizasse 3 ultrapassagens. Os FIIs e RF do Noob Investidor conseguiram conter a queda das ações e sua rentabilidade de 5,75% até agora o garantiu o 11º lugar no Ranking.

O Investidor Heavy Metal chegou substituindo o Investidor Livr3, que está desaparecido da blogosfera, postou a última rentabilidade em abril e deu poucas notícias depois que viajou para os EUA. Torçamos para que a NSA não tenha considerado sua presença na Burgerlândia uma ameaça à segurança nacional e tenha o convencido a realizar um suicídio. Heavy Metal ingressa no Ranking na 12ª colocação, com uma carteira com foco em RF, previdência, fundos multimercado e FIIs, nesta ordem, que rendeu 5,54% até agora e 0,44% em maio.

O Investidor Furioso era o primeiro na lista de espera do Ranking, mas seu blog teve vida curta e foi deletado, o segundo na lista era o Heavy Metal e o próximo é o Maromba Investidor.
 

Série D: Jênios das Finanças


Investidor Convicto pulando a Série C
Ainda não temos nenhum Jênio, propriamente dito, das finanças no Ranking, visto que todos conseguiram ficar, pelo menos, acima do rendimento da poupança. A carteira 2/3 RF e 1/3 RV do Meu 1º Milhão o garantiu a 13ª posição. A alta exposição do Investidor Convicto ao ETF BOVA11 foi responsável pela grande queda de sua rentabilidade no mês e, como resultado, ele despencou 6 posições no Ranking. O mês de maio também não foi fácil para O Idiota que teve uma desvalorização de 1,67% na carteira e ocupa o 15º lugar. O Investidor das Exatas segue na lanterna do Ranking e a rentabilidade negativa do fundo multimercado que ocupa 53% da alocação de sua carteira foi suficiente para ofuscar a rentabilidade dos 47% de RF, ficando com rentabilidade próxima de zero no mês.
Link para Ranking de Abril

Continuarei tentando fazer três posts semanais, mas às vezes estou cansado e sem ideias, ao que prefiro não fazer um post do que produzir um post meia-boca, então postei menos nas últimas semanas.

Abraços!

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Seguro Celular

Fala, pessoal. Hoje irei abordar um assunto que me chamou atenção essa semana, quando estava fazendo uma pesquisa de preços do celular Iphone 7 no comércio. Não tenho objetivo de adquirir esse celular porém estava acompanhando uma pessoa que tinha interesse em comprar o aparelho e veio a tona a discussão em se fazer um seguro para esse tipo de dispositivo.

O confrade Barbarossa já escreveu sobre esse assunto no post Mévio - Faça seu Próprio Seguro, mas senti que seria pertinente dar a minha opinião, bem como atualizar os valores cobrados para esse tipo de seguro.
Normalmente o seguro é oferecido para quem vai fazer uma aquisição mais cara, como por exemplo o Iphone 7 - 128 Gb (que estava procurando) - que está na faixa dos R$ 3800. Fui numa loja com uma amiga que estava pesquisando a compra desse celular, e, no momento de fechar a compra, o vendedor ofereceu um seguro para incluir no preço final.

O valor do seguro oferecido seria R$ 700,00, o que dá em torno de 20% do valor do celular, que estava na promoção por cerca de R$ 3400. Vale ressaltar que o valor do seguro é à vista, sendo que o valor parcelado permaneceria em torno de R$ 800,00. Dei uma pesquisada na questão dos seguros para dispositivos móveis quando cheguei em casa. É oferecido essa opção por algumas seguradoras, como Porto Seguro e Zurich ou por corretores de seguro.

Fiz a cotação na Porto Seguro, uma cotação completa, incluindo roubo, acidentes elétricos e danos por acidente. O valor ficou cerca de R$ 1000,00. Por corretor o valor ficou um pouco mais abaixo, cerca de R$ 740,00.

O que é interessante é que as seguradoras fazem uma diferenciação entre roubo, furto qualificado, roubo simples, perda e esquecimento. Ou seja, se você simplesmente esquecer o celular em algum lugar o seguro não irá cobrir esse acontecimento. O que o seguro não inclui, também, é o fato de você ser furtado, caso deixe o celular numa mesa, por exemplo (chamado de furto simples). Os tipos mais comuns de cobertura é o furto qualificado, quando você tem, por exemplo, a mochila rasgada para pegarem seu celular e o roubo, quando há a ameaça física ou verbal do meliante para pegar seu celular.

Pesquisei , rapidamente, outras opções de cobertura para celulares. Há o site chamado Pitzi que possui cobertura para acidentes, caso você deixe o celular cair e a tela quebrar. Não possuo maiores informações desse serviço, pois nunca utilizei, porém é uma outra forma de cobertura para celulares. No exemplo dado, os valores ficam entre 5% do valor do celular, bem abaixo do seguro tradicional.
Fazendo uma análise sumária, vemos que o valor base de R$ 700 a R$ 1000, corresponde ao preço de um celular mediano no mercado. Além disso, há a possibilidade de o indivíduo não utilizar o seguro (não ser roubado, nem furtado). Há o custo de oportunidade em não se utilizar esse dinheiro que seria destinado ao seguro (estaria deixando de gastar os R$ 700). Além disso, a depreciação do celular pode ser considerado no momento da utilização do seguro, ou seja, você poderá receber o valor menor do que foi pago na nota fiscal (tudo isso estará especificado no contrato).

Ainda como contraponto, a maioria das seguradoras não considera o furto simples como forma de seguro. Você poderá ser furtado e acabar se decepcionando em não conseguir fazer uso do seguro. É mais interessante pegarmos o valor não gasto no seguro e fazer uma reserva financeira para cobrir os gastos decorrente de algum tipo de acidente/incidente. Caso não ocorra nada, você terá o benefício de permanecer com este valor, fato que não acontece se, simplesmente, contratarmos uma seguradora.

Com relação a golpes digo o seguinte. O vendedor da loja afirmou que o valor alto para segurar o celular (sendo mais caro que um seguro de um automóvel médio ou residencial) é, em virtude do grande número de roubos desses tipos de aparelhos. Pesquisando mais a fundo sobre o assunto, vi que o valor alto, corresponde ao grande número de golpes que as pessoas fazem na garantia de ganhar outro aparelho. Seria mais fácil dar o golpe no seguro do celular do que de um carro por exemplo. Acredito que fazer um seguro pensando desta forma, além de imoral, não é o caso.
Por fim, defendo a ideia de não utilizarmos bens de consumo não duráveis para status (apesar de algumas pessoas defenderem o Iphone como bem de consumo durável). Além de necessitar de recursos que poderíamos utilizar em outras coisas, há todo um medo e receio de utilização desses aparelhos, tal como medo excessivo de utilizar na rua, medo de ser roubado, medo de deixar cair, gerando um custo benefício duvidoso em alguns casos. Tudo depende da necessidade de uso e qual impacto que uma compra fará no orçamento anual do indivíduo. 

Grande abraço!

domingo, 11 de junho de 2017

Ethereum: O Que É?

O Ethereum é uma moeda digital que tem chamado atenção nas últimas semanas, tanto pelo crescimento da cotação, bem como pelo fato de que o Banco Central de Singapura está testando o Ethereum para "tokenizar" sua moeda.

O Ethereum é uma moeda digital diferente das outras, porque ela não foi criada para ser utilizada como moeda, mas sim para que sua cadeia de blocos, blockchain, seja utilizada para digitalizar contratos digitais impossíveis de serem fraudados. É exatamente nisso que o Banco Central de Singapura está interessado, basicamente, está sendo planejado utilizar a Blockchain do Ethereum para digitalizar as transferências bancárias do Dólar de Singapura, com a finalidade conseguir infalibilidade de transações e maior velocidade.

A ideia de utilizar a blockchain para realizar contratos digitais inteligentes é difícil de entender, eu mesmo demorei algum tempo para entender e só aprendi o básico e a parte que mais me interessava, o valor da Ethereum como moeda.
A Ethereum não foi criada com o objetivo de transferir valores e criar reservas de capital, como o Bitcoin e a Dash, a ideia central é a utilização da cadeia de blocos para o registro de contratos digitais, e a moeda Ethereum não é uma moeda propriamente dita, mas sim um token que representa o poder de processamento da rede.
A Ethereum quadruplicou de preço nos últimos 30 dias
Diferentemente das outras moedas digitais, a capacidade de mineração dos mineradores de Ethereum é limitada pelo número de Ethereum possuídos por cada um, dessa forma, os mineradores de Ethereum precisam possuir carteiras grandes e o Hardware de processamento adequado para serem recompensados pela mineração e realizar o processamento da blockchain. Outra diferença é que as moedas digitais propriamente ditas têm um número máximo de unidades possíveis, enquanto o número máximo de Ethereum é infinito, pois a cada bloco, que agora é liberado a cada 17 segundos, são emitidos 5 Ethereum, ou seja, a cada 17 segundos, pela cotação atual, mais 5000 reais em Ethereum entram em circulação.

Conclusão


A Ethereum não foi idealizada sob o princípio de transferir ou guardar valores, portanto acredito que existam moedas mais adequadas e com emissão máxima fixa que possibilitem fazer isso melhor. Não tenho interesse em usar a cadeia de blocos do Ethereum para realizar contratos digitais, porque não sou um programador ou represento uma grande empresa, tampouco tenho interesse em minerar, porque isso só é viável em países com baixo custo de energia elétrica. Investir em hold de Ethereum pode ser lucrativo por causa da crescente utilização da rede, mas acredito que as moedas digitais defacto sejam investimentos melhores.
Para comprar Ethereum é só seguir os passos informados nesse post

Pretendo colocar no ar o Ranking de Rentabilidade amanhã, estou esperando o pessoal que não atualizou. Abraços!

sábado, 10 de junho de 2017

Comentários: EZTEC 1T17

EZTEC - EZTC3:

A EZTEC é a empresa de ponta do setor de construção civil e incorporação, mesmo em um cenário econômico de baixa demanda imobiliária, a empresa continua tendo lucro e conta com uma posição financeira forte para passar ilesa por crises ainda maiores. O segmento de construção civil é extremamente instável, então acho importante optar pelas empresas mais resilientes do setor, mesmo que as ações possam estar mais caras em uma comparação direta.
As vendas líquidas ficaram próximo de zero, porque a empresa não lançou nada no trimestre, diminuiu o ritmo de obras diante da baixa demanda e os distratos continuaram altos, mesmo assim, a empresa conseguiu um bom resultado, lucrando 32M no trimestre, grande parte disso por causa do resultado financeiro oriundo do caixa líquido de 142M e dos recebíveis performados de empreendimentos imobiliários.
Lançamentos de 2017
Adquiri as ações EZTC3 de minha carteira no final do ano passado. Minha intenção é lucrar em uma virada do mercado imobiliário, porque o setor é extremamente cíclico e a EZTEC, por ser a empresa de ponta do setor, poderá ser muito beneficiada, porém não tenho pressa, pode demorar 3 ou 10 anos para que essa virada ocorra, enquanto isso permaneço recebendo os dividendos e, provavelmente, tendo uma rentabilidade decente.
Ainda não foi vencida a tendência de enfraquecimento que começou em 2013

terça-feira, 6 de junho de 2017

Quem Trabalha Muito Não Tem Tempo para Ganhar Dinheiro

Li a frase do título pela primeira vez há alguns anos atrás em uma matéria sobre pessoas que ficaram milionárias na bolsa e, por muito tempo, fiquei pensando sobre ela. A frase faz sentido em minha opinião, apesar de não ser um axioma matemático, faz sentido para a maioria das pessoas e, por isso, a maioria não consegue nunca atingir a independência financeira e fica dependendo do governo, parentes, etc. Vivem a corrida dos ratos.

Somente o salário não significa tudo


A frase acima é um clichê, mas não deixa de ser verdade. Apesar de ser conhecida, o brasileiro convencional não entende o seu significado amplo. Quem ganha um salário mensal maior tende a gastar com futilidades que não garantem uma qualidade de vida. Obviamente, não adianta o sujeito ganhar muito e continuar endividado, porque não consegue controlar os gastos.
Existem, basicamente, dois tipos de ganhos: os ganhos sobre trabalho e os ganhos sobre patrimônio. Para as pessoas organizadas, os ganhos sobre trabalho tendem a crescer em ritmo aritmético e os ganhos sobre patrimônio tendem a crescer em ritmo exponencial. Um sujeito que começa a investir com 20 anos pode nunca ter um salário tão grande como outro que começa a investir com 30 anos, mas mesmo assim possuirá mais patrimônio e renda total maior.

Dificuldade de investir corretamente


As pessoas que trabalham muito ficam com menos tempo para estudar e avaliar investimentos, por isso acabam optando por investimentos ruins. Eu conheci alguns médicos e engenheiros excelentes nas suas respectivas áreas, mas que eram totalmente mulas quando se tratava de investimentos, como resultado eles deixavam de ganhar dinheiro por não terem ideia do que fazer para investir o que ganhavam.

Agregar valor


Você não vai ficar rico somente acordando cedo para trabalhar, este pode ser um primeiro passo, mas é nada mais do que isso. Você é remunerado conforme o valor que seu trabalho agrega para a sociedade e o valor é determinado fortemente pela especialização do seu trabalho.

O Neymar ganha dinheiro aos baldes porque ele tem uma habilidade muito grande no futebol, a sociedade cria valor nisso por causa do valor como entretenimento. Não adianta ficar se remoendo e dizendo que trabalha mais que o Neymar, mas não ganha nem 0,01% do salário dele. O trabalho dele é extremamente difícil de ser replicado e o seu trabalho pode não ser.
Procure se especializar para que seu trabalho agregue valor. Não adianta ficar trabalhando como carregador de saco de cimento (sem desmerecer esse trabalho) a vida inteira e reclamar do salário.

Saúde


Napoleão dizia: "seis horas de sono para um homem, sete para uma mulher e oito para um tolo", mas ele morreu com saúde abalada ainda relativamente jovem, dessa forma, não acho que a frase dele faça tanto sentido. O tema de quantas horas devem ser destinadas para dormir é discutível, mas eu não acho saudável dormir menos que seis horas por noite, acho saudável dormir, pelo menos, sete horas por noite.

Claro que eu aguentaria dormir 4 horas por noite e não fazer nenhum exercício físico para trabalhar e estudar mais, mas isso não é nem um pouco saudável. Acho que viver dessa forma vai causar mais gastos futuros com recuperação da saúde do que proporcionar lucro com aumento de salários e ganhos sob trabalho.

Conclusão


Assim como na curva de Laffer, acredito existir um ponto de máximo aproveitamento do tempo trabalhado. Trabalhar pouco no começo vai te deixar mais pobre, bem como trabalhar demais e não ter tempo de se especializar, degradar sua saúde e não conseguir investir. Em tudo é necessário equilíbrio e essa lógica também se aplica sobre o trabalho.
P. S.: a matéria sobre os novos milionários era bem fraquinha, pegou alguns casos de pessoas que ficaram ricas com opções da Petrobras no dia da descoberta do pré-sal e mais algumas exceções que, por algum fato aleatório, ficaram milionárias rapidamente.


segunda-feira, 5 de junho de 2017

Fechamento: maio 2017 Carnegie


Fala doutores da blogosfera!

Hoje estou postando o fechamento financeiro do mês de maio. 
Consegui uma rentabilidade de cerca de 1%, vinculado, principalmente aos investimentos em renda fixa e FII.

IBOV últimos 30 dias: -5,04%
IFIX últimos 30 dias: + 0,78%
Poupança: 0,52% a.m
Rentabilidade mensal: 1,02%
Rentabilidade da carteira: 8,19%



Fiquei com rentabilidade acima do IBOV e do IFIX, não tendo prejuízo apesar da condição de queda acentuada da bolsa no final de maio. Como dizem, compre quando todos estão vendendo e venda quando todos estão comprando, apesar disso, não tinha caixa pra aproveitar o momento de barganha momentânea na bolsa, motivadas por uma notícia (áudio do Presidente Temer). Pouco depois, houve uma recuperação razoável da bolsa, em virtude dos preços estarem bastante subavaliados naquele momento. Inclusive ações perdendo 50% em 1 dia, e o caso da JBS perdendo cerca de 30 % no período.

Não tem como adivinhar os famosos cisnes negros, por isso que um pouco de estratégia que encontra a melhor oportunidade acaba sendo bastante interessante para pescar momentos como esse.

Aproveitei para comprar um pouco mais de ações do Banco do Brasil, permanecendo numa pequena desvantagem técnica no preço médio após o Circuit Breaker, já que estava com um lucro de mais de 7% com relação a minha primeira compra no mês de abril e início de maio.



Compra de JBS após as delações, em virtude de acreditar numa melhora a longo prazo da empresa e, pelo pagamento da multa ser responsabilizada pelo grupo controlador. Agora vamos observar como a empresa irá reagir a enxurrada de críticas, boicotes, etc.

Compra de JSRE e XPGA (atualmente MXRF), ambos fundos de investimento imobiliário em papel. Aos poucos, vou saindo da posição em renda fixa, em virtude da queda da SELIC e entrando, cada vez mais, em ações.

Livros lidos no mês: O Jeito Peter Lynch de Investir - Recomendado

Frase da semana, retirado do livro Sonhe Grande (que trata da construção do império de  Jorge Paulo Lemann):

"Todas as pessoas que eu já vi que se preocupavam com centavos nunca fizeram nada grande"

grande abraço a todos e bons investimentos.


sexta-feira, 2 de junho de 2017

Bala-de-Prata nos Investimentos

Salve, confrades! Vou explicar nesse post um pouco mais sobre a estratégia da Bala-de-Prata que eu citei no último fechamento. A ideia básica desse tipo de estratégia é selecionar, por meio da análise fundamentalista, um grupo de empresas, por algum motivo, desprezadas pelo mercado em que é possível a retomada de crescimento da empresa ou um ajuste do valor das ações da empresa a um patamar justo.
É basicamente operar a ineficiência dos mercados.

Desenvolvi minha estratégia pessoal com base nos ensinamentos do Peter Lynch, o livro dele é muito bom nesse sentido. Lynch dá vários exemplos de empresas desconhecidas ou desprezadas em que foi possível encontrar uma ten-bagger, ação que multiplica o capital investido por 10 em dez anos.
A estratégia que desenvolvi envolve operar o "submundo" do mercado acionário. Assim como na Internet, em que existem os sites alcançados pelos mecanismos de busca e a Deep Web, a qual os mecanismos de busca convencionais não têm acesso, o submundo do mercado acionário também segue essa lógica. Os grandes fundos de investimento não podem investir nas ações com pouca liquidez do submundo, então elas tendem a ter preços muito mais subvalorizados.

A Unipar era um caso de empresa do "submundo" do mercado acionário, quando custava 4,40 reais em 2014 ela era totalmente desprezada, não era nem citada em portais de notícias. Agora que recuperou a lucratividade e fez um ótimo negócio comprando a Solvay Indupa, voltou às manchetes do jornalismo financeiro e já recebe recomendações de compra de casas de análise especializadas.

Nesse caso eu consegui agir como Smart Money, comprei muito antes do investimento ser visado pelo mercado.

Infelizmente, essa estratégia envolve a assunção de prejuízos, não dá para ter sucesso em todas as empresas que analisamos, porque não possuímos bola de cristal e os fundamentos futuros podem não se concretizar. Claro que se as estratégias forem bem planejadas, esse tipo de investimento pode dar muito lucro. No meu caso, eu estou ganhando 150% com a Unipar desde 2014, mas perdi cerca de 35% do investimento na infame Prumo, ou seja, o lucro cobriu com folga o prejuízo.

O princípio básico desse investimento é encontrar empresas com negócios rentáveis, mas que passam por alguma dificuldade temporária ou por causa do tamanho são desprezadas pelo mercado.
Essa estratégia só deve ser usada por investidores com conhecimento em análise fundamentalista, porque existem muitas empresas fraudulentas no submundo e que de tempos em tempos são infladas por alguma bolha. Recomendo antes ler a Tríade dos Investimentos: O Investidor Inteligente, Ações Comuns Lucros Extraordinários e O Jeito Peter Lynch de Investir, a qual abordei nos posts I e II sobre como comecei a estudar investimentos.

Para diminuir riscos não dá para concentrar muito capital inicialmente em uma só empresa. Eu começo com um grupo de empresas em que invisto pouco dinheiro e vou aumentando progressivamente conforme os resultados vão melhorando, se a empresa começar a se deteriorar, eu retiro meu capital.

Por fim, deixo minha homenagem ao ex-blogueiro Zé Mobral, que operava com maestria essa técnica há alguns anos atrás, lembro que ele analisava quase todas as Small Caps e, corretamente, peneirou a Bematech, embolsando um grande lucro nessa ação.

Abraços!

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Fechamento: Maio Anno 2017 - Barbarossa

Salve, confrades! Consegui um desempenho excelente esse mês. Friso que nem tanto por causa das minhas habilidades de operação no mercado bursátil, mas, somente porque, por causa de decisões passadas, peguei ventos favoráveis em um mar revolto.
Rentabilidade da carteira Brasil: +3,50%
Rentabilidade da carteira USA: +3,05%
Rentabilidade da carteira de Criptomoedas: +65,39% !!!

Rentabilidade Total: +6,05%
Rentabilidade Anual: +21,85% 
IBOV mensal: -4,12%
IBOV anual: +4,12%

O meu desempenho da carteira Brasil ficou muito acima do Ibov por causa da minha "bala-de-prata", a Unipar, que subiu aproximadamente 31% em Maio após divulgar um ótimo resultado.

A justificativa que usei para adquirir a Unipar pelo equivalente a 4 reais, há 3 anos atrás, foi a seguinte: 1) A Unipar era uma empresa extremamente barata e muito subavaliada pelo mercado. 2) Estava gerando bastante lucro e recomeçou a distribuir dividendos 3) Era totalmente ignorada pelo mercado por causa do controlador duvidoso e por ser Penny Stock.

Gosto da estratégia do Peter Lynch: comprar empresas esquecidas ou com má fama, porém nem sempre consigo êxitos. Há 3 anos atrás tinha menos conhecimento e cometi o erro de comprar Prumo depois que a EIG comprou o controle da empresa. Após perceber que o projeto daria errado, comecei a montar uma estratégia de saída. Concretizei a estratégia esse mês, saí em um pequeno prejuízo, e troquei toda minha posição por JBS.

Acredito que poderei repetir o sucesso que consegui com Unipar na JBS daqui a alguns anos, o futuro dirá se estou certo ou errado. De qualquer jeito, lembro que deve-se sempre perder de colher e ganhar aos baldes. Perdi de colher na infame Prumo e ganhei aos baldes na Unipar.
As mudanças na carteira foram:

-Aumento de posição em Excelsior - BAUH4
-Aumento de posição em HGRE11
-Venda total de Prumo - PRML3
-Aumento de posição em JBS - JBSS3
-Compra de Bitcoin
-Compra de DASH

A carteira USA valorizou-se principalmente por causa da apreciação do dólar e a carteira de Criptomoedas explodiu, tanto a DASH como o Bitcoin apreciaram muito nesse mês.
Como eu amo o cheiro da Independência Financeira pela manhã!
Abraços!

domingo, 28 de maio de 2017

Recomendação de Livro - O Jeito Peter Lynch de Investir


Olá camaradas do blog, como estão?

As estratégias vencedoras de quem transformou Wall Street

Hoje irei recomendar o livro - O Jeito Peter Lynch de Investir - que trata de alguns princípios de análise fundamentalista na ótica de Peter Lynch, um dos maiores gestores de ações americanas. É uma obra extremamente interessante para aqueles que buscam entender como Peter Linch analisa seus investimento. Desde já afirmo que é uma bibliografia que vai auxiliar o operador básico ao tratar de análise fundamentalista. Em minha opinião, acho muito mais válido aplicarmos nosso tempo em análise dos fundamentos das empresas, sabendo seus prospectos e situação gerencial, do que investirmos tempo na busca de acercar o "cu da mosca" ou identificar tendências na análise técnica. No meu caso, vi que o investimento a longo prazo é muito mais interessante do que a compra e venda constante de um ativo.

Desta maneira faço uma ligação com o livro citado, pois ele dá algumas ferramentas para analisarmos sumariamente a condição de uma empresa. Endividamento, Patrimônio Líquido, Razão entre Preço e Lucro são alguns dos conceitos abordados.

O grande diferencial do livro é a maneira descontraída do autor em escrever um assunto relativamente técnico, passando um pouco da sua experiência no mercado. Ressalto que a edição foi escrita no ano de 1989, por isso tempos que nos adequar ao momento histórico da época. Mesmo assim, vejo que quase todos ensinamentos continuam válidos até hoje. Muitas vezes trocam-se os ativos ou algumas empresas quebram, porém a maneira de avaliá-las continua-se a mesma.

Ensinamentos

O livro trata de diversas questões a serem abordadas, por isso irei abordar algumas que achei mais interessante e importante e, as que mais me chamaram a atenção.

1) Comprar ações de empresas que entendemos. Basicamente é saber a atividade fim de uma empresa de acordo com o que sabemos sobre o setor envolvido. Vamos supor que tenho muita experiência no ramo imobiliário e compro ações do ramo da tecnologia, que tenho pouca familiaridade. Qualquer alteração mais forte no preço da ação vai nos gerar dúvida e não saberemos a condição real da empresa para passar por aquela situação.

2) Buscar empresas com lucro constante ou crescimento constante. Analisando o balanço da empresa,  poderemos verificar a evolução no lucro da empresa com o passar dos anos. Comprar empresas consolidadas no mercado é muito mais assertivo quando comparadas a empresas iniciantes que ainda não apresentam lucros consistentes.

3) Ficar atento a oportunidades que estão a nosso alcance. Por exemplo, há uma empresa de capital aberto na região onde moramos que está em rápido crescimento e com potencial de expansão. Podemos utilizar isso como métrica ao se analisar aquele determinado ativo. O contrário também vale quando estamos  analisando uma empresa e notamos que ela não se preocupa com processos básicos de venda ou atendimento ao cliente. No livro, Peter Lynch estava interessado na compra de ações do ramo dos motéis. Para isso ficou hospedado algumas vezes em diferentes regiões para verificar "in loco", a real situação da empresa, atendimento, etc.

4) Não desconsiderar comentários de usuários ou empregados de uma determinada empresa. Ter informação privilegiada é crime e muito difícil de conseguir para o pequeno investidor, porém observar comentários de quem está inserido no próprio meio é importante para termos uma maior noção da real condição da empresa. Apesar do livro se basear em ações americanas (há um número maior de empresas de capital aberto quando comparado com o Brasil), podemos exemplificar esse ponto com uma empresa do varejo. Vemos que, em todas as unidades que fazemos nossas compras há um péssimo atendimento e que os preços não estão competitivos, e somado a isso, os empregados reclamam da empresa e que não se sentem satisfeitos com o próprio local de trabalho (desorganizado), é um ponto que devemos levar em consideração em nossas análises.  Fazendo um contraponto com essa ideia, não é a toa que muitos gestores vão às empresas para ver "ao vivo" a produção, comercialização de um produto, etc. A realidade, algumas vezes, foge um poucos das tabelas e planilhas do Excel.

5) Acreditar em si. Achar que analistas experientes sabem de tudo seria acreditar que todos que são formados em economia ou operam o mercado são milionários. Sabemos que isso não é verdade. Se tivermos vontade e capacidade de aplicar métricas fundamentalistas da melhor maneira, podemos tirar proveito do mercado financeiro. Acreditar no próprio potencial é imprescindível em qualquer área de nossa vida, principalmente no mercado financeiro.

6) É analisado o comportamento das empresas de crescimento lento (muitas vezes menos arriscadas e mais estáveis), empresas confiáveis (aquelas que não abandonarão o negócio), empresas cíclicas (muito mais suscetível a variações econômicas, tal como o setor automobilístico), empresas de crescimento rápido (setores de tecnologia por exemplo), empresas com ativos ocultos ( ativos incorporados tem um valor expressivo no valor patrimonial) e, por fim, a análise das empresas em recuperação (empresas com potencial de valorização a longo prazo).

7) Destinar pelo menos 1 hora por semana para fazer uma busca sobre investimentos. Diria que seria o estudo de mercado, verificando o investimento mais apropriado para aquele determinado momento.

8) Ser paciente, pois as ações não sobem porque estamos monitorando suas cotações.

9) Ao selecionarmos uma ação, devemos dispor do mesmo tempo que dedicamos para a compra de algo importante, tal como um carro por exemplo (não estou comentando das exceções)

10) Ter uma visão de longo prazo. Acredito que seria o core do livro, pois são tratados diversas questões que tratam do investimento para que sejamos realmente os donos de uma parte da empresa. Esse conceito é bastante interessante, pois estaremos com uma pequena fatia da empresa em nossas mãos. Sabendo analisar corretamente os fundamentos de um negócio é de extrema necessidade para evitarmos aborrecimentos futuros.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Autenticação 2FA - Google Authenticator

Salve, Confrades! Falarei nesse post sobre a autenticação por dois fatores (2FA) e o aplicativo Google Authenticator, que possibilita uma forma fácil de usar essa técnica para proteger suas senhas.
Qualquer senha utilizada em um serviço de internet nunca será totalmente segura por si só. Existem inúmeros meios de roubo de senhas e os mais comuns são: instalação de spywares que captam as telas de computador ou as teclas digitadas no teclado, roubo de senhas em sites não criptografados (para pessoas que usam a mesma senha para todas as contas) e exploração de vulnerabilidades em programas para conseguir as senhas.

A autenticação de dois fatores é uma forma de ampliar a segurança mandando um código que o usuário da conta terá acesso somente na hora de logar. Uma forma comum de autenticação 2FA é por código enviado por SMS para o celular do usuário.

O Google Authenticator é um aplicativo que facilita muito autenticação 2FA, porque ele gera continuadamente um código que tem 30 segundos de validade para o login, dessa forma, não é necessário aguardar o SMS ou um email.

O aplicativo garante uma segurança de contas muito alta, porque a partir de um QR Code ou de um código de caracteres, ele cria uma sequência de códigos únicos que somente você e o site que custodia sua conta possuem, logo, mesmo que um canalha descubra sua senha, ele não conseguirá acessar sua conta sem ter acesso ao seu código de autenticação.
A imagem acima é um exemplo de Google Authenticator em um smartphone, o código de 6 números que é mostrado tem validade de 30 segundos e é gerado continuadamente, o usuário só loga se colocar o mesmo código temporário que espelha o código recebido pelo site em que ele faz login.
Criei um marcador Defesa Cibernética no blog, escreverei mais sobre esse tema porque é importantíssimo proteger as contas virtuais, sendo ainda mais importante proteger as contas virtuais de finanças.

Abraços!

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Comentários: JBS 1T17

JBS - JBSS3:

A intenção inicial desse post era discutir o último resultado da JBS, mas é impossível embasar qualquer opinião sobre a empresa e desconsiderar os eventos políticos e judiciais pelos quais a empresa passa ou passou.

O Último Resultado:


O último resultado da JBS foi muito bom, a empresa conseguiu um lucro de 422M, mesmo com o dólar desvalorizado e com os impactos da Operação Carne Fraca, que provocou fechamento temporário de frigoríficos e férias coletivas, ainda que a JBS não tenha apresentado nenhuma irregularidade grave.
A BRF, concorrente da JBS, mesmo focando em produtos de maior valor agregado, postou prejuízo de 281M no mesmo período.

A dívida líquida da JBS é grande, mas não é um problema, porque 92,2% dela está em dólares e o custo médio da dívida em dólares é de apenas 5,11% ao ano. A dívida com o BNDES é de apenas 0,1% atualmente. A relação dívida líquida/EBITDA é de 4,2, o que é aceitável por causa do baixo custo da dívida.


A empresa continua a trajetória expansionista, agora somente utilizando a própria geração de caixa, em janeiro comprou a GNP, uma produtora de frangos nos EUA.

Importante ressaltar que 80% do faturamento da JBS é proveniente de atividades internacionais, a empresa se tornou o maior grupo de proteínas global e as atividades no Brasil já não são tão determinantes no resultado.

Problemas Políticos/Judiciais


Como eu disse, não dá para falar nada sobre a JBS sem tentar entender o que se passa por trás dos bastidores e tomar conhecimento de Joesley Safadão o anti-herói brasileiro:
Não considero o Joesley e o Wesley como vilões, mas sim como anti-heróis. O anti-herói tem vários defeitos morais, mas, no final, ele faz alguma coisa boa, acho que essa é a melhor descrição dos dois irmãos. Ao fazer o acordo de delação premiada, Joesley enfureceu muita gente porque mostrou ao mundo a corrupção dos políticos.

A JBS cresceu com corrupção (caixa 2) e Lobbys políticos? Sim, mas essa era a regra do jogo há dez anos atrás, infelizmente é impossível crescer muito em um setor como esse sem um lobby no governo, os participantes do mercado sofrem pressões para entrarem em lobbys. Não dá para saber ainda o tamanho do caixa 2 da JBS, a maior parte das doações foram legais e o dinheiro do caixa 2 mostrado até agora partiu da empresa controladora ou dos próprios controladores.
Destaco que a corrupção tem um viés positivo, quando alguém fala: "imagine um Brasil sem corrupção", eu logo imagino uma distopia em que o Lula seria o líder máximo e todo o povo escravizado. Esta visão é exagerada, não nego, mas o fator positivo da corrupção é que ela enfraquece a autoridade governamental, se o PT nunca tivesse praticado corrupção, o Brasil seria eternamente petista. Da mesma forma, a corrupção enfraqueceu a autoridade estatal mais uma vez, apesar do ímpeto da mídia em querer colocar o Joesley na cruz, foi o Temer que aceitou sua visita secreta ao Palácio do Jaburu.

Apesar do financiamento abundante do BNDES a juros baixos, por conta da política dos campeões nacionais do presidente Mula, a JBS foi a ÚNICA empresa que deu certo, a maioria, como a Sete Brasil, foi um ralo de dinheiro público e o BNDES assumiu um grande prejuízo. Na JBS, o BNDES conseguiu ter lucro, porque as dívidas não foram calotadas e ele terminou com uma participação acionária grande.

A JBS continuou crescendo no exterior, mesmo sem os empréstimos do BNDES que impulsionaram a empresa no começo, isso mostra que a empresa tem uma administração operacional, no mínimo, decente.

Quais são os Impactos?


Os impactos para a JBS estão longe de serem estimados, porque quase todo o dinheiro de caixa 2 foi noticiado como sendo da J&F, a controladora, ou do próprio dinheiro dos irmãos (ambos não saem do caixa da empresa).
A controladora negociará uma delação premiada e pagará uma multa pelas atividades criminosas dos últimos anos.

O maior risco para a JBS seria se o caso da compra do frigorífico Bertin fosse desenterrado. Essa negociação ocorreu antes da empresa abrir capital, e tudo indica, que em um acordo de compadres, os controladores da JBS sobre avaliaram o Bertin para diluir o BNDES e depois compraram com desconto a parte societária resultante da compra da família Bertin na JBS. Depois disso apareceu uma Holding sediada em Delaware com acionistas misteriosos que detêm cerca de 6% da empresa.

Conclusão


Se a JBS não tivesse nenhum problema político/judicial, ela estaria sendo negociada a preço de banana. O preço atual reflete a expectativa que a empresa terá que pagar pesadas multas e terá dificuldade em refinanciar a dívida. Eu, particularmente, acredito que o mercado está sendo pessimista demais, sou acionista da JBS há anos e continuarei sendo enquanto os resultados forem favoráveis (e se ela não tiver que pagar uma multa que inviabilize a empresa). Obviamente, não esperava que ela fosse atingida tão fortemente por essa investigação, mas não acho prudente vender ao som de canhões.

Sempre digo: cuidado com a falta de diversificação, se você é acionista da JBS ou pensa em se tornar acionista e está preocupado, deve reduzir a posição, até mesmo porque nessa empresa (na verdade em todo investimento no Brasil, em menor ou maior grau) basta uma canetada do governo para zerar o valor de suas ações.

domingo, 21 de maio de 2017

Crise 2008 x Crise 2016

Salve, doutores! O texto a seguir trata de alguns fatores que impulsionaram a crise que estamos vivendo e algumas diferenças da situação brasileira durante a crise de 2008 (Crise do Subprime americano). Como foram inúmeros fatores, procurei elencar as principais contribuições ou cagadas, podemos dizer, para que chegássemos ao fundo do poço

Tivemos alguns fatores que possibilitou que o Brasil conseguisse ser menos impactado da crise de 2008. Como meu objetivo aqui é exemplificar de modo simples e prático, irei elencar algumas características que foram benéficas para superar a crise. É interessante ressaltar que esses fatores não puderam ser replicados no momento atual, já que enfrentamos outra conjuntura econômica e social em nosso país.

Naquele momento, tínhamos uma China que demandava uma quantidade significativa de commodities, favorecendo os países exportadores dessa matéria prima, tal como o Brasil. Ou seja, havia uma impulsão das exportações quando compararmos com as importações, e, desta forma, nossa balança comercial saía favorecida.


Ainda como influência, tínhamos juros muito baixos no exterior, já que a política da expansão cambial foi utilizada para superar a crise no âmbito global. Para termos uma noção, os títulos do governo americano despencaram nessa época e, os de curto prazo chegando a marca dos 0%. Tínhamos, nesse momento, uma quantidade de investidores estrangeiros querendo realizar aplicações que fossem mais rentáveis, desta maneira, vemos que o Brasil, com o grau de investimento, era uma boa opção com um risco aceitável para absorver esses investimentos estrangeiros.

No começo dos anos 2000, tínhamos um desemprego bastante elevado, com taxas de 12% e, em 2013 menos de 6%. Para aumentar a capacidade produtiva, ou importa-se mais, o que acarreta em uma maior pressão inflacionária, ou aumenta-se a produtividade. Como havia um contingente bastante elevado para absorver a demanda (desempregados), tínhamos um ingrediente que possibilitou o aumento da produção, sem quebrar o teto de meta da inflação.

Com maior poder de consumo, acarretado por um menor desemprego, aumenta-se a demanda interna por produtos.

Foram realizadas medidas na política monetária a fim de fomentar a linha de crédito, diminuindo os depósitos compulsórios dos bancos. Além disso, o Banco Central Brasileiro atuou como emprestador, porém muito menos do que a Europa e os Estados Unidos.

Com essas medidas, o Brasil conseguiu sair de forma rápida da crise e, para termos uma ideia, em 2010 o Brasil havia crescido mais de 7%.

Tivemos um aumento de demanda, sem uma contrapartida da oferta, porque não houve aumento de produtividade. Se não há essa contrapartida, temos aumento de inflação (mais indivíduos querendo uma quantidade limitada de produtos) e/ou um aumento da importação de produtos para compensar essa falta de oferta do mercado. De uma maneira geral, o foco na demanda (estímulo de crédito) e não na oferta (foco na produção) acarreta algumas consequências inevitáveis ao mercado Brasileiro.

A competitividade visando as exportações, depreciando o real, através da intervenção artificial do estado, faz com que os insumos subam de preço, acarretando numa subida de preços por aqui. 

Então, quais os fatores que não estão presentes atualmente para auxiliar a frágil economia brasileira neste momento? 

Desde já vemos que o Brasil não se preparou para os ciclos da economia, lembre-se tivemos diversas crises econômicas mundiais (alguns exemplos: 1929, 1973 - crise do petróleo, 1987, 1998, 2008). O Brasil, e aí eu me atenho aos governantes, não se preocuparam na preparação para possíveis variações do cenário externo. Ou como Nassim Taleb cita os "cisnes negros" (situações imprevisíveis).

 - Nesse panorama, tivemos uma diminuição do consumo da China por commodities, acarretando numa diminuição da balança comercial brasileira

 - Além disso, um aumento do déficit nominal que trata dos gastos públicos, um aumento de mais de 6% do PIB, ou seja, temos mais gastos do que receitas. Imagina se continuássemos gastando mais do recebemos por tempo ilimitado. Alguém iria pagar a conta por tamanho descontrole.

Nada mudou..
 - Descontrole da meta da inflação no período e intervencionismo estatal no Banco Central que deve ser um órgão independente do setor político. No momento de uma maior inflação, os juros deviam ter sido aumentados, porém esta linha de ação foi tomada de forma contrária. O governo cortou a Taxa Selic para impulsionar artificialmente o consumo, acarretando num descontrole inflacionário e a meta de inflação estipulada pelo Banco Central foi ultrapassada. (lembremos, centro da meta 4,5% a.a e teto da meta inflacionária 6,5 a.a)

- Buscava-se uma depreciação do real com o intuito do incentivo industrial, para isso, o Banco Central não deixava o câmbio flutuar livremente ao utilizar artifícios artificiais com o objetivo de deixar o real desvalorizado perante a moeda americana.

- Grande intervencionismo na economia, principalmente no setor elétrico e combustíveis, acarretando num aumento substancial do preço desses setores posteriormente. Em algum momento iríamos pagar a conta.

- Crédito barato do BNDES (outra instituição que não deveria existir) para empresas que efetivamente não estavam alinhadas com o auxílio do crédito, pois essas concessões não cobriam valores mínimos de reposição do valor cedido, tampouco o enquadramento necessário da real necessidade para algumas empresas.

- A concessão de crédito chegou ao seu limite, acarretando num endividamento maior das famílias no período. Não havia mais como aumentarmos o crédito, pois essa medida havia chegado ao fim e não podia-se baixar os juros em virtude da inflação elevada.

Não sou profissional no assunto, porém busquei alguns fatores contribuintes para chegarmos a pior recessão da história brasileira. Como vemos em alguns acidentes, os erros ou os fatores nunca estão isolados, sempre é um somatório de linhas de ações ineficientes e desregradas. Fato que ocorreu com governantes incapacitados e totalmente incapazes do entendimento de ações básicas para conter o avanço da recessão econômica. E agora vamos continuar poupando e investindo, porque só assim podemos ter segurança para passar por crises e nunca depender de favores do governo.