quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Nossa mente é preguiçosa


Caros leitores, hoje voltarei a abordar o Livro Rápido e Devagar - Duas Formas de Pensar. O assunto que irei comentar é sobre o Conforto Cognitivo e qual a influência que esse tipo de pensamento acarreta em nossas decisões.

Podemos dividir o Conforto em duas vertentes, o Relaxado e o Tenso. Num estado de relaxamento, as coisas se encontram numa tranquilidade agradável e seu nível de preocupação se encontra baixo. Nesse estado mental estamos de bom humor e você confortavelmente confia em suas intuições. Na hora de realizar uma compra ou decidir um novo investimento, você se sente mais confiante, pois não tem nada a temer. O indivíduo se encontra num estado de que "agora vai dar certo", pois a sua intuição, o seu palpite parece ser quente. Seu cérebro está tentando te enganar! Esse conforto, essa sensação boa que está sentindo não poderá ser uma condição para realizar um procedimento específico.

Minha intuição diz que estou certo. Essa pessoa parece confiável, não vou nem me preocupar em conferir essa transação.

De outra forma, quando estamos Tensos, há uma maior probabilidade de estarmos desconfiados, confiando em poucos palpites e, o mais importante, iremos ficar mais preocupados em cometer erros. Nossa intuição fica diminuída. Vamos supor que você desconfia de um vendedor (você já tinha sido alertado para tomar cuidado com tal pessoa), na hora de fechar um negócio, ou fazer uma compra grande, será menos propenso a se deixar levar por confiar inteiramente na outra parte interessada. Essa sensação de desconforto é benéfica em determinadas situações.

Nunca fiz isso antes. Estou com uma sensação ruim, irei me preocupar com os detalhes, não quero ser enganado.

Um dos fatores explicados que auxiliam no Conforto Cognitivo é a repetição. Nada mais exemplar do que a mídia que nos bombardeia com inúmeros anúncios e propagandas. Jogar toda a culpa na mídia seria fácil. E as pessoas que convivemos? Você ouvir todos os dias que gastar todo o seu dinheiro com supérfluos é viver a vida. Repetidamente falado e argumentado por várias pessoas do seu círculo de influência. Você que pensa diferente é taxado de louco, sem propósito para a vida. O conforto cognitivo está em SEGUIR A MASSA. Isso que importa, você estará seguro de que torrar todo o seu dinheiro em bebida/festas será repetidamente aplaudido por seus amigos conhecidos. Lembre-se do que havia comentado no primeiro post, nosso corpo buscará sempre o MENOR ESFORÇO. 


Vamos refletir, qual a maneira mais fácil e difícil de aplicarmos nosso dinheiro. Mais fácil e mais divulgado (mídia, conhecidos, família) está em gastar todo o dinheiro que se ganha. Qual a maneira menos aprovada e mais dolorosa? Poupar uma porcentagem mínima do nosso rendimento. Se não estivermos atentos a essa abordagem, podemos ser levados por essa ONDA (muitos dizem Matrix) e acabar fazendo tudo aquilo que se torna mais fácil.

abraço a todos

4 comentários:

  1. Parece um ser um ótimo livro, pretendo lê-lo em breve.
    Parabéns pelo blog.

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    1. Muito obrigado Aroldo, é um ótimo livro realmente, foi eleito um dos melhores de 2011 pelo New York Times Book Review. grande abraço

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