segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Cervejas artesanais X Cervejas veneno-de-cobra

Saudações, caros capitalistas. Eu, Marcelo Barbarossa, retorno vitorioso da Cruzada dos Reis (na verdade foi uma penosa viagem a trabalho em que fiquei 2 semanas fora).
Tenho muitos colegas de trabalho que são a personificação do brasileiro convencional, gastam todo o salário com produtos supérfluos e ficam sem dinheiro no final do mês (não sejam como esses caras!). Esse tipo de pessoa é, geralmente, um grande consumidor das cervejas veneno-de-cobra (Ambev, Itaipava, Schincariol, etc.), gastam muito dinheiro em idas para bares e botecos onde conversam sobre assuntos superficiais e acabam pagando bem mais caro pela cerveja.

Eu evito participar desse tipo de confraternização, sou sempre o cara que bebe menos e sai no prejuízo na hora de pagar a conta, porque tenho que sustentar o vício em veneno-de-cobra dos meus colegas mais beberrões. Infelizmente, tenho que marcar presença nesse tipo de evento pelo menos uma vez a cada dois meses, para não me tornar o individualista aos olhos de outrem.

Alguns de meus colegas iniciaram um hobby part-time de fabricar cerveja artesanal, gastaram bastante dinheiro com a compra de equipamentos e insumos, mas o resultado foi bom, pelo menos bem melhor do que o veneno-de-cobra misturado com milho da Ambev. Claro, como se trata de um hobby ninguém ficou rico, pelo menos ainda, mas isso mostra a facilidade que é montar uma cervejaria artesanal e desafiar o monopólio das fabricantes de veneno-de-cobra.

De fato, as cervejarias artesanais arrancaram um pouco do mercado da Ambev, como já foi admitido pela própria empresa em algumas teleconferências anteriores. As artesanais custam um pouco mais caro, mas, em compensação, o consumidor bebe cerveja e não uma mistura de milho com arroz.

Comprei a cerveja acima há duas semanas atrás. Preço acessível para cerveja Weiss, boa qualidade e, claro, combina com a temática austríaca do blog. Brincadeiras à parte, é só um exemplo dos muitos pequenos fabricantes que se estabeleceram no Brasil nos últimos quatro anos e expandiram e dominaram um mercado em que, praticamente, só havia cervejas estrangeiras.

Retomando o assunto central do blog, no Brasil a única cervejaria de capital aberto é a Ambev, ela é uma excelente empresa no que tange à rentabilidade e é odiada pela grande maioria dos funcionários por causa das difíceis metas impostas. No momento eu não considero a Ambev como uma alternativa de compra, o preço por lucro está em 22,8, o que indica a necessidade de contínuo crescimento para que seja um investimento viável. Nos últimos anos o lucro ficou meio que estagnado e cresceu abaixo da inflação:
fonte: Guiainvest
Pelo gráfico de lucro líquido acumulado dos últimos doze meses da Ambev dá para perceber que o lucro continua, basicamente, no mesmo patamar de 2014. O maior motivo para isso é a crise econômica, mas as cervejas artesanais conseguiram arranhar um pouco da Ambev.

Eu prefiro beber pouco e com qualidade, porém é claro que a grande maioria de brasileiros convencionais não possuem essa mesma propensão, portanto não estou, de jeito nenhum, alarmando o fim dos fabricantes de veneno de cobra.

6 comentários:

  1. A ambev vai e comprar essas microcervejarias.

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    1. Saudações, Anon. A Ambev pode até comprar algumas, mas é totalmente impossível ela manter um monópolio em um mercado tão pulverizado e com poucas barreiras de entrada.

      Abraços!

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    2. ela vai comprar as barreiras tbm kkkkk

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    3. Só se for por desse jeito mesmo, pois os odiosos metacapitalistas sempre tentam mexer alguns pauzinhos no governo para aumentar a regulação do setor. Espero que isso não aconteça.

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    1. Eu mesmo criei esse apelido para classificar as cervejas debaixa qualidade que misturam milho ou arroz.

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