terça-feira, 27 de junho de 2017

Recomendação de livro - Sonho Grande

Grandes mestres da Finansfera, hoje irei abordar uma recomendação de livro que terminei recentemente como uma dica de leitura. O livro abordado é o Sonhe Grande da Cristiane Correa que trata da história e evolução de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, mostrando a evolução e crescimento das empresas controladas por eles.
De início gostaria de destacar que em 2013, além da própria Ambev, Lojas Americanas, o trio era dono de marcas americanas como Budweiser, Burger King e Heinz. É uma história bastante interessante que consegue traduzir, de forma fácil, um pouco das nuances das principais aquisições do grupo.
Através de um estilo agressivo para a época, focando processos e corte de custos, as empresas de Jorge Paulo Lemann conseguiram uma rentabilidade elevadas para seus acionistas e, principalmente, para os próprios envolvidos nas organizações. Exemplos como a da própria Ambev - inicialmente com a compra da Brahma e posteriormente a aquisição da Antártica - mostra como o espírito capitalista reinava nas suas empresas.

Primeiramente, o trio forma o Banco Garantia e consegue avançar durante anos no mercado bancário aferindo lucros elevados para a equipe. Gostava de trazer pessoas dispostas a sacrificar a vida pessoal em prol da empresa, através de incentivos monetários e compra das ações das próprias empresas. Além de buscar pessoas capacitadas para trabalhar com eles, participavam ativamente na contratação dos próprios funcionários. A ideia de tirar os funcionários da zona de conforto era marcada no dia a dia na empresa. Uma rotatividade de cerca de 10% na equipe acabava por acontecer anualmente. Houve casos, como na própria Lojas Americanas e Antártica que muitas pessoas das antigas empresas foram mandadas embora. Quem não conseguia alcançar as metas ou não se adaptava ao novo estilo de governança era trocado por outras cabeças ávidas por desenvolver a empresa. Oportunidades existiam para quem conseguia se adequar a nova dinâmica envolvida.
O fato mais interessante é que Paulo Lemann acreditava na meritocracia como chave para o sucesso. Para quem trabalha no setor público, algumas vezes, mesmo o indivíduo se destacando, acaba permanecendo na mesma função para o resto da carreira sem perspectivas para crescimento. Nas empresas do trio era diferente, quem se destacava podia se tornar sócio ou controlador de alguma unidade adquirida pelo grupo. Apesar de participar ativamente na contratação dos empregados e participar ativamente nas empresas sobre o seu comando, com o tempo, o trio acabava por deixar o cargo para novas pessoas que despontavam nas próprias organizações.
Recomendo o livro para aqueles que querem conhecer um pouco do estilo de comando das empresas comandadas por Paulo, Marcel e Beto e entender como empresas bem administradas podem se tornar cases de sucesso. O livro se torna uma leitura agradável por destacar princípios e exemplos empresariais sem se tornar um livro denso e complicado. É interessante, ainda, notar como é interessante como buscavam crescer ano após ano no mercado brasileiro e/ou global, buscando novas oportunidades de negócio.

6 comentários:

  1. Excelente livro, inspirador, ótimo para empreendedores.

    Abraço e bons investimentos

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  2. Confesso que não gostei desse livro por ser muito distante da minha realidade. Um bando de mauricinhos não tem moral pra motivar gente que luta pra sobreviver. Acho que esse tipo de mensagem tem que vir de gente que venceu saindo de baixo.

    Não estou desmerecendo os méritos desses caras.

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    1. Grande Conhecimento Financeiro, com certeza, essa não podeira ser uma narrativa para pessoas "comuns" ou que estão batalhando dia a dia no mercado de trabalho. Gostei do livro exatamente por mostrar uma visão mais macro de como funciona o mundo das aquisições e incorporações do mercado financeiro. Desta forma acho a leitura válida. Grande abraço

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  3. Devorei esse livro, achei bem legal.

    CF tem razão, é difícil se inspirar no Lemann sabendo que o cara nasceu em berço de ouro decorado com diamantes, tinha um capital inicial monstro pra iniciar qualquer negócio, foi pra Harvard e voltou pro Brasil com conceitos de gestão e governança corporativa em plena década de 60, quando todas as demais empresas do país eram controladas por famílias...

    Acho que ele merece todo o mérito do mundo, berço de ouro não é o bastante pra fazer ele chegar onde chegou, mas ainda assim fica difícil se inspirar rs.

    A propósito, se você gostou desse livro, vai gostar também do "Abílio", da mesma autora.

    Abraço!

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    1. Poh camarada, muito obrigado pela indicação. Vou procurar para ler, quem sabe eu ainda faça um post de recomendação no futuro...haha. É difícil se enquadrar na mesma situação do Lemann, fazendo graduações em universidades americanas e tendo um bom capital inicial para montar um banco. De qualquer forma é bom para saber a filosofia das aquisições nessa época.
      Grande abraço

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