domingo, 16 de outubro de 2016

Defesa Residencial

A invasão residencial é, certamente, um dos crimes mais atrozes que existem. Quando o cidadão é rendido dentro de sua casa nada mais o pertence: seus bens, sua dignidade e seus familiares ficam à disposição dos bandidos.

Esse post é sobre defesa residencial e não sobre submissão à bandidagem (como sugerem os "analistas" do mainstream media). Eu nunca deixaria que um bandido estuprasse minha esposa/filha na minha própria casa e acho que você também não deveria deixar e deveria se preocupar para que isso não aconteça.

Nesse post mostrarei diferentes técnicas que reduzem a chance de ser vítima de uma invasão residencial e aumentam as chances de conseguir parar uma invasão residencial em andamento, satisfazendo o princípio base da defesa residencial explicado no primeiro post da série.

Castelo Almourol em Portugal
Nenhuma fortaleza é intransponível, o mesmo princípio se aplica à sua casa. O objetivo da defesa residencial não é criar uma fortaleza totalmente intransponível, mas, sim, dificultar tanto possíveis invasões que qualquer tentativa efetuada por bandidos não compensaria por causa dos custos (material de demolição, ferramentas, pessoal, etc.), tempo dispendido e possibilidade de captura.

Assim como os castelos, sua casa deve possuir diferentes camadas de defesa. Geralmente, a primeira camada é a cerca ou muro, a segunda camada são as paredes da casa e a terceira camada é o seu quarto ou, para os mais sofisticados, o quarto do pânico.

Esquema de defesa por camadas feito
pelo inovador Microsoft Paint
Primeira camada: é o muro e grades da sua casa, eu prefiro que a frente da casa seja gradeada, pois os bandidos que conseguirem atravessar a primeira camada ainda poderão ser avistados da rua. A primeira camada deve ser alta o bastante para impedir que alguém tente passar por cima e deve possuir algum tipo de obstáculo no topo. Cada tipo de obstáculo tem suas vantagens e defeitos:

Cacos de vidro: deixa sua casa com aparência de bunker pós-apocalíptico e é proibido em algumas cidades. É relativamente fácil de ser passado, mas deixa a casa mais discreta, os bandidos pensarão que quem vive na casa é pobre.

Flechas: mesma coisa dos cacos de vidros, mas deixam a casa com aparência um pouco melhor.

Concertina: meu obstáculo preferido, pena que é proibida em algumas cidades por causa dos legisladores defensores de bandidos. É barata, difícil de ser ultrapassada e extremamente dolorosa para os despreparados.

Cerca elétrica: vai dar um pequeno choque no bandido e disparar um alarme. As principais desvantagens são o preço de instalação e manutenção, quedas de energia (a menos que tenha bateria) e a possibilidade de alarme falso (galhos, gatos, etc.). A vantagem é ser informado logo no momento que a invasão ocorre.

Sensores: É uma cerca elétrica invisível que só dispara alarme. Só vale a pena se você for muito rico e morar em uma mansão com segurança 24/7.

Também é crucial possuir uma porta reforçada com uma boa fechadura na primeira camada e um portão elétrico para o carro. Ter um cão de guarda no quintal também é uma defesa muito boa contra invasões, mas o cachorro deve ser bem treinado, caso contrário pouco adianta.

Segunda Camada: são as paredes externas da casa. Nessa camada as portas devem ser resistentes e as janelas gradeadas ou com algum outro dispositivo que as torne difíceis de transpor. Um alarme e câmeras dentro da casa são uma boa opção, ainda mais se tiver disposto a pagar algum tipo de serviço de monitoramento em tempo real pelo celular.

Terceira Camada: a terceira camada geralmente é o quarto em que você dorme. Ele precisa ter porta e janelas reforçadas. Guarde seus meios de repressão no quarto para que possam ser utilizados em última ocasião. Caso você não disponha de uma arma de fogo, tenha pelo menos um machadinho para ser utilizado em última ocasião, ele multiplica várias vezes sua força, vence com facilidade invasores armados com armas brancas e pode ser arremessado.

Machadinho Dan da Nautika
CUIDADO AO SAIR E ENTRAR EM CASA: a maioria das invasões ocorre desta maneira, por isso deve-se estar com extrema atenção sempre que entrar ou sair da casa. Deve-se verificar se não está sendo seguido ou se há pessoas suspeitas perto da casa ao adentrar, ao sair deve-se verificar o que está acontecendo na rua antes de abrir a porta.

As precauções da segunda e terceira camadas também são válidas para os apartamentos. Você também não deve relaxar a segurança, mesmo morando em um condomínio. Certifique-se que o condomínio em que você mora possui as defesas básicas e os moradores e funcionários tomam as precauções adequadas.

Tomando as precauções necessárias e instalando as defesas adequadas para a sua região a possibilidade de uma invasão residencial bem sucedida contra você diminui muito. Outro aspecto de vital importância é possuir boas relações com seus vizinhos para alertar invasões e para os períodos em que você estiver ausente de sua casa.

Não confie na sorte. Prepare-se. Dificilmente será possível ligar para a polícia em uma situação de invasão residencial.

2 comentários:

  1. por último, é necessário um arsenal dentro da residência.

    abç

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    1. Seria o ideal, mas, infelizmente, o direito a autodefesa é dificultado no Brasil e temos que superar inúmeros processos burocráticos para termos um mísero revolvinho em casa.

      Abraços!

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