quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Fundo de Investimento Imobiliário, vale a pena?


Somos adeptos, neste Blog, da diversificação dos investimentos. Hoje abordarei um investimento que é, para algumas pessoas, ainda desconhecido. O FII ( sigla utilizada) é uma convergência de recursos atribuído à aplicação em ativos relacionados ao mercado imobiliário. Meu primeiro contato com os FII foi no ano de 2014, pois dois amigos (um deles é o Marcelo Barbarossa) estavam aplicando e retirando rendimentos mensais do mercado imobiliário, sem cobrança do Imposto de Renda e, melhor, sem terem comprado efetivamente um imóvel. 

Os FII são isentos, por lei, de IR, ao contrário de outras aplicações como CDB/TESOURO DIRETO. Nestas aplicações a alíquota varia de acordo com o prazo da aplicação: 22,5% do lucro para investimentos de até 180 dias; 20% para 181 a 360 dias; 17,5% para 361 a 720 dias e 15% para 721 dias ou mais. 

Como falei anteriormente, nos FIIs, não temos a incidência do IR, um dos motivos de ser interessante como diversificação de investimento. Desde já gostaria de deixar claro que os FII são aplicações em renda variável, ou seja, ocorrem variações em sua cotação. O controle emocional é muito importante, pois de nada adianta fazer uma aplicação esperando uma rentabilidade de 1% ao mês e vendermos, logo depois, com um prejuízo acumulado de -10%. Exemplo: Compra de 100 cotas de ADBK11(fictício) a R$ 10,00 = 100 x 10,00 = R$ 1000,00 e venda destas mesmas 100 cotas a R$ 9,00 (Prejuízo acumulado de R$ 100,00). Obviamente, o contrário também poderá ocorrer.

Na compra do FII o investidor estará comprando um "pedaço" do fundo e estará recebendo uma parte da rentabilidade desse fundo. Obviamente que é proporcional a aplicação. Como exemplo, a quantidade de cotas disponíveis no mercado do EDGA11b são 3.812.055, ou seja, quase 4 milhões de cotas. Para termos outra ideia, existem 4.414 cotistas desse fundo (dados de julho de 2016). Em suma, se aplicarmos nesse fundo, seremos mais um cotista a fazer parte desse ativo.

                                          Prédio do fundo EDGA11b no centro do RJ

Poderemos comprar o FII com o intuito de fazer trades (operações de compra e venda) ou poderemos manter em carteira por um bom período de tempo. Eu, pessoalmente, não compraria um imóvel para ficar vendendo constantemente . Por isso, atualmente, estou com uma perspectiva de me manter a longo prazo em fundos sólidos, podendo mudar esse pensamento de acordo com meus objetivos futuros. É essencial a pesquisa, o debate e o acompanhamento constante para não cairmos em ciladas, comprando fundos pouco expressivos com rentabilidades altas que, mais para frente, apresentam dificuldades financeiras, problemas de administração, vacância, fazendo com que fiquemos decepcionados.

Respondendo a pergunta inicial, vale a pena investir em FII? A resposta é depende do que o investidor procura. Ao aplicarmos em renda variável já sabemos que estaremos sujeitos a variações de cotações ( será que você estará preparado para isso?), problemas financeiros do fundo, entre diversas outras questões que poderão prejudicar sua rentabilidade futura. Pessoalmente, estou gostando bastante desse tipo de investimento, pois estou conseguindo aplicar no mercado imobiliário sem precisar efetivamente comprar um imóvel, com rápida liquidez e com rentabilidades atrativas. 

Esse post, teve como objetivo um explicação rápida desse mercado. Estaremos postando mais opiniões nos próximos posts sobre essa modalidade de investimento. Grande Abraço.

No site da BMF Bovespa poderá ter acesso aos FIIs disponíveis no mercado.
BMF

2 comentários:

  1. Olá Capitalismus, estou gostando muito das suas análises, continue assim que seu blog vai longe.

    Se possível, diga pra gente o que você considera mais importante na analise de um FII, quais critério você utiliza para colocar um fundo na sua carteira, etc.

    Abraços.

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    1. Olá, tudo bem? Desde já agradeço pelo comentário.
      Alguns critérios que considero mais importantes:
      - liquidez
      - vencimento dos contratos
      - qualidade dos locatários
      - é mono, multi inquilino?
      - qual o impacto de uma recessão econômica? (fundo está preparado?)
      - transparência da administradora do fundo (dados refletem a situação atual ou procuram omitir algumas informações?)

      outros critérios
      -cotação histórica (qual é o melhor momento de comprar?)
      - rentabilidade (estável?)

      grande abraço

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