quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Fugindo da inflação


De forma geral, inflação caracteriza-se pela queda do poder aquisitivo, motivada por uma alta do nível de preços. A grande questão que vejo é "enxergar" esse aumento de preços. Tirando às vezes em que houve aumentos expressivos, tal como a energia elétrica que chegou a mais de 30%, é difícil observarmos diariamente a subida dos preços. Da mesma maneira que alguns produtos sobem de preço, outros podem baixar, fazendo com que a "média" geral dos preços fique equilibrada. Com certeza, para mim, para você ou para outros consumidores não é tão fácil mensurar desta maneira, já que cada um tem uma característica própria de despesa.

Por exemplo, se tenho um grande consumo de um certo tipo de produto (A) e ele aumenta, de nada adianta abaixar o preço de outro (B) se eu não o utilizo. Na média apresentada pelo índice oficial - IPCA - poderia haver uma estabilização no preço (A+B), porém, como dito anteriormente, para aquele indivíduo que adquiriu somente (A) terá um "peso" muito maior em seu orçamento. Por isso, acho interessante ficarmos atentos para o índice de inflação e entendermos o que o compõe. Alimentação, bebidas, comunicação, habitação, saúde e vestuário são alguns dos gastos que são levados em consideração.

Verificando aquilo que mais subiu, poderemos fazer um análise mais aprofundada dos nossos gastos e tentar mitigar o efeito inflacionário em nossas próprias economias. Esse conselho, com certeza, irá ser melhor aplicado para aquele trabalhador que possui uma renda de cerca de 3 salários mínimos, na medida em que qualquer aumento faz a diferença no orçamento familiar.

Aliado a isso, é utilizado, pelo IBGE,  o ajuste sazonal do Índice de Preço ao Consumidor Amplo. (comentado no post - Relatório de Mercado X Renda Fixa). O objetivo principal é realizar um ajuste da inflação sem as variações sazonais (clima ou períodos do ano - Páscoa, Carnaval, Natal) a nível Nacional e Regional.

O que isso significa na prática? Os produtos sazonais são aqueles que possuem períodos bem definidos de produção, consumo e preços. Em alguns momentos do ano, há mais produtos que fazem com que os preços baixem e, em outros, há menos produtos que fazem com que os preços subam. Tudo isso acarreta numa influência inflacionária.

No 1º semestre do ano: escassez de produtos agrícolas (aumento do preço) e queda de preços de vestuário motivado por liquidações de verão.

No 2º semestre, alguns produtos do vestuário imprimem uma alta dos preços, motivada por lançamentos de coleções de inverno. Neste período, também, os produtos alimentícios, tem sua oferta aumentada, diminuindo o preço (com exceção da carne bovina).


Por fim, conhecendo o índice e sabendo no que houve um maior aumento naquele mês ou período, poderemos fazer um ajuste consumindo produtos similares ou modificando nossos hábitos para aquela determinada época do ano. 

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