segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Anonimato é a Nova Fama

Encontrei essa afirmação que descreve perfeitamente meu ponto de vista sobre exibicionismo social assistindo a série Blacklist, cuja trilha sonora inclui a música Anonymity is the New Fame de Michel Orendy, que usa o pseudônimo artístico de Frankel:
Eu imagino que a música deve ter ficado harmônica e ao mesmo tempo genial porque ela personifica o próprio Frankel, um músico das sombras que escreve músicas para outros músicos, raramente aparece em público e deve estar feliz em não ser incomodado.
Isso obviamente se aplica a mim. Também não gosto de muita atenção, sou uma pessoa que gosta de andar em meio a multidão sem saberem quem eu sou, apesar do modesto sucesso que eu obtive nos mercados financeiros nos últimos anos. Não me agrada ter amizades não construtivas e acho um desperdício de tempo sair para beber e ficar fazendo fofoca sem agregar nada. Prefiro ter poucos amigos de confiança e que agregam positivamente a minha vida a estar em todas as festas da turma nos finais de semana.

Pelo o que eu percebi, isso também se aplica a quase todas as pessoas que focam em progredir na vida e conseguem grande sucesso profissional e pessoal. O único caso de gente que se deu bem sendo baladeiro foi um pequeno nicho de supostos artistas que foram acolhidos por organizações de mídia para a divulgação de seus supostos trabalhos.

O comportamento de divulgar tudo o que faz em redes sociais é um vício que considero altamente destrutivo, pois além de ocupar o tempo em algo improdutivo e ficar encucado com o número de views ou curtidas, o indivíduo esta cedendo informação de inteligência de graça. Outras pessoas conseguem monitorar a localização, a atividade e quais as companhias das pessoas que possuem esse comportamento. Acredito que não é necessário citar quais as ações que podem ser empreendidas por pessoas que cedem suas informações pessoais de graça. Entretanto, não considero as redes sociais de todo ruim, elas possuem uma função de marketing pessoal que pode render bons frutos para quem sabe usá-las sem entregar informações importantes de graça.

Aprofundando mais em redes sociais, principalmente Instagram, há dois polos de usuários masculinos (público majoritário do blog): há aquele que faz um marketing pessoal bom com poucas fotos e aquele que coloca foto de tudo o que faz e gasta dinheiro com viagens só para fazer book de fotos. O doido que faz book de fotos e entrega informação de inteligência de graça ainda sai pior com o público feminino do que o cara que coloca poucas fotos, pois a presença dele perde toda a aura de mistério, todas as pessoas conseguem facilmente as informações de tudo o que ele faz.
Foque no seu Business e cresça como ser humano, não perca tempo passando informações de graça para terceiros. Enquanto você perde tempo se exibindo para outras pessoas fúteis, as empresas dos espertos que vendem produtos e que comercializam informações, como as redes sociais do Zuck e o Google, lucram facilmente sobre você.

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Criptomoedas como Investimento

Neste post vou expor os meus pensamentos sobre as criptomoedas. O mercado de criptomoedas ainda é insipiente, volátil e imprevisível, meus pensamentos são meras hipóteses do que pode acontecer no futuro e eu opero essas hipóteses e convicções porque acredito que as criptomoedas descentralizadas serão mais utilizadas no futuro para combater sistemas financeiros digitais malignos.

A realidade das finanças digitais foi discutida pelo confrade Mago Economista no post de autoria dele, que aborda a situação em que os governos e empresas centralizadas tentam cada vez mais digitalizar as finanças para conseguirem aumentar o controle sobre os gastos, transferências e investimentos dos cidadãos.

Tomando por base as ações de controle financeiro do estado e dos metacapitalistas sobre a vida financeira de seus cidadãos, vejo nas criptomoedas verdadeiramente descentralizadas uma válvula de escape para conseguir fugir dos controles cada vez mais apertados. Quem conhece a fundo o funcionamento das criptomoedas sabe que é possível apagar todos os seus rastros facilmente e transferir e guardar valores de forma global com anonimato total, para isso o operador seguiria um método como esse:

  • - Adquirir criptomoeda fora de Exchanges no país de origem do dinheiro. (este é o passo mais difícil)
  • - Mover a criptomoeda para uma carteira própria.
  • - Trocar a criptomoeda por uma criptomoeda com transações e saldos totalmente privados como a Monero em um serviço do tipo Shape Shift.
  • - Reconverter para a criptomoeda de preferência do usuário e guardá-la em uma Wallet própria.

Seguindo esses passos, em pouco tempo o operador consegue ficar irrastreável sem precisar de um voo para as Ilhas Cayman.

Infelizmente, o mercado de criptomoedas teve alguns altos e baixos e a adoção das criptomoedas descentralizadas não aconteceu como eu esperava. Para mim, o principal vilão disso foi o próprio Bitcoin, porque seu código antigo suporta pouco mais de 5 transações por segundo em escala global e quando a rede congestiona as taxas sempre sobem. Em julho deste ano as taxas chegaram a absurdos 6 dólares por transação e em 2017, chegaram a estratosféricos 25 dólares por transação! Como o Bitcoin possui 68% da capitalização de mercado de todas as criptomoedas no momento que escrevo esse artigo e a maioria das pessoas nunca ouviu falar de qualquer outraa criptomoeda, a adoção fica baixa porque pouca gente se disponibiliza a usar uma moeda cujas transações demoram horas para confirmar e a taxa de transação sobe de forma estratosférica quando a rede congestiona.

Mesmo com os obstáculos encontrados, acredito que as criptomoedas terão maior usabilidade nos próximos anos, nem que seja para fugir de políticas tributárias absurdas e controle governamental. No post do meu retorno disse que explicaria as teses de investimento nas criptomoedas que possuo, o que farei agora:

A Nano é uma criptomoeda com transações instantâneas e sem taxas com o único intuito de ser utilizada como valor monetário, pois, assim como o Bitcoin, (o protocolo atual do Bitcoin suporta a Lightning Network, que é um contrato inteligente) não suporta contratos inteligentes. Eu considero ela a melhor criptomoeda em tecnologia na atualidade, está sendo constantemente aperfeiçoada e possui inflação zero na base monetária, mas, mesmo assim, isso não é garantia de sucesso, visto que ocupa a 45ª posição no Ranking das Criptomoedas do CMC.
A Binance Coin é a moeda da Exchange Binance, uma das maiores exchanges internacionais, ela possui inflação zero na base monetária, baixas taxas e é possível desenvolver tokens para aplicativos descentralizados em sua plataforma. Acredito que a Binance vai continuamente desenvolver melhorias para a Binance Coin. Vale ressaltar que apesar de ter sido lançada pela Binance, a Binance Coin é uma moeda descentralizada e independe da exchange para funcionar.

Também tenho algumas migalhas em Waves e Fantom. A Waves é uma plataforma que possibilita que qualquer um desenvolva tokens para aplicações descentralizadas facilmente e a Fantom é, por enquanto, uma promessa de uma plataforma para contratos inteligentes e tokens infinitamente escalável.

Se eu soubesse o que aconteceria no próximo pregão, já estaria nas Ilhas Cayman fumando um charuto Cohiba, como não sei o que vai acontecer nem na próxima hora de pregão, não arrisco nenhuma previsão acurada sobre as criptomoedas que invisto, podem surgir concorrentes com tecnologia e adoção superiores e para isso acompanho o mercado para poder peneirar oportunidas fortuitas.

ALEA IACTA EST

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Atlas Quantum: Pirâmide

A Atlas Quantum começou com a proposta de oferecer um alto rendimento em bitcoins por meio de supostas operações ocultas de arbitragem entre as exchanges, porém, como vou explicar adiante, tratou-se de um esquema de pirâmide financeira digno de ganhar o troféu Ponzi 2019.
Expliquei o que era o Esquema Ponzi no primeiro post sobre golpes do blog, no caso sobre a finada Alcateia Investimentos. A Atlas fez a mesma coisa que Charles Ponzi em 1922, mas com uma máscara tecnológica. Os mentores do esquema supostamente desenvolveram um método de arbitragem de criptomoedas entre Exchanges por algoritmo e anunciavam que iriam remunerar a altas taxas os bitcoins dos investidores que confiassem sua custódia a eles:
Quem conhece o mercado financeiro tradicional sabe que há décadas já existem os softwares robôs de arbitragem, mas mesmo os traders e instituições que o utilizam não conseguem lucros muito grandes, porque esse já é um truque manjado, mas a Atlas Quantum supostamente passou incólume pela queda do Bitcoin em 2018 e ainda entregou a fantástica rentabilidade de 62% a quem confiou a eles a custódia de Bitcoins. Como a Atlas informou reter 50% da rentabilidade alcançada pelas operações para eles, supostamente o resultado nominal das operações foi de 124% em 2018.

É de se espantar que nem os japoneses, os alemães, os russos e os chineses tenham chegado perto de ter uma rentabilidade desse nível com arbitragem de criptomoedas, mas supostamente um grupo de nerds de São Paulo tenha vencido todo o resto do mundo!

A verdade é que o esquema foi muito bem montado, ele passava uma aura de credibilidade muito grande, alugou escritório na Avenida Paulista, foi citado pelo youtuber Raphaël Lima, tinha um site bem construído e não apelava para nenhum programa de afiliados com bônus para quem chamasse mais gente. Esse modelo que tenta passar uma imagem de credibilidade é um subgrupo da pirâmide financeira conhecido como "Esquema Madoff", porque ele não promete rendimentos absurdos da ordem de 30%, mas propõe rendimentos mais moderados e uma roupagem mais discreta, parecendo plausível aos olhos de pessoas mais bem informadas.

O esquema começou a ruir quando os mentores resolveram dar um passo maior que a perna, contrataram dois artistas conhecidos para fazerem um comercial que foi transmitido na Rede Esgoto. Esse comercial chamou a atenção da CVM que emitiu um comunicado que avisava que a Atlas não tinha autorização para ofertar contratos de investimento coletivo. O resultado desse comunicado foi que muitos investidores começaram a sacar seus saldos e a pirâmide ruiu, porque a saída de capital foi maior que a entrada.
It's a trap, Bino!

Depois disso a Atlas ainda tentou inventar uma auditoria que supostamente comprovou que as reservas em bitcoin existiam, mas nunca foi publicada, e nos primeiros dias de setembro parou de pagar todos os clientes que solicitavam saque e informou que estava com problemas de saques com as Exchanges que trabalham. O site também deles também foi modificado e nem aparece mais a parte dos rendimentos.

Teve gente da blogosfera que se achava bem informado e caiu no golpe. Se você foi um deles, sinto lhe informar que vai ser difícil recuperar uma parte significativa do saldo que restou na Atlas, porque, se os cabeças foram espertos, esse saldo já foi convertido em Monero e nem a CIA encontra mais. Talvez os processos que já estão sendo movidos recuperem alguma coisa, mas não acredito que consigam recuperar muitos recursos.
Não adianta ficar nervoso e com raiva de mim por estar publicando essa informação, Atlas não é religião e você que caiu no golpe deveria estar com raiva da sua má escolha e de quem sumiu com o seu dinheiro.

E se me provarem que a Atlas rendeu 124% em 2018 por meio de operações de arbitragem reais e continuou rendendo em 2019, eu coloco todo meu patrimônio nela porque os caras são mais gênios que Einstein e Warren Buffet juntos.

Infelizmente isso não vai acontecer.

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

A Desconcentração Bancária no Brasil

Há alguns meses atrás o "grão-mestre" Paulo Guedes disse que o Brasil tem cinco bancos e 200 milhões de patos, em uma evidente crítica à concentração bancária. Segundo o ministro, políticas de governos anteriores permitiram que o sistema bancário se reduzisse a cinco grandes bancos (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa e Santander) que dominam o mercado e praticam spreads enormes.

Era muito comum, há pouco tempo atrás, ouvir que para vencer no mercado bursátil brasileiro só era necessário comprar ações dos maiores bancos e todas as carteiras deveriam possuir algumas ações destas empresas. Não acredito que esse raciocínio ainda faça sentido.
Os pioneiros da digitalização
Vou começar explorando o meu caso particular. Há alguns anos atrás eu só usava o Santander e pagava 8,90 reais sempre que precisava fazer um TED, como sempre fui morrinha, não usava os outros produtos do banco que são para pegar trouxa. Com o advento dos bancos digitais, pedi portabilidade de salário para o Banco Inter, abri a Nuconta e só uso o Santander quando preciso sacar dinheiro no caixa eletrônico, enquanto isso meu saldo fica rendendo a 100% do CDI no Inter e no Nubank, ambos com TEDs gratuitas ilimitadas.

Obviamente, o ser humano é preguiçoso por natureza e muita gente ainda paga as tarifas bancárias dos grandes bancos por comodismo quando poderia estar desfrutando dos benefícios e facilidades dos bancos digitais.
Cena comum nas agências BB povão
Usando minha bola de cristal mais uma vez, acredito que este cenário de entrada de novos concorrentes que oferecem produtos melhores que os grandes bancos (no mercado de finanças, o melhor é o que cobra menos taxa) causará um efeito semelhante ao que a Cielo enfrenta no mercado de meios de pagamentos. Para se ter uma ideia, a receita do Itaú com tarifas bancárias nas operações bancárias de varejo foi da ordem de 6,4 Bi reais em 2018, enquanto o Banco Inter não cobra quase nenhuma tarifa de PF.

Dessa forma, acredito que o setor bancário brasileiro pode passar por um cenário de Battle Royale*, assim como aconteceu no segmento de meios de pagamentos. Esse cenário implicaria em uma maior disputa pela competitividade, o que pode derrubar as taxas e rentabilidade de todo o setor, mas não acho que o setor bancário deixará de ser lucrativo, pois em um cenário de retomada econômica, ele vai se beneficiar muito e, ao contrário das maquininhas de cartões que estão ameaçadas pelos pagamentos diretos, não vejo o risco de "substituição tecnológica" no setor bancário.

Caso alguém tenha percebido, por enxergar melhores oportunidades, me desfiz das minhas ações da Itaúsa no período em que estava no submundo da Blogosfera. Também não vejo mais tanta atratividade nas ações do Banco Inter agora, visto que, apesar do banco estar crescendo muito, os múltiplos estão bem salgados e ele vai começar a enfrentar uma concorrência mais acirrada dos outros bancos digitais.

 Battle Royale: condição de guerra em que várias partes se degladiam em uma batalha contra vários adversários ao mesmo tempo, todos lutando entre si.

ALEA IACTA EST

sábado, 14 de setembro de 2019

Minha Bola de Cristal - Cielo

Minha bola de cristal está cada vez melhor lustrada... em 16 de dezembro de 2016 discorri sobre o Lobby da Cielo e o mercado de meios de pagamentos e constatei que a mudança de regras no setor faria a rentabilidade da Cielo despencar. Ainda fui generoso demais na minha análise do resultado do 4T16 da Cielo, porque achei que a queda no preço da ação já poderia ter sido suficiente para equilibrar a perda de rentabilidade. Estava errado, mas mesmo assim não achei que a Cielo estava suficientemente atrativa para justificar a compra. inclusive achei que a Cielo já estava suficientemente descontada para justificar a compra, mas, por acreditar que existissem melhores oportunidades, não comprei as ações.


O resultado foi que a empresa caiu de uma cotação ajustada por proventos de 16,25 em 16 de dezembro de 2016 para 7,71 no dia 12 de setembro de 2019, o que corresponde a aproximadamente 52% de queda no período.
Apesar de toda essa queda, não acredito que a Cielo seja uma oportunidade de investimento, aliás estou ainda mais pessimista com o case. A primeira fase da Battle Royale dos meios de pagamentos foi o ganho de market shares de companhias adversárias, como a Stone e a Pagseguro. Acredito que estamos no início da segunda fase do Battle Royale, onde sistemas concorrentes aos cartões ganharão market share oferecendo descontos, como o Mercado Pago, Nu Pagamentos, Interpag e Pic Pay.

A primeira fase do Battle Royale já foi suficiente para equilibrar o mercado de meios de pagamento e derrubar as taxas astronômicas que os comerciantes pagavam, a segunda fase pode substituir o uso do cartão de crédito e débito, como já ocorre na China, onde sistemas de pagamento por celular, como o Ali Pay, dominam o mercado de meios de pagamentos.
A Cielo continua reportando lucros declinantes e agora se propôs a ser uma empresa de soluções completas em meios de pagamentos e oferece soluções de gestão junto com as maquininhas mais caras. Eu até acho essa estratégia um pouco interessante, mas não acredito ser suficiente para enfrentar a concorrência dos meios de pagamentos diretos. Além disso, a Cielo não possui contrato de excluisividade com os bancos controladores (Banco do Brasil e Bradesco), sendo assim, no futuro eles podem criar um sistema de pagamentos diretos concorrente com a própria Cielo.

Por fim, acho um erro analisar empresas pelo ROE. A Cielo sempre teve um ROE enorme, mas nem por isso foi um bom investimento para os acionistas. As empresas Asset Light, como a Cielo que tem ativos reduzidos (cinco notebooks, dez cadeiras de estagiário e algumas caixas de maquininhas nos estoques rs), tendem a ter um alto retorno sobre o patrimônio líquido, enquando as empresas pesadas como a Vale ou Klabin, tendem a ter ROE menores, mas nem por isso serão investimentos piores.

ALEA IACTA EST

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Atualização Barbarossa - Setembro 2019

Mais uma vez volto do submundo, mas desta vez estou com mais tempo para escrever e refletir minhas ideias. Nos últimos meses consegui organizar e adiantar minha vida, tanto no campo pessoal, bem como no campo profissional.

Desde a minha última aparição na blogosfera, minha carteira de investimentos continuou entregando boas rentabilidades e acredito que a economia do Brasil está se ajeitando e ganhará eficiência com as reformas que estão sendo discutidas. As principais mudanças na carteira foram:


Carteira USA: liquidei tudo aproveitando o dólar a 4,10 reias nas últimas semanas. Não achei que seria o caso continuar investindo nos EUA, eu tinha em mente oportunidades com ações no Brasil que achava mais vantajosas e a declaração de IRPF com os dados dos investimentos internacionais estava torrando meu tempo e neurônios. Também estava pagando a salgada taxa de 10 doletas da Interactive Brokers e não quis mudar minhas ações para a Drive Wealth, que não cobra custódia.

Na verdade, eu abri a conta nos EUA com o intuito de proteger meu capital de uma eventual crise social brasileira causada pela perpetuação do lulo-petismo, possibilidade que agora é remota. De qualquer maneira, já existem outros intrumentos que de proteção que são até melhores do que uma conta de ações nos EUA, para a finalidade de se proteger de crises sociais prefiro utilizar criptomoedas e para investir nos EUA por si só é possível comprar o ETF do S&P 500, IVVB11, sem precisar pagar pesadas taxas de transferência internacional e sem burocracias fiscais.

Carteira de Ações e FIIs Brasil: sou acionista das empresas cujos tickers são: AGRO3, BBDC4, BBSE3, CSAN3, EGIE3, JBSS3, JSLG3, KLBN4, PSSA3, SAPR4, SHUL4, SLCE3, TAEE11, TRIS3, UNIP5 e UNIP6. Minha maior posição continua sendo Unipar, inclusive aproveitei a oportunidade de aumentar posição em UNIP6 na casa dos 27 reais.

Só permaneci com três FIIs: CBOP11, EDFO11B e PQDP11. Vendi os FIIs de administração ativa que ficam realizando inúmeras subscrições enquanto entregam pouco retorno ao cotista.

Carteira de Renda Fixa: tenho uns cascalhos no Tesouro Selic, que estou esperando vencer em 2021, duas debêntures incentivadas e o grosso da minha Renda Fixa está nos CDBs com liquidez diária do Banco Inter e Nubank. Eles são o meu poder de fogo caso surja uma oportunidade flagrante de investimento nos próximos meses.

Criptomoedas: possuo Nano e Binance Coin e uns cascalhos em Waves e Fantom. Vou explicar mais adiante o racional dessas investidas.

Agora estou de volta valendo, amanhã já vai ter post novo.
ALEA IACTA EST

quinta-feira, 23 de maio de 2019

a volta dos que não foram...

Bom dia amigos,

estamos de volta ao mundo da blogosfera, apesar de estarmos acompanhando regularmente este seleto universo, estivemos com um delay considerável nestes últimos tempos..

mais feliz ainda com o retorno do grande mestre Marcelo Barbarossa.

Para recomeçar o que nunca acabou, vou postar a frase da semana:



um grande abraço a todos!


sábado, 18 de maio de 2019

The Emperor in a Barrel

A Terceira Cruzada teve como causa principal de seu fracasso a morte inesperada do Imperador Frederico Barbarossa que morreu tragicamente afogado em um rio quando estava a caminho de Jerusalém. O seu exército, que era o maior da Europa, retornou e abandonou os reis da França e da Inglaterra no combate contra os sarracenos, porém alguns destemidos cruzados resolveram cumprir o último desejo do Imperador: ser sepultado em Jeresalém. Para isso, eles colocaram o corpo do Imperador em um barril de vinagre e tentaram levá-lo para Jerusalém. Infelizmente, todos esforços foram em vão, pois Jerusalém não foi retomada e os restos mortais do Imperador apodreceram...
Por analogia, estou retornando ao mundo da Blogosfera em um barril (vivo, por sinal). Com um pouco mais de patrimônio (tive bastante crescimento nas ações, mas perdas nas criptomoedas desde meu último post) e bem mais experiência.

Estou vivendo em uma cidade com menos de 100 mil habitantes relativamente próxima de São Paulo, nesse meio tempo ganhei aos baldes com as ações da Unipar, JBS, Engie e Porto Seguro, mas desvalorizei minhas criptomoedas, nesse caso não tive o timing e a asset allocation strategy para me defender da queda. Também chutei o balde de ficar analizando o mercado dos EUA e troquei todas as minhas ações por Berkshire Hathaway, nesse caso vou deixar o Buffet e seus asseclas investirem por mim lá.

Também tive dois bad romances nesse período, mas perdi apenas tempo com eles, felizmente me precavi quanto aos prejuízos financeiros. Percebi que o estudo das artimanhas femininas é uma ciência por si só, recomendo a leitura do livros do Nessahan Alita para se precaver de prejuízos emocionais.

Daqui em diante voltarei a comentar nos blogs de finanças e vou aproveitar para reorganizar nosso pequeno blog underground, quero continuar publicando conteúdos de finanças e vou começar a publicar mais conteúdos de auto-aperfeiçoamento voltados principalmente para o público masculino.

ALEA IACTA EST