sábado, 5 de novembro de 2016

Utilização do Seguro - árvore caiu em cima do meu carro


Foto que tirei do interior do veículo

Essa semana precisei acionar o seguro do meu automóvel. No momento em que comprei meu carro, há quase 2 anos atrás, havia entrado em contato com uma seguradora para verificar as condições de seguro e, assim que transferi o carro em meu nome, meu veículo já estava segurado.

Passado esse tempo, não havia utilizado os serviços da seguradora por qualquer motivo.

Nessa semana, houve um temporal muito forte e com grande incidência de ventos. Acabei deixando meu carro estacionado próximo de uma árvore grande, aparentemente sem nenhum problema estrutural. Pouco mais de 5 minutos de vento, essa árvore veio a tombar e, um dos galhos, veio a cair exatamente onde eu havia deixado meu carro estacionado (tipo batalha naval mesmo haha).

Verifiquei que havia danificado o para-brisa e um pouco da lataria e, ao constatar o dano, liguei para a seguradora do veículo. Achei muito bom o atendimento e, 24 horas depois, consegui trocar o para-brisa junto à uma oficina vinculada à seguradora. 


Após esse incidente vi que o seguro é extremamente importante, nós só nos damos conta na hora que, efetivamente, precisamos dele. Se eu tivesse que trocar por meio particular, iria desembolsar cerca de 4 vezes o valor que desembolsei para acionar a franquia.

Para quem não está familiarizado, há alguns pacotes que podem ser contratados na hora de pagar o valor do seguro. Há a parte da lataria (casco) que é a mais cara e os acessórios como para-brisa, faróis e retrovisores. Compensa pagar os acessórios porque a taxa é muito pequena comparada com o valor total desembolsado.

Conversando com algumas pessoas e trocando algumas informações, verifiquei que muitos não possuem seguro de seus veículos. Não estou me referindo a veículos velhos com mais de décadas de uso, me refiro a modelos bastante recentes ou pior, com um valor de mercado bastante elevado. 


Qual a lógica do indivíduo querer comprar um carro seminovo ou novo e não fazer o seguro? A lógica principal está em assumir o risco. Pensam que pode controlar incidentes como aconteceu comigo ou que podem controlar outros indivíduos no trânsito (desatenções que acarretam acidentes). Além disso, acham que conseguem controlar a desordem que é o trânsito hoje em dia. Concordo que o resultado de nossas ações é baseado nas nossas próprias atitudes e comportamentos. Arrisco um percentual acima de 90%. Esses 10% seriam destinados ao acaso, a sortes, a situações que não conseguimos controlar. Mesmo tentando controlar todas as variáveis, podemos estar no momento errado, na hora errada e acontecer algum evento que foge do nosso controle. 

Controle de riscos

Eventos são aleatórios e todas as nossas ações tem risco. Sair na rua a pé, andar de avião, pular de paraquedas têm risco. Tudo tem uma ameaça implícita, algumas situações mais, outra menos. Com certeza andar a pé, tem um risco diferente do que pular de paraquedas por exemplo. Como publicado nos artigos Defesa Residencial e Defesa Pessoal há maneiras de conseguirmos evitar zonas ou acontecimentos de risco. Vejo que possuir um veículo com seguro também entraria na situação de tentarmos mitigar o risco implícito que é dirigir. Assim como deixamos nossa casa com cercas e muros, o seguro proporciona tranquilidade no momento de incertezas. 

Indivíduos tentando assumir riscos

Acredito que, no caso do veículo próprio, não vejo que compensa assumir o risco de querer controlar situações caóticas como o trânsito e desastres naturais, a fim de querer economizar uma parte do orçamento. Sempre digo para quem quer comprar um carro, para avaliar todas as variáveis, deixando um valor separado para manutenção, depreciação e seguro.

É isso pessoal, só quis compartilhar uma reflexão que me ocorreu essa semana. Grande abraço!

4 comentários:

  1. Meu pai nunca fez seguro de carros, teve alguns pequenos incidentes, mas se for colocar na ponta do lápis, ainda ficou no lucro caso tivesse feito seguro todos estes anos. Mas eu prefiro fazer, hoje em dia tem tanto carro de 200.000 reais circulando na rua, sou meio desatento, vai que dô um cochilada e bato na traseira de um, rs.

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    1. Grande Uorrem, meu pai também não fazia seguro porque não compensava já que o valor do carro era muito baixo. O que você falou e verdade, bater num Camaro por exemplo ia dar uma dor de cabeça haha. Grande abraço!

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  2. Qual a lógica do indivíduo querer comprar um carro seminovo ou novo e não fazer o seguro? Me pergunto a mesma coisa. Interessante seu Blog vou adicionar no Blogroll

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    1. Muito obrigado, já adicionamos o seu blog também.
      Sucesso, grande abraço

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